quinta-feira, 9 de março de 2017

Se o PT DF quer se reencontrar com o jovem, precisa pensar a cidade e esquecer o resto!

Com o avanço dos meios de comunicação em rede, a garantia do acesso ao ensino superior, o acesso ao crédito para financiamento da casa própria, móveis, carro, acesso ao serviço público por meio de concurso, junto com uma enxurrada de informações diárias sobre o país, a cidade, o mundo, cultura, entretenimento, a cada dia, este jovem se emancipa e faz mais parte da estrutura social, colaborativa e das decisões locais, além disso quer, cada dia mais, ser parte e participante deste processo. Por mais que estejamos em um momento de luta pela garantia de todas as conquistas dos últimos períodos nos Governos Lula e Dilma, a inserção social desta geração é factual e sem recuo histórico, não falamos mais de uma juventude, mas, de toda uma geração transformada pela globalização de mercado, pluralização da informação por meio da internet, pela mudança de comportamento cultural a partir das redes sociais, todo um modelo de intercomunicação social que tem sido repensado à partir destes e outros prismas, sendo assim, reconquistar a juventude do Distrito Federal é pensar a cidade, dar acesso, no aspecto mais profundo da palavra, relacionando temas, criando conectividade entre as ações, dinamizando o serviço prestado pelo Estado, é repensar o uso do espaço público, o fortalecimento do comércio local, a economia colaborativa que se forma à partir das iniciativas empreendedoras e compreender as diversas formas de organizações coletivas. Compreender esta "juventude" definitivamente dentro de um aspecto geracional, incluso no contexto público, político, cultural, profissional, material e comunitário. As aspirações desta geração passa por uma cidade integrada e interligada, que dialogue com suas necessidades naturais de estudo, sensação de segurança, atendimento a saúde, acesso ao lazer e cultura, oportunidades de trabalho juntos a um modelo de comunicação que integram o cidadão ao Estado. 

Construindo este ambiente de diálogo com o cidadão, oportunizando a ele experiencias de atendimento e a opção de ser participante da construção da cidade, torna essa geração que é inclusa tecnologicamente, parte do processo político, ampliando o ambiente de diálogo, participação e interesse social, reduzimos assim o espaço entre o partido, seu projeto e a geração atual. Acredito ser este o melhor momento para atualizarmos bandeiras como do Orçamento Participativo e da economia solidária, apresentarmos um grande projeto prioritário de Mobilidade Urbana, oferecendo a todos uma cidade conectada e apta ao relacionamento com seu cidadão, o maior desafio do partido no Distrito Federal para o próximo período é apresentar um projeto atual, conectado com essa geração que compreenda e assimile nossa narrativa, enfrentando os temas conservadores de uma cidade envelhecida politicamente, mas, renovada no seu eleitorado. 

quinta-feira, 2 de março de 2017

Primeira parte, reflexão sobre a Juventude e o PT

O PT precisa definir qual seu projeto de juventude, essa deve ser uma das prioridades do próximo período partidário, compreendam projeto de forma muita mais entronizada e conceitual do que a simples definição de uma pauta de gestão de Estado ou fortalecimento de departamentos juvenil. O Partido dos Trabalhadores precisa se antecipar e atualizar sua agenda política, compreender o perfil do jovem brasileiro em todos os níveis do Campo à Cidade, do jovem trabalhador ao pequeno empresário e apresentar ao conjunto do partido uma narrativa clara de como o partido dialogará com o jovem brasileiro, o percebe e, principalmente, se relacionará com ele enquanto partido e à frente de seus governos em todas as esferas!

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Qual a função atual dos núcleos de gestão de políticas públicas de juventude, seja qual nível for da estrutura de Estado?

Para que serve, qual papel tem cumprido, qual tem sido sua função de Estado? Quais os exemplos que traduzem a expectativa da juventude brasileira em prática de gestão? Quais práticas de gestão apontam para a melhoria da qualidade de vida do jovem no Brasil? Aonde chegamos define o papel que deve ser assumido ou é preciso repensar a forma de atuação da estrutura de Estado que dialogue com a Juventude? Todos estes questionamentos servem inclusive para a defesa e manutenção dos núcleos de gestão pública que atuam na agenda social da juventude brasileira, muito do que se propôs nos últimos 14 anos de organização do Estado brasileiro entorno das pautas de PPJ se definiram à partir de um perfil de jovem brasileiro que necessitava prioritariamente ser incluído na sociedade através da inserção profissional ou sua qualificação, ter acesso ao ensino superior e seus direitos sociais e individuais reconhecidos. Óbvio e inegável que não vivemos um Estado de Bem Estar Social e pleno emprego, porém, os passo necessários para a inclusão deste jovem na sociedade como protagonista de sua trajetória de vida se deu à partir de inúmeras medidas realizadas na esfera Federal, estadual e municipal e o pouco que foi feito mudou a realidade de toda uma geração.

