Ainda não consegui ficar contente com as vacinas que serão testadas no Brasil já a partir desta semana vindos da China, França e da universidade Oxford na Inglaterra. Não muito tempo atrás eram usados países da África para testes de vacina e medicamentos. A Etiópia na África Oriental durante décadas foi o maior laboratório mundial de testes em humanos, o primeiro passo de testes em humanos de qualquer medicamento em primeiro passava por lá, antes ou por vezes sem passar até mesmo pelo polêmico testes em animais considero uma ação desumana, anti-humana, racista e hoje viramos o epicentro disso.
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasil. Mostrar todas as postagens
segunda-feira, 20 de julho de 2020
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Recado econômico do primeiro trimestre (Brasil retrô)
Arrecadação trimestral do governo cai 1,16%, por outro lado lucro gerencial do Banco Santander Brasil cresce 37,7% em meio à crise financeira, algumas leituras precisam ser feitas:
- a rentabilidade em juros voltou a ser a principal aposta dos investidores;
- o crédito popular devolve lucro aos bancos em juros e cobranças;
- em qualquer crise economia o sistema financeiro brasileiro lucra;
- menos investimento em mercado de produção e mais em mercado de capital e títulos;
- menos emprego, aumento da pobreza para as classes menores;
- ampliação do lucro e concentração da renda nas classes altas.
Voltamos à década de 90, o Brasil retrô!
terça-feira, 18 de abril de 2017
Brasil em uma semana
O Brasil em dias confusos, assim tem sido a semana do povo brasileiro, as manchetes de jornais traduzem suas expectativas de mercado, o Governo atual imprimi sua necessidade de mostrar resultados, a sociedade comum, não empresarial, não oligarca, não previlegiada sofre com o tiroteio de informações nunca precisas. A disputa política brasileira tomou proporções complicadas de se dimensionar, enfrentamos um momento mais delicado que o político da Venezuela em 2002, mais arriscado economicamente que o período Grego de 2014, com as mesmas marcas do rompimento social na Espanha em 2006, porém, com uma severa dificuldade de compreensão por parte da classe média, afetada diretamente em curto prazo pelos efeitos econômicos, logo será a camada mais popular!
Fernando Neto
@Fernandonsneto
Fernando Neto
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017
Kafka nunca esteve tão presente em nossa sociedade brasileira
Não comemorei, não comemoro e não comemorarei a prisão de ninguém, além da crítica institucional e jurídica à todo processo da lava jato, meu sentimento de consternação ao que nos dirigimos é também de constrangimento, retornamos a sociedade do espetáculo, aplaudimos a derrota dos grandes e não nos incomodamos mais com a injustiça, ela se tornou parte do nosso mundo político e de nossa sociedade, a prisão de Marcelo Odebrecht e a destruição de uma empresa com o porte e a importância de sua construtora não é unicamente a prisão de um empresário é da demissão de milhares de pais e mães de família, é a anulação de um braço empresarial que compunha a defesa nacional e ações estratégicas de mercado, força empresarial que faz parte de uma das principais linhas de produção e desenvolvimento tecnológico do país, não estou defendendo a empresa ou o empresário, estou incomodado com o rumo que seguimos e a forma como essa sociedade retratada por Kafka não percebe as questões prioritárias ou sua própria percepção enquanto membro de uma sociedade, ser parte é da nossa natureza, não vivemos isolamos, independentes, mesmo assim essa sociedade não se percebe parte e torce pela destruição.
Não comemorei a prisão de Eike Batista, se pesquisarem minhas mensagens de anos anteriores iram achar críticas ao modelo empresarial deste senhor, o considerei produto da imprensa, uma falha comercial que deu certo momentaneamente, nunca apostando ou arriscando com seus próprios recursos, mas, sempre contando com grandes linhas de financiamento nacional e estrangeiras, formado por um grande aparato midiático e assim se fez um bilionário da Forbes, com pouco conteúdo, pouco método ou experiências que contribuíam de alguma forma com o conteúdo nacional, diferente da OAS, Odebrecht, Camargo e Correia e todas essas empreiteiras envolvidas e relacionadas na Lava Jato, Eike sempre me pareceu uma aposta perdida e mesmo assim não comemoro sua prisão, pelo contrário me parece ser o melhor exemplo de que tudo o que é construído pela grande imprensa também pode ser destruído sem nenhum pudor, mas, com toda honra, qual o nível e comprometimento destes editoriais que constroem a imagem perfeita da destruição para o consumo da sociedade.
Não comemoro, nem comemorarei a prisão de nenhuma figura pública, o desvio de conduta, a apropriação indevida, conchavo, conluio, qualquer que seja o modelo ou forma que se de a corrupção pública não é criação desta década, século ou milênio, não foi Lula, FHC, Dilma, Serra, Zé Dirceu, Alckmin, nem de Maluf ou Tancredo, a operação Lava Jato confunde para não informar, esse é o cerne principal, ou muda-se o sistema político e sua co relação com o funcionamento público, ou repensamos toda a estrutura de contratação e o modelo de Estado e sua forma de se relacionar com o setor privado ou enxugaremos gelo, destruiremos biografias quando interessar, enalteceremos quando convir e destruiremos tudo novamente, seremos sempre a sociedade do golpe sofrido e praticado, uma sociedade sem formação e informação com poderes que lhe representam intrinsecamente direcionados ao aparelho, aparato e a corporação. Não comemoro, não irei comemorar, ver os aplausos me incomoda, simplesmente por ter certeza de que, quem aplaude não entendeu nada do que está acontecendo.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2017
Banco Central abre mão da técnica para aderir à especulação financeira
Banco Central abre mão da técnica para aderir à especulação financeira, esse foi o recado do dia ao reduzir a taxa de juros Selic para 13%, desconsiderou totalmente o aumento gradual dos últimos dois meses em 0,30% e apostou nas notícias positivas dos jornais para inflar o mercado e alavancar em curto prazo o Papel da Dívida Brasil, pode ser uma medida de retomada ou pode ser a ampliação do buraco negro à que estamos sendo puxados, a sensação de início é de melhora do humor econômico, mas, no médio e longo prazo sem o resultado real de investimentos incorporados ao mercado qualitativa e quantitativamente o que o Banco Central começa a produzir é uma bolha financeira ao estilo do que vivemos no mercado imobiliário. Henrique Meireles trouxe a agenda econômica nacional para o seu ringue aonde se tornou referência mundial, mercado especulativo, exatamente o mercado que levou o mundo a sua depressão econômica em 2008, porém, os resultados no curto prazo enriqueceram muitos conglomerados. A crítica é simples, se existe uma política de controle da inflação com a manutenção da taxa de juros, os indicadores desta vez disseram "A" e o Banco Central brasileiro respondeu com "M", ou mudou-se a política econômica de forma substancial para um modelo superficial ou se antecipou resultado para segurar a inflação!
quarta-feira, 30 de novembro de 2016
Carta ao meu amigo Danilo Moura sobre ontem 29 de Novembro
Antes de comentar sobre ontem, prefiro refletir sobre o amanhã, vamos pensar 9 anos à frente? Daqui este tempo a maioria dos trabalhadores vão confirmar que o Governo Temer estava certo e o dia de ontem foi uma vergonha sem sentido ou daqui este tempo a maioria dos trabalhadores podem se perguntar por quê eu não me juntei aqueles estudantes e quebrei tudo junto com eles?
Aos comentários:
- não acho correto pixar patrimônio público, principalmente os da esplanada, eu os entendo como símbolos civilizatórios e precisam ser preservados como vidas;
- mas entendo a revolta, acho inclusive que o nível de radicalização está chegando em uma área perigosa para todos;
- nem o Estado ou seu braço forte (a polícia militar) podem definir o que falo, o que penso, como penso, como sinto;
- a angústia no grito dos "rebeldes", "vândalos" está do outro lado da rua aonde não se escuta mais o que se diz, nem quando o que se diz faz sentido;
- a força policial empenhada para os atos tem sido equivocada e tem provocado a sana e sina de quem manifesta;
- claramente a maioria dos policiais estão preparados para os atos de rua, mas, um número pequeno de servidores não, e são estes que extrapolam, são estes que instigam, são esses que provocam o descontrole;
- claramente a maioria dos jovens e adultos que foram ontem estavam em missão de paz, não dá desordem, mas, um número pequeno se arvora, extrapola, provoca e instiga a polícia;
- a polícia deveria estar preparada pra está minoria, se estivesse preparada só pra isso já controlaria todo o resto;
- policial fazendo juízo de valores sobre a multidão é aplicação psicológica equivocada e perigosa, pois se 90% é bandido ele tem o direito de extrapolar o limite que lhe convir, e não é a realidade de nenhuma manifestação neste sentido, quem foi ontem manifestar foi acreditando que estava certo e o governo errado, se for verdade foram defender inclusive o salário do PM e sua carreira;
- então temos uma ironia, o PM bateu em quem o defendia, os manifestantes reagiram com violência à quem defendiam.
