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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Recado econômico do primeiro trimestre (Brasil retrô)

Arrecadação trimestral do governo cai 1,16%, por outro lado lucro gerencial do Banco Santander Brasil cresce 37,7% em meio à crise financeira, algumas leituras precisam ser feitas:

- a rentabilidade em juros voltou a ser a principal aposta dos investidores;
- o crédito popular devolve lucro aos bancos em juros e cobranças;
- em qualquer crise economia o sistema financeiro brasileiro lucra;
- menos investimento em mercado de produção e mais em mercado de capital e títulos;
- menos emprego, aumento da pobreza para as classes menores;
- ampliação do lucro e concentração da renda nas classes altas.

Voltamos à década de 90, o Brasil retrô!

terça-feira, 18 de abril de 2017

Brasil em uma semana

O Brasil em dias confusos, assim tem sido a semana do povo brasileiro, as manchetes de jornais traduzem suas expectativas de mercado, o Governo atual imprimi sua necessidade de mostrar resultados, a sociedade comum, não empresarial, não oligarca, não previlegiada sofre com o tiroteio de informações nunca precisas. A disputa política brasileira tomou proporções complicadas de se dimensionar, enfrentamos um momento mais delicado que o político da Venezuela em 2002, mais arriscado economicamente que o período Grego de 2014, com as mesmas marcas do rompimento social na Espanha em 2006, porém, com uma severa dificuldade de compreensão por parte da classe média, afetada diretamente em curto prazo pelos efeitos econômicos, logo será a camada mais popular!

Fernando Neto
@Fernandonsneto 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Banco Central abre mão da técnica para aderir à especulação financeira

Banco Central abre mão da técnica para aderir à especulação financeira, esse foi o recado do dia ao reduzir a taxa de juros Selic para 13%, desconsiderou totalmente o aumento gradual dos últimos dois meses em 0,30% e apostou nas notícias positivas dos jornais para inflar o mercado e alavancar em curto prazo o Papel da Dívida Brasil, pode ser uma medida de retomada ou pode ser a ampliação do buraco negro à que estamos sendo puxados, a sensação de início é de melhora do humor econômico, mas, no médio e longo prazo sem o resultado real de investimentos incorporados ao mercado qualitativa e quantitativamente o que o Banco Central começa a produzir é uma bolha financeira ao estilo do que vivemos no mercado imobiliário. Henrique Meireles trouxe a agenda econômica nacional para o seu ringue aonde se tornou referência mundial, mercado especulativo, exatamente o mercado que levou o mundo a sua depressão econômica em 2008, porém, os resultados no curto prazo enriqueceram muitos conglomerados. A crítica é simples, se existe uma política de controle da inflação com a manutenção da taxa de juros, os indicadores desta vez disseram "A" e o Banco Central brasileiro respondeu com "M", ou mudou-se a política econômica de forma substancial para um modelo superficial ou se antecipou resultado para segurar a inflação!

quinta-feira, 17 de março de 2016

Dois dias de alta na bolsa de valores e dois dias de queda do dólar

Ressalva importante no meio dessa turbulência e que precisa ser analisada com imparcialidade: 

O índice da bolsa de valores de São Paulo hoje, operava em alta próximo aos 14 pontos percentuais e se manteve em alta, mas, oscilando até o meio da tarde quando anunciado que a AGU somente iria recorrer da decisão do Juiz Federal contra a posse do ex-Presidente Lula no outro dia. Essa oscilação manteve a alta em 6 pontos percentuais, maior índice desde o início de novembro do ano passado, em paralelo a isso o Dólar sofreu uma queda considerável de mais de 2% fechando em baixa semanal. 

Três recados claros do mercado sobre o Lula como Ministro da Casa Civil:

1) o mercado avalia positivamente por entender que começa um novo governo, sem grandes alterações na política macroeconômica, mas, com entendimento de abertura de crédito e um novo ciclo de investimentos;

2) o mercado avalia positivamente por entender que termina o governo Dilma, e se inicia um outro Governo com alterações estruturantes no ambiente político interno e com apoio de grande parte do setor produtivo e empresarial brasileiro e estrangeiro;

3) que a solidez e a congruência de interesses em comum, podem organizar o país e a aposta do mercado capital é com o Lula, uma possibilidade de entendimento.

Essa avaliação é reflexo de dois dias seguidos de crescimento do índice iBovespa e de queda do dólar após o anúncio de Lula no Ministério da Casa Civil. É importante também uma avaliação social e política destes mesmos dados.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Nota sobre declaração do Ministro Levy no portal Uol 18/11/2015

Teto para a dívida pública não disciplina gasto, limita a capacidade de investimento! Erro lacônico se incorporado. O erro não está na medida, mas, no modelo econômico que o Governo optou implementar no regime de Capital e investimento público nos últimos anos, mudar o regime atual pode gerar um desequilíbrio econômico e uma marcha ré na pauta de investimento internacional no Brasil, seria a melhor formula neo-liberal para reduzir o valor do papel da dívida brasileira, diminuiria o valor global das empresas públicas e restaria o remédio "Serra" para o Estado brasileiro, privatizar!

Opinião emitida sobre o artigo de hoje na Reuters Brasil, publicado no portal Uol.

http://economia.uol.com.br/noticias/reuters/2015/11/18/levy-diz-que-proposta-de-teto-para-divida-publica-disciplina-gasto-e-deve-ser-acolhida.htm