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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Ágora

Segundo o sociólogo Émile Durkheim "É preciso sentir a necessidade da experiência, da observação, ou seja, a necessidade de sair de nós próprios para aceder à escola das coisas, se as queremos conhecer e compreender" e neste sentido, cada experiência que vivemos no Observatório Urbanos, auxilia-nos a acender à escola das coisas, compreender o outro e a necessidade original do Ser em organizar-se em sociedade, coletivo, dividindo suas experiências e conhecimento. Cada atividade proposta, experiência vivificada e registrada, define em partes o perfil de nossa sociedade e em partes a comunidade aonde nos localizamos em nossa cidade, como ela se expressa culturalmente, socialmente, filosoficamente e economicamente. Os exemplos do cotidiano abrangem o mosaico e a riqueza de nossos valores coletivos, este aprendizado diário sobre pequenos e grandes deveres é organizado também por uma reflexão proposta por Suzanne Necker, escritora suíça, em seu livro "A mistificação pedagógica" que diz "É no desprezo dos pequenos deveres que se faz a aprendizagem das grandes faltas.". O Observatório Urbanos, por sua compreensão coletiva e colaborativa vem encontrando e compartilhando todas as suas experiências, a busca constante é compreender nossa sociedade atual à partir do indivíduo e dos coletivos que integramos, esse é o objetivo central, desta forma aprenderemos constantemente com cada experiência que vivermos.

Nossas ações e agenda propostas pela dinâmica de nossa sede, carinhosamente chamada de "A Casa" ou simplesmente #Urbanos, palco de atividades artísticas e cultural, núcleos de debate e estudo, acolhimento de nacionalidades e ações diretas que reproduzem inspirações cotidianas, são parte deste quadro, que expõem e explicita a necessidade de debatermos amplamente nossas regras de conduta, comportamento e compreensão de nossa sociedade, segundo José Ortega y Gasset, filósofo "Civilização é, antes de mais nada, vontade de convivência.", porém, esta convivência proposta pelo filósofo, esbarra-se nos limites de uma sociedade em nova formação ou transformação cultural, talvez este seja à frente o maior desafio desta nova sociedade, perceber-se no outro, respeitando-o, aceitando suas diferenças e singularidades no conjunto ou coletivo que compartilhamos. Neste sentido, perceber a função social e o papel conscientizador deste ambiente em que partilhamos nossas experiências e dividimos nossos instantes é desafiador.

Sendo assim, o Urbanos, por sua identidade, seu papel e missão organizacional, apresenta-se como ponte, espaço continuo de reflexão e compreensão de nossa sociedade, dos modelos de organização em coletivo, signos e designos de uma comunidade contemporânea e em constante transformação, Ferdinand de Saussere, linguista, em seu livro "Curso de Linguística Geral", define o sígno linguístico como o formativo da relação entre um conceito e uma imagem sonora, o curso é de 1916, trazendo para os tempos atuais com o avanço da tecnologia, a inclusão maciça do cidadão e do trabalhador comum por meio dos smartphones, da adaptação das redes sociais em nosso cotidiano, torna-se a definição apresentada pelo linguista uma realidade de nossa sociedade, em nenhum outro tempo a relação entre conceito e imagem sonora se viu tão presente.

Excursionando em nossas experiências atuais e em todas que ainda viveremos, o Observatório Urbanos reflete a crítica contemporânea, e buscamos através da inquietude de nossas ações, sempre em movimento, estabelecer este espaço como Ágora, fonte e local de pensamento e produção dialética, seguindo na direção que trilharam os filósofos Sócrates "A Sabedoria começa na reflexão.", Platão "Uma vida não questionada não merece ser vivida." e Confúcio "Eu não procuro saber as respostas, procuro compreender a pergunta." o questionamento trás vida e renova a alma, sejamos este lugar, ambiente e espaço que produz critica e pensamento coletivo, Ágora no Urbanos Observatório.



