sábado, 20 de maio de 2017
Qual a fundamentação para pedir provas contra Lula e Dilma no caso JBS?
quinta-feira, 9 de março de 2017
Se o PT DF quer se reencontrar com o jovem, precisa pensar a cidade e esquecer o resto!
Construindo este ambiente de diálogo com o cidadão, oportunizando a ele experiencias de atendimento e a opção de ser participante da construção da cidade, torna essa geração que é inclusa tecnologicamente, parte do processo político, ampliando o ambiente de diálogo, participação e interesse social, reduzimos assim o espaço entre o partido, seu projeto e a geração atual. Acredito ser este o melhor momento para atualizarmos bandeiras como do Orçamento Participativo e da economia solidária, apresentarmos um grande projeto prioritário de Mobilidade Urbana, oferecendo a todos uma cidade conectada e apta ao relacionamento com seu cidadão, o maior desafio do partido no Distrito Federal para o próximo período é apresentar um projeto atual, conectado com essa geração que compreenda e assimile nossa narrativa, enfrentando os temas conservadores de uma cidade envelhecida politicamente, mas, renovada no seu eleitorado.
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Resultado da Eleição para Presidente da Câmara para o PT, a esquerda e a Dilma.
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Juventude, devemos assumir as trincheiras da Democracia!
"Desistir? Eu já pensei seriamente nisso, mas nunca me levei realmente a sério. É que tem mais chão nos meus olhos do que cansaço nas minhas pernas, mais esperança nos meus passos do que tristeza nos meus ombros, mais estrada no meu coração do que medo na minha cabeça". Cora Coralina
Chegou a hora!
Faltava a nossa geração um momento histórico decombate e resistência política, após anos de conquistas e de crescimento econômico e social aonde o Brasil e toda uma geração se beneficiou diretamente, não experimentamos paradoxalmente ambiente político divergente que nos proporcionasse comparações ou qualquer outro conflito social direto que nos levasse a uma reflexão profunda de nosso papel na sociedade.
É chegada a hora do enfrentamento de ideias e o confronto de projetos, é preciso compromisso, compreensão política e uma disposição radical de luta. Com o fim do ciclo de conquistas e crescimentos pactuado entre o grande capital, oligarquias e oligopólios e a classe trabalhadora e de baixa renda, iniciamos a partir do dia de hoje, 12 de Maio de 2016 um novo momento em nossas histórias, claramente destacado e evidenciado em nossa sociedade pelas manifestações de rua polarizadas e divergentes, e pelas votações na Câmara e no Senado, as quais abriram de forma ilegitima o processo de impeachment da Presidenta Dilma Rousseff. De um lado a consciência militante de quem representa a classetrabalhadora, do campo e da cidade, estudantes, mulheres, negros, índios e tantas outros segmentos historicamente oprimidos no Brasil, do outro lado os que estão de mãos dadas com os grandes empresários exploradores, os latifundiários escravagistas, os explorados e parte de uma sociedade sem compreensão histórica e os fascistas sedentos por repressão aos movimentos populares e a esquerda brasileira. Alcançamos a conjuntura real da luta de classes restabelecida em nosso país.
Quis a história que o Partido dos Trabalhadores, em seus 36 anos de formulação e execução de um projeto popular, abra mão das relações institucionais, republicanas, e, retome a construção e organização de massa, rearticulando os movimentos sociais, a esquerda nacional, a sociedade e toda classe trabalhadora. O PT nesse momento necessita sem restrições de sua juventude, como melhor fórmula de resistir e avançar sobre os golpistas brasileiros que tentam derrubar nosso projeto de país, recuando a nação a modelos esvaziados de governança, retirando direitos civis e dos trabalhadores conquistados acusto, suor e muito consenso em nome de uma governabilidade que chegou ao seu fim. É necessário por parte do Governo e do Partido dos Trabalhadores autocrítica que vem se fazendo ao longo deste último período, mas, não é o momento de hiatos e simples reflexões, o momento é de unidade na luta, e, nossa geração, se torna neste papel a única capaz de impulsionarnossa direção a conduzi-la a um originário perfil de coragem!
A Juventude deve buscar aglutinar forças, sendo expoente dessa reflexão e autocrítica, apontandoos diferentes erros de condução política das pautas prioritárias para a agenda do Jovem e do Trabalhador brasileiro, bem como a crítica relação estabelecida no último período de governo Dilma com os movimentos sociais, as juventudes periféricas do campo e da cidade. Reassumirentão prioridade na pauta e no dialogo com esses setores da juventude que mais necessitam da nossa política de inclusão nas universidades, na formação técnica e conquista de vagas de trabalho, na garantia de ocupação de território, expressão cultural, na defesa de direitos, combate a violência e o extermínio dessa juventude majoritariamente negra, de todo esse projeto dependente do respeito à democracia brasileira, sendo esses jovens os que mais perderão com esse golpe das elites.