Desde Sócrates ninguém tem razão moral e todos tem, a diferença está na responsabilidade do Estado e de seu aparato que tem responsabilidade com a coisa pública, neste sentido afirmou categoricamente a polícia está preparada para usar a força, o comando da polícia não está preparado para usar a inteligência e a organização da segurança pública. A PEC 55 do Temer segundo minha concepção de Estado e gestão pública é um crime contra o trabalhador convencional e o prejuízo social não paga o acúmulo financeiro de capital de poucos em detrimento de muitos!
Marcadores:
55,
Brasil,
certo,
crime,
errado,
GDF,
manifestação,
manifestante,
PEC,
policia,
quebra quebra,
Rollemberg,
Temer,
Vandalismo
domingo, 2 de outubro de 2016
Mapa Nacional simplificado entre os partidos políticos
Pensamento rápido e superficial:
Se contarmos os votos majoritários nas capitais, sem levar em consideração todos os outros municípios do país e os votos para vereância, por candidatura o cenário seria mais ou menos este, os partidos mais votados:
PSDB - 5.251.919
PMDB - 2.239.591
PT - 1.980.049
PMDB - 2.239.591
PT - 1.980.049
PRB - 1.834.251
PDT - 1.379.598
PSB - 1.318.230
PSOL - 1.183.082
DEM - 1.071.153
PDT - 1.379.598
PSB - 1.318.230
PSOL - 1.183.082
DEM - 1.071.153
PR - 793101
PC do B - 410.531
REDE - 310.747
PC do B - 410.531
REDE - 310.747
O PT neste cenário simples é a terceira maior força política do Brasil mesmo com todo ataque sofrido!
terça-feira, 17 de maio de 2016
#SalveSUS
O SUS pode ter falhas de gestão, até pelo seu tamanho e complexidade, mas, de longe é o melhor programa do mundo de saúde pública! Reduzir o seu tamanho é retroagir e retirar de cidadãos um cuidado que eles não terão em nenhum outro sistema. Se prosseguir o Governo não errará tão somente, ele cometerá um crime contra parte mais sensível da população brasileira que não terá nenhum acesso a plano de saúde, assim veremos o número de mortes e de debilitação da saúde do cidadão aumentar consideravelmente, o projeto desse Governo é elevar a miséria no Brasil! #SalveSUS
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Juventude, devemos assumir as trincheiras da Democracia!
"Desistir? Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério. É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça". Cora Coralina
Chegou a hora!
Faltava a nossa geração um momento histórico decombate e resistência política, após anos de conquistas e de crescimento econômico e social aonde o Brasil e toda uma geração se beneficiou diretamente, não experimentamos paradoxalmente ambiente político divergente que nos proporcionasse comparações ou qualquer outro conflito social direto que nos levasse a uma reflexão profunda de nosso papel na sociedade.
É chegada a hora do enfrentamento de ideias e o confronto de projetos, é preciso compromisso, compreensão política e uma disposição radical de luta. Com o fim do ciclo de conquistas e crescimentos pactuado entre o grande capital, oligarquias e oligopólios e a classe trabalhadora e de baixa renda, iniciamos a partir do dia de hoje, 12 de Maio de 2016 um novo momento em nossas histórias, claramente destacado e evidenciado em nossa sociedade pelas manifestações de rua polarizadas e divergentes, e pelas votações na Câmara e no Senado, as quais abriram de forma ilegitima o processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff. De um lado a consciência militante de quem representa a classetrabalhadora, do campo e da cidade, estudantes, mulheres, negros, índios e tantas outros segmentos historicamente oprimidos no Brasil, do outro lado os que estão de mãos dadas com os grandes empresários exploradores, os latifundiários escravagistas, os explorados e parte de uma sociedade sem compreensão histórica e os fascistas sedentos por repressão aos movimentos populares e a esquerda brasileira. Alcançamos a conjuntura real da luta de classes restabelecida em nosso país.
Quis a história que o Partido dos Trabalhadores, em seus 36 anos de formulação e execução de um projeto popular, abra mão das relações institucionais, republicanas, e, retome a construção e organização de massa, rearticulando os movimentos sociais, a esquerda nacional, a sociedade e toda classe trabalhadora. O PT nesse momento necessita sem restrições de sua juventude, como melhor fórmula de resistir e avançar sobre os golpistas brasileiros que tentam derrubar nosso projeto de país, recuando a nação a modelos esvaziados de governança, retirando direitos civis e dos trabalhadores conquistados acusto, suor e muito consenso em nome de uma governabilidade que chegou ao seu fim. É necessário por parte do Governo e do Partido dos Trabalhadores autocrítica que vem se fazendo ao longo deste último período, mas, não é o momento de hiatos e simples reflexões, o momento é de unidade na luta, e, nossa geração, se torna neste papel a única capaz de impulsionarnossa direção a conduzi-la a um originário perfil de coragem!
A Juventude deve buscar aglutinar forças, sendo expoente dessa reflexão e autocrítica, apontandoos diferentes erros de condução política das pautas prioritárias para a agenda do Jovem e do Trabalhador brasileiro, bem como a crítica relação estabelecida no último período de governo Dilma com os movimentos sociais, as juventudes periféricas do campo e da cidade. Reassumirentão prioridade na pauta e no dialogo com esses setores da juventude que mais necessitam da nossa política de inclusão nas universidades, na formação técnica e conquista de vagas de trabalho, na garantia de ocupação de território, expressão cultural, na defesa de direitos, combate a violência e o extermínio dessa juventude majoritariamente negra, de todo esse projeto dependente do respeito à democracia brasileira, sendo esses jovens os que mais perderão com esse golpe das elites.
Após a votação da Câmara pela abertura do processo de impeachment no dia 17 de abril, oDiretório Nacional do PT em resolução do dia 19 de abril, se colocou em sintonia com a nossa juventude, a classe artística e cultural, movimentos sociais, partidos de esquerda, intelectuais e estudantes universitários, bem como todo o conjunto da sociedade brasileira não orgânica partidariamente ou até oposicionistas ao nosso programa de governo que foram as ruas lutar pela nossa jovem democracia, assumem pra si a mesma postura e capacidade de autocrítica, de reflexão e de compreensão do que devemos mudar, do que devemos retomar e do que devemos avançar, em nota, o PT reafirma a posição de luta incessante contra o golpe, pela democracia e pelo mandato eleito da presidenta Dilma Rousseff com a energia das massas e orientação dos movimentos populares.
Devemos ainda saudar as combativas entidades e movimentos da “Frente Brasil Popular” e da “Frente Povo Sem Medo” nas quais nos referenciamos e nos mantemos em construção, durante todo esse período de afastamento da Presidenta Dilma. O momento nos exige ainda mais unidade e firmeza de posição frente ao golpe, em defesa da Justiça e da Democracia.
A Juventude não deve ceder em nosso projeto de sociedade, não deve ceder na construção de um Brasil mais justo, não deve ceder em nossos princípios democráticos. Devemos assumir um único grito de “Defesa do Estado Democrático e de Direito" e como Dilma afirmou em seu discurso de afastamento no dia de hoje, "A democracia é o lado certo da história. Jamais vamos desistir, jamais vou desistir de lutar.",repudiarmos qualquer posição conciliatória com os golpistas que estão e sempre vão ser lembrados por estarem do lado errado e injusto da história. A Juventude deve assumir a responsabilidade de liderar uma defesa incondicional da nossa presidenta Dilma, do nosso eterno presidente Lula, do nosso partido, de nossos companheiros e companheiras, de uma aliança programática daesquerda nacional, da nossa relação fundamental com os movimentos sociais e populares do campo e da cidade, de trabalhadores e estudantes, do nosso DNA de esquerda, socialista, democrático, de lutas e de massas!