Fernando Neto
Dir. Observatório Urbanos

e-mail:urbanosobservatorio@gmail.com
Instagram: @urbanosobservatorio
Twitter: @Urbanosobs
Facebook: Observatório Urbanos

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Sobre o Aterro Sanitário do DF

Publiquei no dia 18/01/2017 texto no Facebook (página pessoal) elogiando o atual governo pela implementação do 1º aterro sanitário do Distrito Federal, copio o texto à baixo para o registro, porém, em debate com a companheira Cristiane Santos alguns pontos foram melhores esclarecidos e faço minha errata, retificando o elogio. Buscando mais informações descubro que o acordo de implementação do aterro, consolidado durante o Governo Agnelo e discutido intensamente nos governos anteriores pelos movimentos sociais e sindical envolvidos, formaliza os catadores e a absorção deles no plano de trabalho e implementação do aterro, o atual governo Rollemberg está desativando o lixão sem os centros de triagem e sem os galpões, caracterizando duas grandes inquietações que descrevo: a primeira e mais importante são as famílias que se organizam entorno do lixão, mesmo em condições subsistentes e desumanas retiram daí sua única fonte de renda e alimento, se o governo não olha pra isso não tem pra que existir governo, pois o número de moradores de rua, mortes e miséria aumentarão absurdamente. Segundo ponto é, sem a implementação e absorção dos catadores fica caracterizado um acordo empresarial de pura implementação comercial e o Ministério Público precisa analisar com perícia cada um dos atos administrativos referentes a construção da área. Deixo aqui meu registro e minha correção.

 "Acho que devemos parabenizar o Governo Rodrigo Rollemberg pelo seu segundo ato positivo para a nossa cidade, dar continuidade e finalizar a obra do aterro sanitário é sim uma conquista e um grande avanço. Discussões iniciadas ainda no Governo Joaquim Roriz, aberto processo de licitação durante o Governo Arruda, obras iniciadas debaixo de todas as contradições empresariais durante o Governo Agnelo e agora Rodrigo Rollemberg terá condições de finalizar. Falo aqui de mais de 14 anos ao menos de debate e tentativas de execução deste projeto, luta secular dos trabalhadores da coleta de lixo, luta dos movimentos sociais envolvidos com a agenda do meio ambiente, luta dos catadores, benefício para o Distrito Federal. Nem só de desarranjos e desacertos vive o atual governo, parabéns por este momento!"

domingo, 13 de março de 2016

13/03 análise conjuntural, Brasília

À direita no DF aprendeu a se mobilizar, fazer composição de grupo, articular nas agendas populares, passaram a manhã toda na feira do Guará e dos Importados convocando as pessoas, carros de som em todas as cidades satélites, mandatos parlamentares e ex-Deputados mobilizando tropas, clacks, assossiações de moradores, estudantes em faculdades (talvez a maior aberração deste movimento, mas, legitimamente democrático e real). Acumulando força, estrutura, carros de som, faixas, outdoors, placas, panfletos, esteio e cobertura para receber figuras nacionais importantes que representam seus anseios e mesmo não concordando, chamam a atenção da população pela radicalidade do discurso como Bolsonaro e Malafaia, este último mobiliza parte da igreja que dialoga com diversos setores de Brasília. A igreja não vive isolada, ela tem projetos sociais, grupos de teatro, times de futebol amador, clínicas de recuperação, grupos de dança, tudo isso se multiplica em relacionamento e mobilização. Em Brasília fizeram o dever de casa, não é a maior manifestação de todos os tempos, mas, foi representativa, declarativa, programática e composta por sinais importantes que precisam ser lidos sem paixões! Como saldo importante a esquerda ficou claro que o desgaste do ambiente político nacional como um todo é ainda maior do que o desgaste do PT ou da Dilma simplesmente, porém, eles jogam esta narrativa para acumular forças entre a direita, extremos, apartidários, descontentes, desinformados, baladeiros e replicadores. 
De certo, toda essa massa que fora às ruas hoje chegaram a 5% da população do DF, significativo e representativo, em nenhum outro Estado à direita alcançou essa representatividade, podem estar bem mobilizados, mas, não existe clima de acumular forças localizadas para uma disputa mais sólida, com exceção do DF e de SP.