Hoje o maior desafio, a escolha do curso que irá fazer ou em qual Estado fará o curso, em qual faculdade ou universidade, pública ou privada, escolhas proporcionadas pelo modelo que se atingiu com o Enem e todo o sistema público de educação integrado nesta metodologia e programa de inclusão, antes, o maior desafio era se seria possível um dia se fazer faculdade. Uma simples mudança de comportamento social como essa transforma a realidade da estrutura de qualquer sociedade e suas concepções de vida! Muito ainda é necessário ser feito neste sentido, inclusive defender as conquistas destas últimas duas décadas contra qualquer retrocesso político, mas, também é imperativo atualizar a agenda compreendendo que as necessidades em termos gerais desta juventude não é mais, nem de longe, os mesmo anseios e necessidades daquela juventude constituída a partir da década de 90 e do primeiro milênio de 2000.


Entramos em um novo período, novos códigos de comportamento, de conduta social, novos modelos de organização e assim novos modelos coletivos se criam dentro desta ruptura social, avançando para além do paradigma da inserção social, esta juventude dialoga diretamente com economia colaborativa, solidária, social, com as diversas tecnologias de comunicação em massa, trocam experiências pessoais, sociais, profissionais ou acadêmicas em níveis muito mais profundos do que outrora acontecia em nossa sociedade, toda essa mudança de comportamento afeta diretamente na percepção do jovem em relação ao Estado e como ele dialoga com as diversas esferas de poder público. Neste sentido o que temos hoje de espaços públicos dos poderes constituídos compreende e percebe esta juventude e dialoga com as necessidades dela?


Fernando Neto
Observatório Urbanos 
@fernandonsneto
@urbanosobservatorio

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

Kafka nunca esteve tão presente em nossa sociedade brasileira

Não comemorei, não comemoro e não comemorarei a prisão de ninguém, além da crítica institucional e jurídica à todo processo da lava jato, meu sentimento de consternação ao que nos dirigimos é também de constrangimento, retornamos a sociedade do espetáculo, aplaudimos a derrota dos grandes e não nos incomodamos mais com a injustiça, ela se tornou parte do nosso mundo político e de nossa sociedade, a prisão de Marcelo Odebrecht e a destruição de uma empresa com o porte e a importância de sua construtora não é unicamente a prisão de um empresário é da demissão de milhares de pais e mães de família, é a anulação de um braço empresarial que compunha a defesa nacional e ações estratégicas de mercado, força empresarial que faz parte de uma das principais linhas de produção e desenvolvimento tecnológico do país, não estou defendendo a empresa ou o empresário, estou incomodado com o rumo que seguimos e a forma como essa sociedade retratada por Kafka não percebe as questões prioritárias ou sua própria percepção enquanto membro de uma sociedade, ser parte é da nossa natureza, não vivemos isolamos, independentes, mesmo assim essa sociedade não se percebe parte e torce pela destruição. 


Não comemorei a prisão de Eike Batista, se pesquisarem minhas mensagens de anos anteriores iram achar críticas ao modelo empresarial deste senhor, o considerei produto da imprensa, uma falha comercial que deu certo momentaneamente, nunca apostando ou arriscando com seus próprios recursos, mas, sempre contando com grandes linhas de financiamento nacional e estrangeiras, formado por um grande aparato midiático e assim se fez um bilionário da Forbes, com pouco conteúdo, pouco método ou experiências que contribuíam de alguma forma com o conteúdo nacional, diferente da OAS, Odebrecht, Camargo e Correia e todas essas empreiteiras envolvidas e relacionadas na Lava Jato, Eike sempre me pareceu uma aposta perdida e mesmo assim não comemoro sua prisão, pelo contrário me parece ser o melhor exemplo de que tudo o que é construído pela grande imprensa também pode ser destruído sem nenhum pudor, mas, com toda honra, qual o nível e comprometimento destes editoriais que constroem a imagem perfeita da destruição para o consumo da sociedade.