“Não vamos às ruas, nós somos a rua e de nós não abrimos mão!” #Ubuntu #NãoVaiTerGolpe#DilmaFica #OcupaTudoContraOGolpe#Democracia
12 de Maio, 2016
Fernando Nascimento S. Neto
Ex-Secretário de Juventude GDF
Carlos Emar Mariucci Júnior
Membro da Executiva Nacional da Juventude do PT
Ex-secretário Estadual da Juventude do PT – Paraná
Membro do Diretório Estadual do PT - Paraná
terça-feira, 3 de maio de 2016
O movimento Temer
O mapa conjuntural esta dado, é preciso esmiuçarmos para compreender o tabuleiro e suas complexidades, posteriori será preponderante a produção de diagnostico e compreensão histórica de todo este processo em curso. A produção de conteúdo e consciência que reorganize o projeto nacional de esquerda sempre estará em constante observância e reformulação, da mesma forma que os projetos de direita.
Três anos e três publicações distintas são o ponto focal deste mapa conjuntural e assim resumo o "movimento Temer" personagem central da desestabilização institucional, são os anos de 1982 com a publicação "Elementos de Direito Constitucional", 1994 "Constituição e Política" e 2006 "Democracia e cidadania" do então advogado e parlamentar Michel Temer. Nestas publicações Temer discorre sobre parlamentarismo, controle de constitucionalidade, auto regulação do mercado, redução do papel do Estado enquanto agente de fiscalização e mecanismos de controle social, em cada uma dessas publicações é possível perceber por parte do autor características de sua personalidade política e compreensão do seu modelo de Estado, de forma resumida em 1982 Michel Temer discorre sobre o sistema parlamentarista, o fortalecimento do parlamento como fórmula de controle social e político, equilibrando direitos e sendo o garantidor do poder constituinte, entende o parlamento e suas decisões e elaborações como produção de soberania do direito, observa a eficacia e aplicabilidade das sansões e compromisso de Estado do poder executivo à partir do parlamento e define o papel entre os três poderes constituintes. Em 1994 o escritor define parâmetros entre política e sua aplicabilidade constituinte, defende a subjetividade do direito, dispensando a materialidade, como produção de conteúdo e conceito, faz um observação generosa sobre o conceito da 'produção de informação' como controle e concentração de poder e o importante papel do fortalecimento de mecanismos do direito e da política para a manutenção e equilíbrio desta concentração de poder, delimitando sua abrangência e alcance. Em 2006, Michel Temer fala sobre a participação popular na vida democrática do país e o papel constituinte do parlamentar, seus poderes e seus deveres sociais, da mesma forma define direitos e deveres sociais na democracia participativa, limitando a representatividade popular e de classes ao sufrágio.
Michel Temer foi, no que lhe coube historicamente, um dos formuladores de 4 (quatro) pontos primordiais para o contexto histórico que vivemos hoje no país:
- Sistema parlamentarista, o parlamento como instrumento de controle social, constitucional e mediador entre os poderes constituintes;
- Teoria do Domínio do Fato, subjetividade do direito como produção de conteúdo à margem da matéria e da cultura jurídica, para combater a concentração de poder pela informação;
- Controle do Estado, mecanismos de controle dos poderes por um poder fiscalizador de atos e direitos que produza conteúdo e conceito;
- Estado Minimo, limites à regulação do mercado, reduzindo o papel do Estado em suas funções social e política.
O então Vice-Presidente Michel Temer é ser pensante, elaborador, ideológico, formulador de teses e conceitos, político clássico e tem lado, seus passos atuais são coerentes com seu histórico e militância política, exatamente por ser parte deste processo de formulação de uma consciência política liberal que logrou exito em sua empreitada natural, é importante compreender, Temer reagiu aos equívocos, antecipou movimentos, ocupou espaços estratégicos na articulação do Estado, esquadrinhou o cenário político e efetivamente produziu e pôs em prática sua biografia, assim o "movimento Temer", no ambiente político, unificou a direita entorno da possibilidade real de derrotar o Partido dos Trabalhadores e toda a esquerda nacional, executou a tese do inimigo em comum, criada pela grande imprensa brasileira e usou da tese do Domínio do Fato para desestabilizar o ambiente democrático atual constituindo o parlamento como autoridade superior de equilíbrio político e poder julgador ao mesmo tempo à partir das atuações de Eduardo Cunha e Renan Calheiros, desestabilizando o instituto Presidencial, fragilizando-o e diminuindo seu papel para exercer seu domínio constitucional, levando em consideração e se aproveitando dos desdobramentos da operação Lava Jato e a militância política/jurídica por parte do Ministério Público e Polícia Federal.
No parlamento antecipou, ordenado por Eduardo Cunha e instrumentalizado por Jovair Arantes (PTB) e Rogério Rosso (PSD) (este último teve como carro chefe de sua plataforma de campanha eleitoral em 2015 a frase “Um Deputado para derrotar o PT”) o rito definido pelo Supremo Tribunal Federal para abertura do processo de Impeachement da Presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. A maior ferramenta de desestabilização do Campo Democrático e Popular veio pelas odes do PSB (Partido Socialista Brasileiro), ferramenta e instrumento político em defesa do Golpe Institucional em curso, vale a lembrança do papel fundamental que o PT/Lula/Governo tiveram no fortalecimento da legenda e consolidação de quadros regional e nacionalmente, sem isso, a legenda jamais atingiria o número obtido de Deputados e Senadores nas últimas eleições somado à isso uma agenda Levy, decretos e projetos de lei que constrangeram trabalhadores e os movimentos sociais, isolamento do campo majoritário da esquerda brasileira, o recuo e afastamento de peças importantes que compunham esse time e garantiam a sustentação política e o diálogo com os movimentos sociais. Redesenhando o campo político que desestabilizou o Governo teremos uma maioria lógica organizada por Temer dentro do PMDB, a centralização dos interesses políticos do PSDB, a agenda programática do DEM (Democratas) e PP (Partido Progressista) em total sintonia com o programa apresentado pela Fundação Ulysses Guimarães do PMDB “Uma Ponte para o Futuro” resumo de todo o conteúdo já produzido por Roberto Campos, Simonsen, Aloysio Nunes, José Serra entre outros, a reboque dos interesses ideológicos estão conjuntamente o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e o que restou do PPS (Partido Popular Socialista), outros partidos menores com menos expressão política fisiologicamente se incorporam a expectativa de poder produzida pela organização deste campo político à Direita, em paralelo temos o PRB (Partido Republicano Brasileiro) aliado de primeira hora do Governo Federal e do Campo Democrático e Popular que rompeu com sua aliança incorporando-se ao Campo de Direita Nacional por erros táticos promovidos pelo próprio Governo Federal e o PR (Partido da República) fisiológico viu sua base dividir-se com fissuras regionais claras, mas, a rebelião fora inevitável.
Michel Temer foi, no que lhe coube historicamente, um dos formuladores de 4 (quatro) pontos primordiais para o contexto histórico que vivemos hoje no país:
- Sistema parlamentarista, o parlamento como instrumento de controle social, constitucional e mediador entre os poderes constituintes;
- Teoria do Domínio do Fato, subjetividade do direito como produção de conteúdo à margem da matéria e da cultura jurídica, para combater a concentração de poder pela informação;
- Controle do Estado, mecanismos de controle dos poderes por um poder fiscalizador de atos e direitos que produza conteúdo e conceito;
- Estado Minimo, limites à regulação do mercado, reduzindo o papel do Estado em suas funções social e política.