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

Segunda nota sobre a reforma de Rodrigo Rollemberg


Antecipar qualquer julgamento sem o resultado concreto da reforma e efetivamente o que ela representará aos cofres públicos não seria de bom tom, mas, levando em consideração experiências anteriores bem sucedidas ou não, é possível antecipar resultados e ler nas entrelinhas o que propõem a atual administração do GDF. Deixo os quatro primeiros pontos como reflexão e analise que podem ser decisivos para formar opinião e os pontos seguintes específicos relacionados à reforma:

1 - Se uma das propostas de redução de secretarias está relacionada ao corte de custo e desoneração do Estado pela folha de pagamento, não será eficaz se não cortarem cargos de forma efetiva, em paralelo não vale ajustar os salários dos comissionados para equilibrar o impacto político.

2- O gesto de junção realocando cargos já foi feito no início do Governo, fracassou e levou o GDF a romper com o limite prudencial da Lei de responsabilidade fiscal tudo este ano e debaixo do nariz de todos, nomeou seus comissionados aos poucos e inchou a folha de pagamento, repetir a dose será parvoíce.

3 - A existência de uma estrutura especifica de Secretaria de Estado temática ou de gestão e sua organização hierárquica, diz muito das opções políticas, suas prioridades e visão de gestão de cada Governo para a cidade, a junção dos temas ou dos organismos de gestão do Estado precisa seguir critérios como qualquer decisão simples tomada em uma pequena empresa.

4 - Qualquer proposta de gestão precisa seguir critério e lógica.

5 - A junção da Secretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão com a frágil e ignóbil Secretaria de Gestão Administrativa e Desburocratização seguem um lógica simples, ponto positivo, dois alertas precisam ser feitos:

5.1 - A Secretaria de Desburocratização, burocratizou, atrasou a gestão e centralizou ritos simples de competência das administrações regionais, erro que precisa ser corrigido urgentemente ou não fará diferença alguma alterar seis por meia dúzia.

5.2 - Em uma cidade que se distingue pelo número de servidores públicos como é o Distrito Federal, a Secretaria de Gestão Administrativa tem papel fundamental, é a paste responsável pela gestão de pessoal efetivo e diálogo com as categorias. O número de greves e paralisações dos diversos servidores do GDF só este ano, demonstra a dificuldade do atual governo em dialogar com os servidores. Sobre a atuação dos gestores responsáveis até este momento deixo uma sugestão, é preciso ter maior cuidado com avaliações pessoais, não podem influenciar a gestão ao ponto de comprometer a relação com quem faz a maquina girar.

6 - A Secretaria de Economia e Desenvolvimento Sustentável juntou-se com a Secretaria de Turismo:

6.1 - A Secretaria de Economia e Desenvolvimento Sustentável já é a junção de outras três Secretarias que ocorreram no primeiro dia de governo da atual gestão este ano, Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Secretaria da Micro e Pequena Empresa e a Subsecretaria de Economia Solidária, desde o início do ano nada funcionou e se juntará com a Secretaria que mais realizou este ano.

6.2 - A Secretaria de Turismo do Distrito Federal, além de papel importante para a economia local e para o desenvolvimento econômico local, era talvez uma das poucas que funcionavam com eficiência, mesmo de forma mais silenciosa o ex Secretário Jaime Recena carregou Brasília nos ombros, agora é esperar para ver se, a eficiência de uma contamina a outra ou a ineficiência da outra contamina uma.