Após a votação da Câmara pela abertura do processo de impeachment no dia 17 de abril, oDiretório Nacional do PT em resolução do dia 19 de abril, se colocou em sintonia com a nossa juventude, a classe artística e cultural, movimentos sociais, partidos de esquerda, intelectuais e estudantes universitários, bem como todo o conjunto da sociedade brasileira não orgânica partidariamente ou até oposicionistas ao nosso programa de governo que foram as ruas lutar pela nossa jovem democracia, assumem pra si a mesma postura e capacidade de autocrítica, de reflexão e de compreensão do que devemos mudar, do que devemos retomar e do que devemos avançar, em nota, o PT reafirma a posição de luta incessante contra o golpe, pela democracia e pelo mandato eleito da presidenta Dilma Rousseff com a energia das massas e orientação dos movimentos populares.
Devemos ainda saudar as combativas entidades e movimentos da “Frente Brasil Popular” e da “Frente Povo Sem Medo” nas quais nos referenciamos e nos mantemos em construção, durante todo esse período de afastamento da Presidenta Dilma. O momento nos exige ainda mais unidade e firmeza de posição frente ao golpe, em defesa da Justiça e da Democracia.
A Juventude não deve ceder em nosso projeto de sociedade, não deve ceder na construção de um Brasil mais justo, não deve ceder em nossos princípios democráticos. Devemos assumir um único grito de “Defesa do Estado Democrático e de Direito" e como Dilma afirmou em seu discurso de afastamento no dia de hoje, "A democracia é o lado certo da história. Jamais vamos desistir, jamais vou desistir de lutar.",repudiarmos qualquer posição conciliatória com os golpistas que estão e sempre vão ser lembrados por estarem do lado errado e injusto da história. A Juventude deve assumir a responsabilidade de liderar uma defesa incondicional da nossa presidenta Dilma, do nosso eterno presidente Lula, do nosso partido, de nossos companheiros e companheiras, de uma aliança programática daesquerda nacional, da nossa relação fundamental com os movimentos sociais e populares do campo e da cidade, de trabalhadores e estudantes, do nosso DNA de esquerda, socialista, democrático, de lutas e de massas!
“Não vamos às ruas, nós somos a rua e de nós não abrimos mão!” #Ubuntu #NãoVaiTerGolpe#DilmaFica #OcupaTudoContraOGolpe#Democracia
12 de Maio, 2016
Fernando Nascimento S. Neto
Ex-Secretário de Juventude GDF
Carlos Emar Mariucci Júnior
Membro da Executiva Nacional da Juventude do PT
Ex-secretário Estadual da Juventude do PT – Paraná
Membro do Diretório Estadual do PT - Paraná
terça-feira, 3 de maio de 2016
O movimento Temer
Michel Temer foi, no que lhe coube historicamente, um dos formuladores de 4 (quatro) pontos primordiais para o contexto histórico que vivemos hoje no país:
- Sistema parlamentarista, o parlamento como instrumento de controle social, constitucional e mediador entre os poderes constituintes;
- Teoria do Domínio do Fato, subjetividade do direito como produção de conteúdo à margem da matéria e da cultura jurídica, para combater a concentração de poder pela informação;
- Controle do Estado, mecanismos de controle dos poderes por um poder fiscalizador de atos e direitos que produza conteúdo e conceito;
- Estado Minimo, limites à regulação do mercado, reduzindo o papel do Estado em suas funções social e política.
O então Vice-Presidente Michel Temer é ser pensante, elaborador, ideológico, formulador de teses e conceitos, político clássico e tem lado, seus passos atuais são coerentes com seu histórico e militância política, exatamente por ser parte deste processo de formulação de uma consciência política liberal que logrou exito em sua empreitada natural, é importante compreender, Temer reagiu aos equívocos, antecipou movimentos, ocupou espaços estratégicos na articulação do Estado, esquadrinhou o cenário político e efetivamente produziu e pôs em prática sua biografia, assim o "movimento Temer", no ambiente político, unificou a direita entorno da possibilidade real de derrotar o Partido dos Trabalhadores e toda a esquerda nacional, executou a tese do inimigo em comum, criada pela grande imprensa brasileira e usou da tese do Domínio do Fato para desestabilizar o ambiente democrático atual constituindo o parlamento como autoridade superior de equilíbrio político e poder julgador ao mesmo tempo à partir das atuações de Eduardo Cunha e Renan Calheiros, desestabilizando o instituto Presidencial, fragilizando-o e diminuindo seu papel para exercer seu domínio constitucional, levando em consideração e se aproveitando dos desdobramentos da operação Lava Jato e a militância política/jurídica por parte do Ministério Público e Polícia Federal.