O então Vice-Presidente Michel Temer é ser pensante, elaborador, ideológico, formulador de teses e conceitos, político clássico e tem lado, seus passos atuais são coerentes com seu histórico e militância política, exatamente por ser parte deste processo de formulação de uma consciência política liberal que logrou exito em sua empreitada natural, é importante compreender, Temer reagiu aos equívocos, antecipou movimentos, ocupou espaços estratégicos na articulação do Estado, esquadrinhou o cenário político e efetivamente produziu e pôs em prática sua biografia, assim o "movimento Temer", no ambiente político, unificou a direita entorno da possibilidade real de derrotar o Partido dos Trabalhadores e toda a esquerda nacional, executou a tese do inimigo em comum, criada pela grande imprensa brasileira e usou da tese do Domínio do Fato para desestabilizar o ambiente democrático atual constituindo o parlamento como autoridade superior de equilíbrio político e poder julgador ao mesmo tempo à partir das atuações de Eduardo Cunha e Renan Calheiros, desestabilizando o instituto Presidencial, fragilizando-o e diminuindo seu papel para exercer seu domínio constitucional, levando em consideração e se aproveitando dos desdobramentos da operação Lava Jato e a militância política/jurídica por parte do Ministério Público e Polícia Federal.
No parlamento antecipou, ordenado por Eduardo Cunha e instrumentalizado por Jovair Arantes (PTB) e Rogério Rosso (PSD) (este último teve como carro chefe de sua plataforma de campanha eleitoral em 2015 a frase “Um Deputado para derrotar o PT”) o rito definido pelo Supremo Tribunal Federal para abertura do processo de Impeachement da Presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. A maior ferramenta de desestabilização do Campo Democrático e Popular veio pelas odes do PSB (Partido Socialista Brasileiro), ferramenta e instrumento político em defesa do Golpe Institucional em curso, vale a lembrança do papel fundamental que o PT/Lula/Governo tiveram no fortalecimento da legenda e consolidação de quadros regional e nacionalmente, sem isso, a legenda jamais atingiria o número obtido de Deputados e Senadores nas últimas eleições somado à isso uma agenda Levy, decretos e projetos de lei que constrangeram trabalhadores e os movimentos sociais, isolamento do campo majoritário da esquerda brasileira, o recuo e afastamento de peças importantes que compunham esse time e garantiam a sustentação política e o diálogo com os movimentos sociais. Redesenhando o campo político que desestabilizou o Governo teremos uma maioria lógica organizada por Temer dentro do PMDB, a centralização dos interesses políticos do PSDB, a agenda programática do DEM (Democratas) e PP (Partido Progressista) em total sintonia com o programa apresentado pela Fundação Ulysses Guimarães do PMDB “Uma Ponte para o Futuro” resumo de todo o conteúdo já produzido por Roberto Campos, Simonsen, Aloysio Nunes, José Serra entre outros, a reboque dos interesses ideológicos estão conjuntamente o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e o que restou do PPS (Partido Popular Socialista), outros partidos menores com menos expressão política fisiologicamente se incorporam a expectativa de poder produzida pela organização deste campo político à Direita, em paralelo temos o PRB (Partido Republicano Brasileiro) aliado de primeira hora do Governo Federal e do Campo Democrático e Popular que rompeu com sua aliança incorporando-se ao Campo de Direita Nacional por erros táticos promovidos pelo próprio Governo Federal e o PR (Partido da República) fisiológico viu sua base dividir-se com fissuras regionais claras, mas, a rebelião fora inevitável.
A narrativa construída pelo Governo e a Frente Brasil
Popular está correta, o Impeachement em curso é golpe institucional sim, qualquer instituto
jurídico constitucional utilizado para sacar do poder executivo o Presidente da
República em exercício eleito por sufrágio universal culminado e
instrumentalizado por aparelhamento parlamentar sem crime constituído é manobra
para golpe, é correta a afirmação e a narrativa para combater o golpe
institucional em curso e conscientizar a população e instrumentalizar o campo
popular de esquerda e os movimentos sociais organizados para a luta de classes
instaurada e estabelecida em nossa sociedade, porém, é insuficiente a narrativa
constituída sem autocrítica por parte do Governo Federal e do Partido dos Trabalhadores, não chegou-se neste
estágio de total fragilização da agenda política do Estado por puro processo
natural da disputa de classes, tão pouco o rompimento político por parte de
aliados pontuais se deu por desobediência no programa, o Governo e a Presidenta
Dilma Rousseff não cometeu crime, cometeu erros e equívocos que precisam ser
reparados para o bem dos próximos passos que daremos para o enfrentamento da agenda
conservadora e neoliberal em curso. Frear a ofensiva da direita nacional em
bloco, organizada no parlamento para desestabilizar o Estado Democrático e de
Direito, e, assim, implementar a reforma trabalhista desejada pelo campo político
de direita, sacando direitos históricos conquistados pelos trabalhadores desde
Getúlio Vargas e seus avanços dos últimos 14 anos de governo Lula/Dilma, e implementação da agenda econômica
neoliberal destrinchada pelo programa “Uma
Ponte para o Futuro”. Frear tais recuos sociais e avanços liberais somente se
dará e tornará possível por um agenda que já está em curso, a reorganização da
Esquerda Nacional, por parte da Frente Brasil Popular e Frente Brasil Sem Medo, as primeiras iniciativas de reorganização da Esquerda Nacional.
O Governo Michel Temer será de transição, a conjuntura política, social e econômica dirá o nível de emblocamento à direita, se depender de sua biografia seguimos para uma transição de modelo constituinte, com estruturação do Estado a um modelo mínimo e praticamente irreversível no curto prazo, porém, será um projeto em disputa à direita e o acúmulo de forças também se dará por suas composições. Da nossa parte cabe à esquerda nacional resistir e contragolpear, frear o avanço de rupturas institucionais de aparelhamentos da direita em toda América Latina à partir do que enfrentaremos no Brasil.
quinta-feira, 17 de março de 2016
Dois dias de alta na bolsa de valores e dois dias de queda do dólar
Ressalva importante no meio dessa turbulência e que precisa ser analisada com imparcialidade:
O índice da bolsa de valores de São Paulo hoje, operava em alta próximo aos 14 pontos percentuais e se manteve em alta, mas, oscilando até o meio da tarde quando anunciado que a AGU somente iria recorrer da decisão do Juiz Federal contra a posse do ex-Presidente Lula no outro dia. Essa oscilação manteve a alta em 6 pontos percentuais, maior índice desde o início de novembro do ano passado, em paralelo a isso o Dólar sofreu uma queda considerável de mais de 2% fechando em baixa semanal.
Três recados claros do mercado sobre o Lula como Ministro da Casa Civil:
1) o mercado avalia positivamente por entender que começa um novo governo, sem grandes alterações na política macroeconômica, mas, com entendimento de abertura de crédito e um novo ciclo de investimentos;
2) o mercado avalia positivamente por entender que termina o governo Dilma, e se inicia um outro Governo com alterações estruturantes no ambiente político interno e com apoio de grande parte do setor produtivo e empresarial brasileiro e estrangeiro;
3) que a solidez e a congruência de interesses em comum, podem organizar o país e a aposta do mercado capital é com o Lula, uma possibilidade de entendimento.
Essa avaliação é reflexo de dois dias seguidos de crescimento do índice iBovespa e de queda do dólar após o anúncio de Lula no Ministério da Casa Civil. É importante também uma avaliação social e política destes mesmos dados.
domingo, 13 de março de 2016
13/03 análise conjuntural, Brasília
À direita no DF aprendeu a se mobilizar, fazer composição de grupo, articular nas agendas populares, passaram a manhã toda na feira do Guará e dos Importados convocando as pessoas, carros de som em todas as cidades satélites, mandatos parlamentares e ex-Deputados mobilizando tropas, clacks, assossiações de moradores, estudantes em faculdades (talvez a maior aberração deste movimento, mas, legitimamente democrático e real). Acumulando força, estrutura, carros de som, faixas, outdoors, placas, panfletos, esteio e cobertura para receber figuras nacionais importantes que representam seus anseios e mesmo não concordando, chamam a atenção da população pela radicalidade do discurso como Bolsonaro e Malafaia, este último mobiliza parte da igreja que dialoga com diversos setores de Brasília. A igreja não vive isolada, ela tem projetos sociais, grupos de teatro, times de futebol amador, clínicas de recuperação, grupos de dança, tudo isso se multiplica em relacionamento e mobilização. Em Brasília fizeram o dever de casa, não é a maior manifestação de todos os tempos, mas, foi representativa, declarativa, programática e composta por sinais importantes que precisam ser lidos sem paixões! Como saldo importante a esquerda ficou claro que o desgaste do ambiente político nacional como um todo é ainda maior do que o desgaste do PT ou da Dilma simplesmente, porém, eles jogam esta narrativa para acumular forças entre a direita, extremos, apartidários, descontentes, desinformados, baladeiros e replicadores.