7 - A maior fusão ficou entre Secretaria do Trabalho, a Semidh que incorporou desde o início do "novo" Governo a Secretaria de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial, Direitos Humanos, juntam-se com a famosa SEDEST (Secretaria de Desenvolvimento Social), o que chama atenção é a diferença abissal que cumprem cada uma dessas Secretarias hoje e o papel que um único gestor terá de cumprir em relação aos temas tão diversificados, ou cria-se um modelo de gestão muito eficiente ou uma nova proposta de política pública de Estado para os temas propostos:

7.1 - Secretaria do Trabalho responde pelos trabalhadores do Distrito Federal de forma geral, a formação e o encaminhamento ao primeiro emprego, a gestão das gerencias de trabalho ou galerias do trabalhador, a inclusão do desempregado ao mercado de trabalho, pesquisas e indicadores referentes ao emprego e desemprego na cidade, além de fomentar a criação de novos postos de trabalho, nossa realidade é, efetivamente nada disso acontece de forma concreta, apesar das galerias empregarem bastante, mas, devido a oferta e procura.

7.2 - A Semidh (Secretaria de Politicas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos), todas essas Secretarias foram incorporadas anteriormente no início do ano. A Secretaria de Politicas para as Mulheres cuida exclusivamente da mulher do Distrito Federal tanto do ponto de vista da proteção da mulher, sua saúde física e mental, quanto de políticas inclusivas da mulher e do fortalecimento do seu papel na sociedade brasileira tão machista e preconceituosa, sem contar o papel das Delegacias da Mulher, casas de proteção e da atual Casa da Mulher Brasileira, tema específico e muito delicado de se relacionar, levando em consideração a militância de organismos dos terceiro setor e dos movimentos sociais que militam na pauta diretamente e diariamente. Assim segue com a mesma importância a Secretaria de Promoção a Igualdade Racial, que cuida exclusivamente da pauta de combate ao racismo.

7.3 - A SEDEST cuida do excluído, do fim da miséria, da redução da pobreza, das políticas afirmativas e de inclusão social no sentido amplo da palavra - moradores de rua, pedintes, famílias em situação de risco, usuários de álcool e dependentes químicos, etc.

8 - A extinção da Secretaria de Ciência e Tecnologia já diz tudo, diminuir o papel da pesquisa acadêmica, limitar a influência do desenvolvimento cientifico e tecnológico da cidade. Isso tudo por alguém que assumiu o papel de Secretário e defensor do tema quase que toda sua carreira política como fez Rodrigo Rollemberg, é negar a si próprio e sua história, pior, é negar a cidade o direito de crescer e expandir conhecimento.

9. A fusão da Secretaria de Esportes junto à Educação, para o esporte de alto rendimento no Distrito Federal parece não ser uma boa opção.

Se esta reforma administrativa do GDF não servir para uma economia vital e real aos cofres públicos, em meu entendimento não servirá para mais nada. Resta torcer para que de certo e aos poucos o Estado se recupere e volte a ter o papel e importância que esperamos que um Governo da Capital Federal de nosso país tenha.  

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Contra o aumento da refeição no restaurante comunitário


Quando um Governo local une na oposição lados tão distintos é um sinal de alerta para quem governa. O aumento sem justificativa plausível no preço da refeição nos restaurantes comunitários foi a gota d'água.

A política de segurança alimentar visa proteger o cidadão excluído, à família de catadores de lixo, de papel, de latinha, cuidadores de carro, pessoas à margem da sociedade brasiliense, moradores comuns e desempregados na sua maioria homens e mulheres que batalham diariamente pela vida.

Aumentar o preço da refeição demonstra claramente a falta de sensibilidade e de coerência deste governo. No seu papel social o Estado tem como função proteger a sociedade, não se espera de um governo ter lucro com a miséria - a miséria e a pobreza não diminuem com a alta da inflação, o pobre é o primeiro dessa cadeia alimentar a sentir o impacto da economia e o Estado tem como função proteger este cidadão. Rodrigo Rollemberg quer lucrar com a miséria e a pobreza da população do Distrito Federal.

A conta deve ser: uma família com 5 integrantes almoçando por 1r$ gasta 5r$ por almoço e os mesmos 5r$ para o jantar totalizando 10r$ por dia, com o aumento do almoço para 3r$ essa mesma família de 5 integrantes agora precisam de 15r$ para o almoço e mais 15r$ para o jantar totalizando 30r$ por dia. 