No parlamento antecipou, ordenado por Eduardo Cunha e instrumentalizado por Jovair Arantes (PTB) e Rogério Rosso (PSD) (este último teve como carro chefe de sua plataforma de campanha eleitoral em 2015 a frase “Um Deputado para derrotar o PT”) o rito definido pelo Supremo Tribunal Federal para abertura do processo de Impeachement da Presidenta Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados. A maior ferramenta de desestabilização do Campo Democrático e Popular veio pelas odes do PSB (Partido Socialista Brasileiro), ferramenta e instrumento político em defesa do Golpe Institucional em curso, vale a lembrança do papel fundamental que o PT/Lula/Governo tiveram no fortalecimento da legenda e consolidação de quadros regional e nacionalmente, sem isso, a legenda jamais atingiria o número obtido de Deputados e Senadores nas últimas eleições somado à isso uma agenda Levy, decretos e projetos de lei que constrangeram trabalhadores e os movimentos sociais, isolamento do campo majoritário da esquerda brasileira, o recuo e afastamento de peças importantes que compunham esse time e garantiam a sustentação política e o diálogo com os movimentos sociais. Redesenhando o campo político que desestabilizou o Governo teremos uma maioria lógica organizada por Temer dentro do PMDB, a centralização dos interesses políticos do PSDB, a agenda programática do DEM (Democratas) e PP (Partido Progressista) em total sintonia com o programa apresentado pela Fundação Ulysses Guimarães do PMDB “Uma Ponte para o Futuro” resumo de todo o conteúdo já produzido por Roberto Campos, Simonsen, Aloysio Nunes, José Serra entre outros, a reboque dos interesses ideológicos estão conjuntamente o PTB (Partido Trabalhista Brasileiro) e o que restou do PPS (Partido Popular Socialista), outros partidos menores com menos expressão política fisiologicamente se incorporam a expectativa de poder produzida pela organização deste campo político à Direita, em paralelo temos o PRB (Partido Republicano Brasileiro) aliado de primeira hora do Governo Federal e do Campo Democrático e Popular que rompeu com sua aliança incorporando-se ao Campo de Direita Nacional por erros táticos promovidos pelo próprio Governo Federal e o PR (Partido da República) fisiológico viu sua base dividir-se com fissuras regionais claras, mas, a rebelião fora inevitável.
terça-feira, 26 de maio de 2015
Reflexão sobre o P.E.D para o 5º congresso do PT
não passe pelo fortalecimento de suas instituições, instâncias e de
sua estrutura político partidário. O Partido é hoje uma das poucas
instituições políticas, talvez a única do país, com condições reais de
apontar novos rumos ao debate político nacional, pela opção feita de
sermos um partido de massa, com participação política plural, de
organização interna em constante movimento e com bandeiras que definem
quem somos e de que lado estamos neste mundo. É este o caminho que
devemos trilhar para combater a crise de institucionalidade e a notada
falência de representatividade política agudizada nos últimos anos,
demonstrada principalmente pelas manifestações de Junho de 2013,
reproduzidas em conflitos de rua e nos estádios durante a Copa do
Mundo de 2014, além das manifestações convocadas por movimentos
radicalizados de parte da sociedade em 2015.
Cada um destes momentos serve de termômetro para evidenciar o óbvio, a
crise de representatividade política que hoje se tornou prerrogativa
de questionamento às instituições públicas. Um dos maiores riscos que
corremos ao Estado Democrático de Direito em nosso país e que precisa
ser combatido de forma clara em defesa da soberania nacional,
principalmente com o fortalecimento de nossas instituições. A fórmula
mais eficaz de combatermos a crise de representatividade política,
oxigenando e reorganizando o partido, transita pelo fortalecimento e
aprimoramento dos instrumentos e dispositivos partidários que já
dispomos, como exemplo, a participação efetiva do conjunto dos
militantes, a democracia interna que construímos ao longo dos anos,
passando pela contínua ampliação do diálogo e o debate com a sociedade
e os movimentos sociais. Somente um partido com estruturas sólidas e
mecanismos reais de diálogo e organização social e partidária é capaz
de avançar politicamente neste cenário.