De certo, toda essa massa que fora às ruas hoje chegaram a 5% da população do DF, significativo e representativo, em nenhum outro Estado à direita alcançou essa representatividade, podem estar bem mobilizados, mas, não existe clima de acumular forças localizadas para uma disputa mais sólida, com exceção do DF e de SP.
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Se os negros na América estão gritando, por que os do Brasil precisam se calar?
A humanidade precisa entender que a marca da escravatura e tudo o que ela gerou de dor, não cicatrizaria somente por um papel assinado por um texto "liberdade". As marcas dessa desigualdade são mais profundas em toda a sociedade "civilizada" do que se imagina, a diferença do que está acontecendo nos Estados Unidos para o que acontece no Brasil é uma sociedade em conflito civil declarado à anos, no Brasil preferimos sempre desencorajar a luta pelo silêncio!
Se você é covarde o suficiente para acreditar que o RACISMO e o PRECONCEITO não existem veja ao fim da apresentação de Kendrik Lamar durante a premiação do Grammy deste ano de 2016, a reação dos artistas negros e a reação dos brancos!
quarta-feira, 18 de novembro de 2015
Nota sobre declaração do Ministro Levy no portal Uol 18/11/2015
Teto para a dívida pública não disciplina gasto, limita a capacidade de investimento! Erro lacônico se incorporado. O erro não está na medida, mas, no modelo econômico que o Governo optou implementar no regime de Capital e investimento público nos últimos anos, mudar o regime atual pode gerar um desequilíbrio econômico e uma marcha ré na pauta de investimento internacional no Brasil, seria a melhor formula neo-liberal para reduzir o valor do papel da dívida brasileira, diminuiria o valor global das empresas públicas e restaria o remédio "Serra" para o Estado brasileiro, privatizar!
Opinião emitida sobre o artigo de hoje na Reuters Brasil, publicado no portal Uol.
http://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2015/11/18/levy-diz-que-proposta-de-teto-para-divida-publica-disciplina-gasto-e-deve-ser-acolhida.htm
domingo, 5 de julho de 2015
Apoio à Grécia e ao seu povo
Por meio de Plebiscito a maioria da população Grega disse "não" aos cumprimentos econômicos da dívida com a União Européia, a aprovação radical do pleito traz autonomia ao País, porém, apesar da ousadia do novo governo grego acompanhado e respaldada pela maioria de sua população, muito ainda precisa ser feito e acompanhado. Inicialmente o reflexo na bolsa de valores e a retração de investimentos em parte da União Européia será sentida de pronto o que ocasionará retração mundial com efeitos nítidos, principalmente em relação aos países emergentes e em desenvolvimento com obrigações parecidas.
Mundialmente viveremos um desequilíbrio sentido em diversas proporções, de toda forma é preciso respeitar a decisão da Grécia e apoiar sua retomada econômica, tarefa árdua para sua equipe econômica, levando em consideração as limitações territoriais e de expansão comercial, a Grécia possui poucos recursos econômicos e pouca margem de recuperação ou de ampliação de investimento, a aposta do novo governo deverá ser mais ousada do que o próprio "não" dito no Plebiscito. Anos a fio o país viveu refém das decisões da União Européia e o pagamento eterno de suas dívidas em juros eram o maior freio para o desenvolvimento social dos gregos.
A decisão é complexa e manda um recado ao velho modelo econômico europeu e mundial, será determinante apoio diplomático e uma reorganização de mercados estrangeiros que apoiem a Grécia neste momento. O Brasil pode cumprir papel determinante com o crédito monetário internacional que possui, e na próxima reunião do G20 em París na cúpula dos maiores países do mundo aonde lideraremos os acordos relacionados ao meio ambiente, também teremos a oportunidade de apontarmos solidariedade ao momento vivido pela Grécia e propormos à UE novos acordos de mercado que beneficiem o país, ou proposições diretas aproveitando os simplórios acordos diplomáticos que possuímos com a Grécia, é o melhor momento para expandir mercado e dar recado ao mundo.
terça-feira, 26 de maio de 2015
Reflexão sobre o P.E.D para o 5º congresso do PT
Não existe caminho a ser percorrido pelo Partido dos Trabalhadores que
não passe pelo fortalecimento de suas instituições, instâncias e de
sua estrutura político partidário. O Partido é hoje uma das poucas
instituições políticas, talvez a única do país, com condições reais de
apontar novos rumos ao debate político nacional, pela opção feita de
sermos um partido de massa, com participação política plural, de
organização interna em constante movimento e com bandeiras que definem
quem somos e de que lado estamos neste mundo. É este o caminho que
devemos trilhar para combater a crise de institucionalidade e a notada
falência de representatividade política agudizada nos últimos anos,
demonstrada principalmente pelas manifestações de Junho de 2013,
reproduzidas em conflitos de rua e nos estádios durante a Copa do
Mundo de 2014, além das manifestações convocadas por movimentos
radicalizados de parte da sociedade em 2015.
Cada um destes momentos serve de termômetro para evidenciar o óbvio, a
crise de representatividade política que hoje se tornou prerrogativa
de questionamento às instituições públicas. Um dos maiores riscos que
corremos ao Estado Democrático de Direito em nosso país e que precisa
ser combatido de forma clara em defesa da soberania nacional,
principalmente com o fortalecimento de nossas instituições. A fórmula
mais eficaz de combatermos a crise de representatividade política,
oxigenando e reorganizando o partido, transita pelo fortalecimento e
aprimoramento dos instrumentos e dispositivos partidários que já
dispomos, como exemplo, a participação efetiva do conjunto dos
militantes, a democracia interna que construímos ao longo dos anos,
passando pela contínua ampliação do diálogo e o debate com a sociedade
e os movimentos sociais. Somente um partido com estruturas sólidas e
mecanismos reais de diálogo e organização social e partidária é capaz
de avançar politicamente neste cenário.
O horizonte demonstra que o fortalecimento interno e o aprimoramento
de nossos mecanismos de participação e de discussão são o remédio para
combatermos a desconfiança e a crise de representatividade política
acumulada no país. Não existe patrimônio mais representativo que nossa
democracia interna, bandeira defendida e estimulada pela nossa
militância como argumento de contraposição, que nos distingue dos
demais, e é esta a primeira resposta que o 5º congresso do Partido dos
Trabalhadores precisa dar ao conjunto de nossa militância,
fortalecendo e instrumentalizando nossa maior riqueza e patrimônio.
Somos responsáveis por uma riqueza anônima, uma massa atacada e
desrespeitada cotidianamente, filiados, filiadas e simpatizantes,
pessoas comuns que acreditam em um projeto de país e lutam por nossas
bandeiras, sofrem com ataques e se solidarizam nas injustiças. Cada um
destes homens e mulheres esperam uma resposta, um argumento, um sonho
para empunhar sua voz, penhorando sua palavra em nossa defesa,
avalizando nossos projetos. O maior desafio deste congresso é
reencontrar o caminho que nos leva ao pertencimento deste projeto
vitorioso e transformador, que necessita continuamente de
aprimoramento e aperfeiçoamento.
Não seremos perdoados pela história se recuarmos um milímetro na
defesa ampla e irrestrita do direito á participação política. O
momento não permite ao conjunto do partido nenhum recuo ou espavorir
frente às cobranças que nos são feitas. O máximo sintoma que devemos
combater gera a oportunidade de radicalizarmos no aprofundamento da
relação com a sociedade, convidando-a viver as experiências exitosas
do debate interno acumulados em decisões congressuais, fóruns,
setoriais, afirmações democráticas e coletivas. Não devemos temer os
desafios postos à frente.
Abrir as portas à sociedade, talvez, seja o grande passo para uma
reorganização política e partidária, reencontrando neste caminho novos
modelos de organização partidário e social, ampliando o diálogo com
comunidades, bairros, movimentos sociais e populares, igrejas,
religiões de matrizes africanas, sindicatos, quais sejam os modelos de
organização urbana, rural e demais movimentos da sociedade civil.