Foto com Marcos Mourão #UMESB #FEUB

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Má Fé, Mediocridade ou Covardia do "novo" GDF

Má fé, mediocridade ou covardia só existem essas três explicações para o conjunto de ações propostos pelo novo governo do Distrito Federal encabeçado pelo senhor governador Rodrigo Rollemberg. Justo na primeira década do novo milênio com a Lei 8.666 consolidada e já com indicativos de discussão de avanços e atualizações de suas diretrizes, modalidades da administração pública sendo experimentadas na lógica de organizar melhor a gestão do Estado, órgãos de controle e fiscalização em plena atividade, a sociedade cobrando de seus gestores melhores gastos e maior efetividade dos serviços público, cursos por todo o país de Gestão Pública lotando os acentos das universidades e faculdades com força total principalmente nas instituições de ensino superior da nossa cidade, e com a própria sociedade inspirando em diversos segmentos novos modelos de organização social formais e informais, um país inteiro em ebulição com debates acalorados no mundo político. Foi este o cenário escolhido pelo núcleo pensante que governa o Distrito Federal, apresentar um conjunto de ações que privatiza e concede à iniciativa privada gerir e explorar empresas públicas, algumas autarquias, espaços públicos de convívio social, lazer e entretenimento. E o que sobre ao Governo administrar? No início do primeiro bimestre já estava clara a estratégia do Governo de entregar a CEB e a CAESB ao setor privado, mais claro ainda e sedutor era vender o BRB a qualquer instituição financeira disponível, leia-se BMG no caso, mas, entregar o Parque da Cidade e a Torre de TV para exploração comercial é o fim do caminho, o Zoológico considero menos nefasto, mesmo assim sintoma de uma gestão preguiçosa e sem compromisso com o bem público.

Só vejo três alternativas má fé na decisão de conceder e privatizar, tendo por trás interesses escusos e maquiados, que nunca serão revelados ao grande público por bom embasamento e justificativas que ludibriam e embriagam a opinião pública, beneficiando poucos empresários com condições de captação e investimento para "comprar" os bens sociais da cidade; Mediocridade na decisão de conceder e privatizar, considerando o grupo de gestores sem compromisso com o bem público, se sentem na leve escolha de não se comprometerem com a gestão, regras, limitações, dificuldades, situações do cotidiano e buscam uma saída prática e pequena para soluções maiores, depredam patrimônio público no exercício da função que lhes foi concedida, decisões pequenas e de curto prazo que vão gerar consequências no longo prazo, já que no mundo inteiro se discute melhorias nos modelos de Gestão da Coisa Pública, meia dúzia de intelectuais de botecos decidem que a melhor saída é não ter compromisso; ou covardia, gestores frágeis, que buscam saídas rápidas para dar respostas à perguntas que eles ainda não encontraram, decisões fragmentadas com uma máscara de centralização da gestão em um único núcleo diretivo para reduzir qualquer decisão de contratação que fuja de suas rédias, mais uma vez errado e equivocado centralizar decisão quando todos governos, empresas e grandes corporações dizem descentralizem decisão e gestão.

Concessões são modelos de gestão? Sim! Mas, devem e precisam ser debatidos à exaustão, principalmente sua aplicabilidade e modelo, explorar comercialmente parque de convívio social, pontos turísticos que acumulam no seu ambiente entretenimento e lazer é sintoma de gestão contaminada, má vontade, brincadeira de adolescente ou nenhuma experiência de governo. O caminho para ampliar arrecadação da Capital segue uma regra padrão investimento local, fortalecimento da infra estrutura de negócios ou industria e melhoria na gestão da fazenda pública, qualquer plano fora deste tripé cheira manobra ou falta de visão de Estado.