O horizonte demonstra que o fortalecimento interno e o aprimoramento
de nossos mecanismos de participação e de discussão são o remédio para
combatermos a desconfiança e a crise de representatividade política
acumulada no país. Não existe patrimônio mais representativo que nossa
democracia interna, bandeira defendida e estimulada pela nossa
militância como argumento de contraposição, que nos distingue dos
demais, e é esta a primeira resposta que o 5º congresso do Partido dos
Trabalhadores precisa dar ao conjunto de nossa militância,
fortalecendo e instrumentalizando nossa maior riqueza e patrimônio.
Somos responsáveis por uma riqueza anônima, uma massa atacada e
desrespeitada cotidianamente, filiados, filiadas e simpatizantes,
pessoas comuns que acreditam em um projeto de país e lutam por nossas
bandeiras, sofrem com ataques e se solidarizam nas injustiças. Cada um
destes homens e mulheres esperam uma resposta, um argumento, um sonho
para empunhar sua voz, penhorando sua palavra em nossa defesa,
avalizando nossos projetos. O maior desafio deste congresso é
reencontrar o caminho que nos leva ao pertencimento deste projeto
vitorioso e transformador, que necessita continuamente de
aprimoramento e aperfeiçoamento.
Não seremos perdoados pela história se recuarmos um milímetro na
defesa ampla e irrestrita do direito á participação política. O
momento não permite ao conjunto do partido nenhum recuo ou espavorir
frente às cobranças que nos são feitas. O máximo sintoma que devemos
combater gera a oportunidade de radicalizarmos no aprofundamento da
relação com a sociedade, convidando-a viver as experiências exitosas
do debate interno acumulados em decisões congressuais, fóruns,
setoriais, afirmações democráticas e coletivas. Não devemos temer os
desafios postos à frente.
Abrir as portas à sociedade, talvez, seja o grande passo para uma
reorganização política e partidária, reencontrando neste caminho novos
modelos de organização partidário e social, ampliando o diálogo com
comunidades, bairros, movimentos sociais e populares, igrejas,
religiões de matrizes africanas, sindicatos, quais sejam os modelos de
organização urbana, rural e demais movimentos da sociedade civil.
Radicalizar a relação com a sociedade é um desafio de aprofundamento
do nosso ambiente político. A hora é de aprimorarmos estes mecanismos
de participação, delinear e definir instrumentos legais que orientem e
responsabilizam nossos atos. É tempo de apresentarmos ao Brasil o
Partido dos Trabalhadores cada vez mais forte e sólido como
instituição e instrumento de luta do povo brasileiro. É necessário
avançarmos para um pacto geracional que pense no fortalecimento do
Partido para os próximos 35 anos, e que prepare a geração seguinte
para o mesmo desafio, somente assim poderemos propor à esquerda e aos
movimentos sociais brasileiros os rumos que devemos percorrer no
caminho de novas conquistas e vitórias. Neste projeto, o espaço que
devemos ocupar na sociedade inclina-se para o diálogo constante e cada
vez mais aprofundado pois somente um partido com identidade social, de
relações de base, comunitárias, inserido dentro do cotidiano e do
convívio social, compreendendo a comunidade local, regional e seus
desafios e legado é capaz de traduzir e protagonizar suas bandeiras.
Não sou simplesmente defensor de nossa “Democracia Petista”,
significada pelo que temos de instituto, instrumento real de
organização partidário que é o P.E.D., defendo o aprofundamento desse
instrumento a partir de sua ampliação, o utilizando como ferramenta de
diálogo político e social capaz de instrumentalizar o partido à nossas
lutas e desafios. Qualquer que seja a proposta contrária, que não
aponte para dar acesso e condição ampla à participação totalitária de
nossos filiados significa recuo, e fadando um legado ao isolamento
político, no momento exato onde a sociedade, nossos militantes e a
humanidade reivindica mais participação. Avançar neste ponto da
história pactua com a ampliação do debate em todas as instâncias,
abrindo nossas portas para o diálogo direto, franco e legitimo,
condicionando nossa militância a um exercício didático e diário de
organização social e comunitário. Somente assim teremos condições de
recuperar a credibilidade, conquistar novos corações, reencontrar
nossas bases, estimular os sonhos de um país e de uma sociedade mais
justa e igualitária, e mais, dialogarmos francamente com nossa
militância e com a toda sociedade brasileira. Por que recuar se
podemos avançar?