Radicalizar a relação com a sociedade é um desafio de aprofundamento
do nosso ambiente político. A hora é de aprimorarmos estes mecanismos
de participação, delinear e definir instrumentos legais que orientem e
responsabilizam nossos atos. É tempo de apresentarmos ao Brasil o
Partido dos Trabalhadores cada vez mais forte e sólido como
instituição e instrumento de luta do povo brasileiro. É necessário
avançarmos para um pacto geracional que pense no fortalecimento do
Partido para os próximos 35 anos, e que prepare a geração seguinte
para o mesmo desafio, somente assim poderemos propor à esquerda e aos
movimentos sociais brasileiros os rumos que devemos percorrer no
caminho de novas conquistas e vitórias. Neste projeto, o espaço que
devemos ocupar na sociedade inclina-se para o diálogo constante e cada
vez mais aprofundado pois somente um partido com identidade social, de
relações de base, comunitárias, inserido dentro do cotidiano e do
convívio social, compreendendo a comunidade local, regional e seus
desafios e legado é capaz de traduzir e protagonizar suas bandeiras.
Não sou simplesmente defensor de nossa “Democracia Petista”,
significada pelo que temos de instituto, instrumento real de
organização partidário que é o P.E.D., defendo o aprofundamento desse
instrumento a partir de sua ampliação, o utilizando como ferramenta de
diálogo político e social capaz de instrumentalizar o partido à nossas
lutas e desafios. Qualquer que seja a proposta contrária, que não
aponte para dar acesso e condição ampla à participação totalitária de
nossos filiados significa recuo, e fadando um legado ao isolamento
político, no momento exato onde a sociedade, nossos militantes e a
humanidade reivindica mais participação. Avançar neste ponto da
história pactua com a ampliação do debate em todas as instâncias,
abrindo nossas portas para o diálogo direto, franco e legitimo,
condicionando nossa militância a um exercício didático e diário de
organização social e comunitário. Somente assim teremos condições de
recuperar a credibilidade, conquistar novos corações, reencontrar
nossas bases, estimular os sonhos de um país e de uma sociedade mais
justa e igualitária, e mais, dialogarmos francamente com nossa
militância e com a toda sociedade brasileira. Por que recuar se
podemos avançar?
não passe pelo fortalecimento de suas instituições, instâncias e de
sua estrutura político partidário. O Partido é hoje uma das poucas
instituições políticas, talvez a única do país, com condições reais de
apontar novos rumos ao debate político nacional, pela opção feita de
sermos um partido de massa, com participação política plural, de
organização interna em constante movimento e com bandeiras que definem
quem somos e de que lado estamos neste mundo. É este o caminho que
devemos trilhar para combater a crise de institucionalidade e a notada
falência de representatividade política agudizada nos últimos anos,
demonstrada principalmente pelas manifestações de Junho de 2013,
reproduzidas em conflitos de rua e nos estádios durante a Copa do
Mundo de 2014, além das manifestações convocadas por movimentos
radicalizados de parte da sociedade em 2015.
Cada um destes momentos serve de termômetro para evidenciar o óbvio, a
crise de representatividade política que hoje se tornou prerrogativa
de questionamento às instituições públicas. Um dos maiores riscos que
corremos ao Estado Democrático de Direito em nosso país e que precisa
ser combatido de forma clara em defesa da soberania nacional,
principalmente com o fortalecimento de nossas instituições. A fórmula
mais eficaz de combatermos a crise de representatividade política,
oxigenando e reorganizando o partido, transita pelo fortalecimento e
aprimoramento dos instrumentos e dispositivos partidários que já
dispomos, como exemplo, a participação efetiva do conjunto dos
militantes, a democracia interna que construímos ao longo dos anos,
passando pela contínua ampliação do diálogo e o debate com a sociedade
e os movimentos sociais. Somente um partido com estruturas sólidas e
mecanismos reais de diálogo e organização social e partidária é capaz
de avançar politicamente neste cenário.
O horizonte demonstra que o fortalecimento interno e o aprimoramento
de nossos mecanismos de participação e de discussão são o remédio para
combatermos a desconfiança e a crise de representatividade política
acumulada no país. Não existe patrimônio mais representativo que nossa
democracia interna, bandeira defendida e estimulada pela nossa
militância como argumento de contraposição, que nos distingue dos
demais, e é esta a primeira resposta que o 5º congresso do Partido dos
Trabalhadores precisa dar ao conjunto de nossa militância,
fortalecendo e instrumentalizando nossa maior riqueza e patrimônio.
Somos responsáveis por uma riqueza anônima, uma massa atacada e
desrespeitada cotidianamente, filiados, filiadas e simpatizantes,
pessoas comuns que acreditam em um projeto de país e lutam por nossas
bandeiras, sofrem com ataques e se solidarizam nas injustiças. Cada um
destes homens e mulheres esperam uma resposta, um argumento, um sonho
para empunhar sua voz, penhorando sua palavra em nossa defesa,
avalizando nossos projetos. O maior desafio deste congresso é
reencontrar o caminho que nos leva ao pertencimento deste projeto
vitorioso e transformador, que necessita continuamente de
aprimoramento e aperfeiçoamento.
Não seremos perdoados pela história se recuarmos um milímetro na
defesa ampla e irrestrita do direito á participação política. O
momento não permite ao conjunto do partido nenhum recuo ou espavorir
frente às cobranças que nos são feitas. O máximo sintoma que devemos
combater gera a oportunidade de radicalizarmos no aprofundamento da
relação com a sociedade, convidando-a viver as experiências exitosas
do debate interno acumulados em decisões congressuais, fóruns,
setoriais, afirmações democráticas e coletivas. Não devemos temer os
desafios postos à frente.
Abrir as portas à sociedade, talvez, seja o grande passo para uma
reorganização política e partidária, reencontrando neste caminho novos
modelos de organização partidário e social, ampliando o diálogo com
comunidades, bairros, movimentos sociais e populares, igrejas,
religiões de matrizes africanas, sindicatos, quais sejam os modelos de
organização urbana, rural e demais movimentos da sociedade civil.
Radicalizar a relação com a sociedade é um desafio de aprofundamento
do nosso ambiente político. A hora é de aprimorarmos estes mecanismos
de participação, delinear e definir instrumentos legais que orientem e
responsabilizam nossos atos. É tempo de apresentarmos ao Brasil o
Partido dos Trabalhadores cada vez mais forte e sólido como
instituição e instrumento de luta do povo brasileiro. É necessário
avançarmos para um pacto geracional que pense no fortalecimento do
Partido para os próximos 35 anos, e que prepare a geração seguinte
para o mesmo desafio, somente assim poderemos propor à esquerda e aos
movimentos sociais brasileiros os rumos que devemos percorrer no
caminho de novas conquistas e vitórias. Neste projeto, o espaço que
devemos ocupar na sociedade inclina-se para o diálogo constante e cada
vez mais aprofundado pois somente um partido com identidade social, de
relações de base, comunitárias, inserido dentro do cotidiano e do
convívio social, compreendendo a comunidade local, regional e seus
desafios e legado é capaz de traduzir e protagonizar suas bandeiras.
Não sou simplesmente defensor de nossa “Democracia Petista”,
significada pelo que temos de instituto, instrumento real de
organização partidário que é o P.E.D., defendo o aprofundamento desse
instrumento a partir de sua ampliação, o utilizando como ferramenta de
diálogo político e social capaz de instrumentalizar o partido à nossas
lutas e desafios. Qualquer que seja a proposta contrária, que não
aponte para dar acesso e condição ampla à participação totalitária de
nossos filiados significa recuo, e fadando um legado ao isolamento
político, no momento exato onde a sociedade, nossos militantes e a
humanidade reivindica mais participação. Avançar neste ponto da
história pactua com a ampliação do debate em todas as instâncias,
abrindo nossas portas para o diálogo direto, franco e legitimo,
condicionando nossa militância a um exercício didático e diário de
organização social e comunitário. Somente assim teremos condições de
recuperar a credibilidade, conquistar novos corações, reencontrar
nossas bases, estimular os sonhos de um país e de uma sociedade mais
justa e igualitária, e mais, dialogarmos francamente com nossa
militância e com a toda sociedade brasileira. Por que recuar se
podemos avançar?
quarta-feira, 13 de maio de 2015
Reflexões impróprias para quem não pode pensar livremente
- EUA e Cuba rediscutem relação comercial e embargos;
- Presidente da França, François Hollande, viaja com sua comitiva e passa três dias em Cuba para estabelecer relacionamento comercial;
- Vladimir Putin, Presidente da Rússia, convida Cuba para participar do desfile comemorativo dos 70 anos da derrota do Nazismo, durante os dois dias o convite para celebrar acordos de cooperação militar;
- Xi Jinpin, Presidente da China, envia comitiva esta semana para discutir tratados e acordos entre a Grande Muralha e a ideológica ilha das Américas.