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Inacreditável Brasil Semi Novo

Impressionante a quantidade de incoerências produzidas em nome da “nova política”, parte da sociedade brasileira nestas eleições de 2014 se acometeram de uma liberdade de manifestação tão confusa quanto suas reivindicações.
E ai vai às incoerências de um Brasil varonil:
- São Paulo vive sob comando do mesmo grupo político a mais de 32 anos;
- O Brasil vive sob o comando do Partido dos Trabalhadores por 12 anos, completados agora em 2014;
- Sob o comando do grupo tucano São Paulo parou de crescer, teve sua indústria diminuída e sua Capital inchada pelo crescimento desordenado, nos dias atuais depois de crescente insegurança, falha no modelo de gestão das cidades, sofre também por uma falta de água sem precedente em parte considerável da cidade;
- O Brasil com o PT cresceu, diminuiu a desigualdade, ampliou o emprego, salário, democratizou o acesso à universidade, criou linha de financiamento e crédito para compra de carro e casa própria;
- Parte da sociedade brasileira instigada pela sociedade paulista quer mudança no governo Federal, alternância de poder e todas aquelas palavras de ordem que todos conhecem;
- Da alternância de poder em São Paulo ninguém fala.
O que mais me incomoda são pessoas não perceberem coisas tão óbvias, não param pra pensar, refletir, pensar, nem ao menos percebem que existe alguma coisa de errado ou no Brasil ou em São Paulo.


terça-feira, 21 de maio de 2013

Do novo ao novo - Cap. II


"O nome de Padilha é apoiado principalmente pela militância ávida por renovação de ideias, programas, propostas novas, de uma cara nova para o PT..." (Blog do Zé Dirceu) neste caso, o Ministro da Saúde Alexandre Padilha simboliza e simplifica um momento político brasileiro que exige do Estado Político uma reflexão e compreensão do que se configura a palavra de ordem do início deste novo século, “renovação”, como Fernando Haddad (PT) em São Paulo, Eduardo Leite (PSDB) em Pelotas – RS, entre vários outros em todo Brasil. É esperado e ansiado por grande parte da população um novo ambiente político, com ideias e comportamentos condizentes com o Brasil que queremos, ficou nítido nestas últimas eleições municipais o recado das urnas e é necessário analisarmos as vitórias e derrotas como reflexo de uma aspiração social comparativa à evolução e o crescimento sócio econômico, sócio cultural e os indicadores sociais referentes a gênero e idade da população brasileira. Vivemos em um novo momento político e econômico e é necessário que todos avaliem assim, concordando com a aplicabilidade do projeto nacional ou não. Grupos mais conservadores ou que sofrem grande influência do mercado podem ser contrários às políticas e a forma como o Estado é conduzido, mas, não podem negar a exposição global e a influência do Estado brasileiro na atualidade, muito menos negar a força e a inclinação do mercado interno para o fortalecimento do país. Tudo isso reflete diretamente no cotidiano do brasileiro em diversas escalas e em cada uma delas, velhas práticas e modelos de gestão, não se encaixam mais no perfil do brasileiro.

Neste texto não direciono o arco de reflexão a questões ideológicas tão somente, a percepção do novo vem do cotidiano, não é uma necessidade de partidos de esquerda, centro ou de direita, é uma necessidade política do país que vai além das bandeiras pré-definidas, nada do que se propõem hoje é diferente do que se discutiu ao menos nos últimos 20 anos. Reitero a palavra “novo” como afirmação de um contexto de produção teórico e de comportamento, elevando o sentido a compreensões de estrutura social da pratica do fazer, ser e propor. A necessidade de mudar do povo brasileiro não vem da ideia de se construir algo totalmente original ou exclusivo, é preciso perceber as insatisfações ligadas ao cumprimento de regras simples, de comportamento social e educacional. As maiores críticas foram transformadas em votos característicos do discurso ou o que o voto cria de efeito prático no resultado final da eleição, não cabem apontamentos ou analise de cada mandato ou voto neste contexto especificamente, e sim uma reflexão macro sobre a mudança de comportamento da sociedade brasileira em vários âmbitos e aspectos, obviamente, compreendendo as variações regionais e a interferência da grande mídia e o impacto causado pelas mídias alternativas, o poder de influência dessas ferramentas e o quanto a sociedade é influenciada por elas. Uma grande dicotomia assola uma massa descontente e sem poder de analise mais profunda da nova classe média, ao mesmo tempo em que se nega a política se vive dela, desde o custo da energia ao valor do custo do transporte público, são decisões e valores reflexos de conceitos da política acrescentados de conteúdo econômico ou de planejamento governamental, mas, no fim a soma dos tributos, impostos e juros aplicados ao mercado capital ou não, sofrem diretamente influência política interna e externa.  

Este conceito comum sobre a política e quem a pratica no país caiu em descrédito, os partidos políticos que não envelheceram e perderam o diálogo com a sociedade, envelheceram suas lideranças e perderam base social ou nunca existiram de fato dentro de uma estrutura político-partidária que contribua de alguma forma para a vida pública do país, as exceções neste caso também entram no grupo de partidos que vem envelhecendo e precisam se renovar. Por conta disso, o discurso apartidário toma dois sentidos dispare, o primeiro é o afastamento da sociedade e o desinteresse pela vida pública, o segundo é a manobra estratégica de reduzir o papel do partido, transformando figuras e personificando o debate ampliando o papel dos pequenos partidos. Os dois sentidos são maléficos do ponto de vista democrático, não constroem ou melhoram o bem estar social, muito menos contribuem para mudar qualquer ordem política que seja, serve somente para benefício individual de quem replica a ideia ou de um grupo específico que ganha com o enfraquecimento das estruturas partidárias sólidas. Neste sentido, o que seria natural se tornou diferente, e costumes e práticas de cidadania comuns a todos se tornaram feitos e bandeiras políticas, tudo isso na conta do empobrecimento do debate político, da superficialidade dos discursos e da pauta criminal dos jornais quando se referem à política; transformou-se ética, coerência, honestidade em bandeiras políticas. Estrategicamente, orquestrado por grupos econômicos ou não o fato é, temas que deveriam ser naturais e comuns na sociedade acabam ocupando o espaço de grandes debates da nação que deveriam ser prioridade da agenda nacional (reforma tributária, 100% do Pré-Sal para educação, reforma política, maioridade penal, união homoafetiva, etc.).  

No resumo geral é a população que esta ávida por renovação de ideias, programas, propostas novas, e caras novas para os partidos políticos brasileiros, quem tiver condições de alcançar este patamar sai à frente dos outros. Vejo nos dois maiores partidos do país condições estruturais para conquistar este espaço, tanto o PT quanto o PSDB desfrutam de base social e instrumentos internos que podem traçar um caminho sólido, de renovação em âmbito nacional. É claro que existem variações dentro de todo este contexto, a ideia central não é traçar as divergências ou convergências que afluem em qualquer paradoxo e sim concentrar a analise de forma difusa, possibilitando uma analise contínua do ambiente social, econômico e político, de forma ampliada não atendo como regra a realidade geral a partir de nossa própria realidade de vida, limitando assim o campo de visão, não permitindo ver para além dos muros de nosso próprio convívio social. Se buscarmos uma linha clara de diálogo e de interesses consensuais na agenda nacional, poderemos clarear o ambiente e seguir na construção de um país forte, competitivo, moderno e sólido. Importante é todos terem a dimensão de que o Brasil é maior que o nosso individualismo e interesses pessoais.


 Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) os dados referentes

Número de candidatos e prefeitos eleitos por faixa etária
Faixa etária
Candidatos
Eleitos
Até 25 anos
151
(1%)
44
(0,79%)
Entre 26 e 45 anos
5.665 (37,44%)
2.147 (38,95%)
Entre 46 e 65 anos
8.510 (56,25%)
3.061 (55,53%)
Acima de 65 anos
801
(5,29%)
206
(4,71%)
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)