E a oposição brasileira, parte da sociedade, a imprensa e seus replicadores criticaram o Brasil por ser investidor e gestor contratual do maior porto em profundidade da América Latina, somos hoje o primeiro país a estabelecer contratualmente relações com a namoradinha do mundo.
Sabe de nada inocente!
- Presidente da França, François Hollande, viaja com sua comitiva e passa três dias em Cuba para estabelecer relacionamento comercial;
- Vladimir Putin, Presidente da Rússia, convida Cuba para participar do desfile comemorativo dos 70 anos da derrota do Nazismo, durante os dois dias o convite para celebrar acordos de cooperação militar;
- Xi Jinpin, Presidente da China, envia comitiva esta semana para discutir tratados e acordos entre a Grande Muralha e a ideológica ilha das Américas.
E a oposição brasileira, parte da sociedade, a imprensa e seus replicadores criticaram o Brasil por ser investidor e gestor contratual do maior porto em profundidade da América Latina, somos hoje o primeiro país a estabelecer contratualmente relações com a namoradinha do mundo.
Sabe de nada inocente!
terça-feira, 9 de julho de 2013
DAR SENTIDO A ESSA REBELDIA, É O MAIOR ENSINAMENTO DE 68
França Maio de 1968
![]() |
| Greve Geral em maio de 68 na Praça da Liberdade em Paris, França |
Sem duvida alguma, esse ato de rebeldia foi um dos acontecimentos revolucionários mais importantes do século XX, porque não se deveu a uma camada restrita da população, como trabalhadores ou minorias, mas a uma insurreição popular que superou barreiras étnicas, culturais, de idade e de classe. Se iniciou com uma série de greves estudantis e, em algum momento, explodiu em confrontos com a administração pública e a polícia. A tentativa de o governo acabar com as greves através de ações policiais, gerou um efeito contrário potencializando ainda mais os conflitos que culminaram em um ato de greve geral de estudantes e trabalhadores com ocupações de fábricas em toda a França, às quais aderiram dez milhões de trabalhadores, ou seja, dois terços dos trabalhadores franceses naquela época. A maioria dos insurretos eram adeptos de idéias e bandeiras das esquerdas, socialistas, comunistas ou anarquistas. Muitos viam os eventos como uma oportunidade para sacudir os valores de uma velha sociedade, para poder apresentar idéias avançadas sobre a educação, a sexualidade e o prazer.
Brasil ano de 1968
![]() |
| Passeata dos Cem Mil na Cinelândia, Rio de Janeiro |
A discussão sobre sexo nas salas de aula, o avanço da moda que era reflexo da rebeldia daquela geração, o uso da pílula anticoncepcional, que provocava mudanças no comportamento da mulher brasileira, o uso da maconha pela classe média alta, muitas vezes até como posicionamento político e ideológica, a referência e necessidade de leitura de autores que tinham uma visão revolucionária como: Karl Marx, Feud, Satrer, Guevara e etc.
No cinema, no teatro, na poesia e na música, essa geração conseguiu mostrar seus talentos, pensamentos e buscar o conflito com o arcaico e o retrogrado. O surgimento da Tropicália é uma das mais importantes manifestações culturais dessa juventude, pois ela nasce através de uma imensa necessidade de expressar, através da arte, o momento que o Brasil vivia. Enfim era uma geração eufórica, avançada, criativa e com muita sede de cultura em todas as áreas da vida.
E da mesma forma que na França o Brasil vivia em clima de tensão pelo comando militar presidencial que imperava nos dois países. Aqui, quatro anos depois do Golpe Militar, os governantes continuaram com o regime ditatorial, só que de forma mais dura e brutal, censura cultural e de direitos, cassações políticas, torturas, exílio e repressão eram as características principais da política brasileira. Os estudantes e trabalhadores sindicalizados tiveram cassada por lei à participação nas questões políticas e vedada qualquer organização de manifestação. Diante de tanta repressão e perseguição, a indignação tomou conta e estudantes, trabalhadores, intelectuais, artistas e diversos setores da sociedade sentiram a necessidade de criar um movimento de resistência que lutaria contra tudo isso.
![]() |
| Velório de Edson Luiz Lima, morto com um tiro no peito |
Como na França o endurecimento do Governo com a repressão militar e o uso excessivo da força policial foram o estopim social para ascender a inconformidade e o desejo de mudança, no Brasil o fato que marcou a ascendência popular foi a morte do estudante Edson Luiz Lima Souto que chocou todo o país. Durante o seu enterro houveram várias demonstrações de indignação com o sistema que pairava na sociedade brasileira, milhares de pessoas revoltadas se reuniram em frente à Assembleia Legislativa para prestar a última homenagem e o último adeus a Edson Luis.
A situação era difícil para os estudantes e trabalhadores, à repressão contra os movimentos estudantil e sindical era implacável, um exemplo deste fato foi o chamada “sexta-feira sangrenta”, estudantes, trabalhadores, membros de partidos e grupos de esquerda juntamente com boa parte da sociedade civil, enfrentaram a polícia. Esse enfrentamento resultou em mortos e feridos, entre eles um soldado da Polícia Militar. Nesta “sexta-feira sangrenta”, o Rio era reflexo do movimento "Maio de 68" que acontecia em Paris.
A violência só aumentava, e os movimentos de esquerda, naquela altura já clandestinos não se rendiam. Os estudantes, com o apoio da classe média e moradores do Centro e da Zona Sul do Rio de Janeiro conseguiram organizar uma das maiores passeatas registradas até então no país durante aquele período. A Cinelândia foi tomada com mais de cem mil pessoas, registrando assim a simbólica “Passeata dos Cem Mil”, a maior demonstração de luta e resistência social contra a Ditadura Militar.
Com a repressão instaurada pela Ditadura, o uso da força militar e policial, a inteligência do Estado sendo utilizada como instrumento para desmobilizar e desconstruir os grupos organizados, a contraiformação pautando as ações do Estado nas rádios, que subsidiariamente, na grande imprensa, conseguia falsamente implantar informações errôneas, taxando como terroristas aqueles que lutavam pela liberdade de expressão e pela democracia, sendo estas as táticas utilizadas pelo comando do Governo Francês para fragilizar e desnutrir o movimento grevista, assim também no Brasil os movimentos de esquerda, estudantil, os trabalhadores organizados, aos poucos perderam força e em 13 de dezembro de 68, durante o governo do general Costa e Silva, foi estabelecido o Ato Institucional Número 5 (AI5). Esse ato legitimava a censura prévia a todos os meios de comunicação e controlava rigorosamente qualquer produção cultural. O Ato Institucional Número 5 se estendeu até 1978 e foi o período mais rigoroso da história política do Brasil.
Brasil 2013
Nos últimos anos, as rebeliões populares no mundo árabe, em países da América Latina e em partes da Europa, mostram um novo acordar e ressurgir de indignação da sociedade e principalmente da juventude, protagonista das maiores manifestações populares deste novo século. No mundo afora, jovens que sonham e buscam liberdade, direitos, queda de planos econômicos, dão o tom de rebeldia contra o velho mundo ocupando espaços públicos como as praças e ruas, entregando um recado claro ao sistema, com gritos, faixas, cartazes e camisetas. Evidente se torna a necessidade de retomar por parte do povo os Direitos e as Negações. No Brasil tivemos a geração da resistência à ditadura e àquela da transição democrática, seguida pela que resistiu ao neoliberalismo dos anos 90 e a geração de hoje, que busca aperfeiçoamento do instrumento democrático, um convívio mais harmônico com a cidade e o meio ambiente, o fim dos preconceitos, e, em geral, melhor qualidade de vida.
Notadamente é perceptível a volta da inquietude questionadora da juventude, que ainda de forma embrionária, se manifesta numa rejeição incipiente às formas dominantes de viver, muitas das vezes sem compreender o por quê e de forma superficial. Mesmo assim, como vanguarda, não mais isoladamente, se insurgem contra a polícia não somente contra a força repressora, mas, também contra o extermínio de jovens, o racismo, a criminalização da maconha, o machismo, o preconceito, a corrupção, contra a tributação e os impostos praticados pelo modelo econômico brasileiro, contra o aumento contínuo de tarifas sem resultados práticos de melhoria de sistemas ou equipamentos públicos, sem esquecer da falência do sistema partidário e o envelhecimento do diálogo político.
É preciso negarmos a nós mesmos, viventes do atual modelo político, para fazermos uma autocrítica e uma análise realista do momento político e social que vivemos, importante também avaliar qual tem sido nossa contribuição para sua melhoria ou estagnação, as contradições e contemporizações deste modelo político e o reflexo disso na sociedade durante anos. O povo que foi às ruas proporcionou um significado às suas próprias insatisfações clamando por sinceridade, honestidade, ética, compromisso, cumprimentos de promessas, palavras e acordos. Estes temas, pautados de Norte a Sul do país, apresentavam como mérito de conduta em todas as mobilizações, a insatisfação geral, questionando a representatividade das esferas de poder e representação social. Obviamente, parte de toda inquietude é manipulada por informações de interesses, que conflitam com a realidade. Sobre este assunto, é importante observar que à disputa de poder passa pela gestão da informação e pelo novo modelo de comunicação social por parte das redes. Mas, antes de dar qualquer sentido aos atos que tomaram as ruas do país é necessário conectar esta parcela da juventude na luta por uma política mais global.
13 de Junho de 2013
| Tomada do Congresso Nacional em Brasília, Marcha do Vinagre |
Embora não possamos antever a configuração do movimento que a rebeldia latente da juventude promete eclodir, podemos apostar que será um movimento de caráter juvenil e popular, autônomo em relação às instituições e corporações que não se adequarem a este momento, e, com fortes traços culturais. O recado das ruas tem sido claro, e com a ampliação de direitos, a democratização do acesso a universidade, o crescimento da economia interna e externa, o poder de compra, e, a ascensão das classes sociais atingimos um outro patamar de estrutura social, obviamente, aumenta-se o nível de exigência por parte da população. A cobrança é consequência do crescimento e da evolução econômico social do país.
Todos os componentes desta estrutura política - partidos, sindicatos, organizações sociais, movimentos organizados e a esquerda -, dentro desta esfera de disputa de poder, precisa produzir um novo ambiente de diálogo, atualizando e avançando em novas propostas de modelo de gestão de Estado e organização social. O espaço de disputa social é contínuo, assim também é a evolução da comunidade com a chegada de novas tecnologias e o acesso prático à informação, condutor geracional. Mais do que nos prepararmos, devemos disputar a hegemonia do senso comum, no sentido de conduzi-los para uma política mais ampla. Porém é necessário rever nossas posições e propostas, zerar nossas bandeiras observando o que já foi alcançado e apontado, nos norteando para o avanço.
Faz-se urgente e necessário também, gestar um novo movimento que não seja só um ato de rebeldia com a cultura dominante, mas que consiga sim produzir algo novo, que traduza este sentimento e esta sensação de transformação, com bases fortes, imprimindo nossa característica tropical, heterogenia, com pilares democráticos, observando a necessidade de repensar o convívio da cidade com o meio ambiente, a integração entre os povos por meio da comunicação universal e acima de tudo resgatar o ser-humano como agente principal de transformação. Construir um ambiente coletivo de diálogo e de expressão artístico e cultural, maduro, consciente e consistente, assim como a semana de arte moderna, a Tropicalia e outros que representaram bem suas respectivas gerações.
Partido, Governo e Movimentos Sociais
Partido, Governo e Movimentos Sociais
Essa nova geração será guardiã da luta por mais direitos. É importante acompanhar a evolução destes novos direitos conjunturalmente, assim como a juventude de 68 queria as reformas de base, hoje, esta nova juventude avança por lutas como a da Reforma Política ampla, Reforma Tributária, Reforma da Administração Pública e de lutas de natureza ambiental, de melhoramentos democráticos, principalmente na comunicação, além de seguir na luta por mais direitos aos jovens trabalhadores e na conquista de mais avanços na pauta de Direitos Humanos, de defesa da soberania nacional e da paz. As mentes e os corações dos jovens estão prioritariamente em outros lugares: nas questões ecológicas, nas liberdades de exercício da diversidade sexual, nas marchas da liberdade de forma geral, bem como a livre expressão na internet, na descriminalização das drogas leves, nos temas culturais, entre outros temas, que estão longe das prioridades governamentais e partidárias. Essa é uma tarefa irrecusável e inadiável das forças consequentes em sua opção política, para que possamos assim, seguir na construção de um Brasil onde a justiça social, a fraternidade e a solidariedade não sejam meros conceitos e sonhos, e sim, realidade e vida.
O PT e o Governo possuem condições objetivas para dialogar com os jovens a partir de suas bandeiras e seu projeto de país, mas, para isso, principalmente o Partido dos Trabalhadores, precisa ir além das sinalizações e congressos, precisa efetivamente ampliar seus interlocutores e atores políticos, possibilitando construir novas pontes de diálogos com esta nova geração, renovando sua linguagem e seu modelo de gestão interno, ampliando seu lastro social, construindo um ambiente de interação com a comunidade, convocando-a e convidando-a à participar dos fóruns de debate e escolha de seus candidatos, assumindo como prioritários temas como os ecológicos, os culturais, os das redes alternativas, os da libertação nos comportamentos sexuais, em um novo modelo de gestão urbana, entre outros. Falar aos jovens, mas acima de tudo ouvi-los, recepcionando de forma madura e conexa suas reivindicações, tanto para dentro do partido quanto para fora, tanto para dentro do governo, quanto o governo fazer dessa escuta ferramente de comunicação social e resposta de gestão para fora. Devemos ter a consciência de que os que foram as ruas são a ponte do futuro, do novo e que só construiremos esse futuro de forma sensata colocando-os em primeiro plano ou teremos um futuro triste, opaco, sem a alegria, sonhos e utopia, até que eles se levantem e busquem a luz, por si só, mas, se assim for, não teremos aprendido com o ano de 1968. Tão Longe e tão perto!
Reflexão do texto
A trilha sonora, que nos ajudou a refletir sobre o contexto das manifestações por todo Brasil, foi Música Urbana da banda brasiliense Capital Inicial:
"Contra todos E contra ninguém O vento quase sempre Nunca tanto diz Estou só esperando O que vai acontecer...
Tudo errado, mas tudo bem Tudo quase sempre Como eu sempre quis Sai da minha frente Que agora eu quero ver...
Não me importam os seus atos Eu não sou mais um desesperado Se ando por ruas quase escuras As ruas passam...."
Este texto não busca analisar o comportamento social e o reflexo das manifestações na sociedade brasileira, estas análises somente serão possíveis e cabíveis de compreensão com o passar dos anos. Contudo, os que foram para as ruas em todo o país, marcharam uníssonos, rebeldes, contextualizados e descontextualizados, com verdades naturais e verdades criadas, com suas bandeiras de luta e de rua, bem como com bandeiras compradas e manipuladas, cantaram e entoaram como se estivessem acordando verdadeiramente um Gigante sonolento, adormecido, que acordará atordoado e sonolento, sem rumo, sem prumo, saindo de casa atabalhoado, convocado pelos amigos e inimigos, sem ler o recado que sua mãe, a Pátria Amada, gentilmente deixou grudada em sua geladeira, que enquanto ele dormia, a vida corria, sem paradas e com muitas jornadas.
Texto de Fernando Neto e Pedro Del Castro
![]() |
| Fernando Neto |
| Pedro Del Castro |
Marcadores:
#MarchadasVadias,
#MarchadoVinagre,
#OGiganteAcordou,
#VemPraRua,
Brasil,
Governo,
Insatisfação,
Junho de 2013,
Juventude,
Manifestações,
Novo,
Partidos,
Política,
Povo,
Renovação,
Rua
Assinar:
Postagens (Atom)