Não comemoro, nem comemorarei a prisão de nenhuma figura pública, o desvio de conduta, a apropriação indevida, conchavo, conluio, qualquer que seja o modelo ou forma que se de a corrupção pública não é criação desta década, século ou milênio, não foi Lula, FHC, Dilma, Serra, Zé Dirceu, Alckmin, nem de Maluf ou Tancredo, a operação Lava Jato confunde para não informar, esse é o cerne principal, ou muda-se o sistema político e sua co relação com o funcionamento público, ou repensamos toda a estrutura de contratação e o modelo de Estado e sua forma de se relacionar com o setor privado ou enxugaremos gelo, destruiremos biografias quando interessar, enalteceremos quando convir e destruiremos tudo novamente, seremos sempre a sociedade do golpe sofrido e praticado, uma sociedade sem formação e informação com poderes que lhe representam intrinsecamente direcionados ao aparelho, aparato e a corporação. Não comemoro, não irei comemorar, ver os aplausos me incomoda, simplesmente por ter certeza de que, quem aplaude não entendeu nada do que está acontecendo.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Sobre o Aterro Sanitário do DF

Publiquei no dia 18/01/2017 texto no Facebook (página pessoal) elogiando o atual governo pela implementação do 1º aterro sanitário do Distrito Federal, copio o texto à baixo para o registro, porém, em debate com a companheira Cristiane Santos alguns pontos foram melhores esclarecidos e faço minha errata, retificando o elogio. Buscando mais informações descubro que o acordo de implementação do aterro, consolidado durante o Governo Agnelo e discutido intensamente nos governos anteriores pelos movimentos sociais e sindical envolvidos, formaliza os catadores e a absorção deles no plano de trabalho e implementação do aterro, o atual governo Rollemberg está desativando o lixão sem os centros de triagem e sem os galpões, caracterizando duas grandes inquietações que descrevo: a primeira e mais importante são as famílias que se organizam entorno do lixão, mesmo em condições subsistentes e desumanas retiram daí sua única fonte de renda e alimento, se o governo não olha pra isso não tem pra que existir governo, pois o número de moradores de rua, mortes e miséria aumentarão absurdamente. Segundo ponto é, sem a implementação e absorção dos catadores fica caracterizado um acordo empresarial de pura implementação comercial e o Ministério Público precisa analisar com perícia cada um dos atos administrativos referentes a construção da área. Deixo aqui meu registro e minha correção.

 "Acho que devemos parabenizar o Governo Rodrigo Rollemberg pelo seu segundo ato positivo para a nossa cidade, dar continuidade e finalizar a obra do aterro sanitário é sim uma conquista e um grande avanço. Discussões iniciadas ainda no Governo Joaquim Roriz, aberto processo de licitação durante o Governo Arruda, obras iniciadas debaixo de todas as contradições empresariais durante o Governo Agnelo e agora Rodrigo Rollemberg terá condições de finalizar. Falo aqui de mais de 14 anos ao menos de debate e tentativas de execução deste projeto, luta secular dos trabalhadores da coleta de lixo, luta dos movimentos sociais envolvidos com a agenda do meio ambiente, luta dos catadores, benefício para o Distrito Federal. Nem só de desarranjos e desacertos vive o atual governo, parabéns por este momento!"

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Nota de repudio ao governo de São Paulo e apoio a Guilherme Boulos



NDD - Núcleo em Defesa da Democracia



Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem;
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.

Fragmento do poema de Eduardo Alves da Costa
“No caminho com Maiakóvski”


A democracia brasileira sofre mais um ataque da nova direita autoritária. A prisão arbitrária e injustificável do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, Guilherme Boulos, pela truculenta polícia militar do Governo Alckmin, representa a intolerância dos interesses das elites e do novo conservadorismo no seu enfrentamento com as lutas democráticas e populares.

O impeachment de Dilma foi um golpe em um governo legitimado pela vontade do povo brasileiro. O objetivo sempre foi barrar os avanços sociais conquistados na Constituição de 88. Os governos populares do PT iniciaram a inclusão social e adotaram políticas ousadas para ampliação dos direitos sociais. Os setores mais conservadores da sociedade brasileira nunca engoliram a ampliação dos direitos de cidadania.

 Inconformados, agora tentam desmontar todas as políticas sociais e incriminar os movimentos sociais. As profundas desigualdades sociais existentes sempre foi terreno fértil para florescer as lutas históricas pelos direitos básicos de cidadania. Só em regimes autoritários é que se faz uso de estratégias de repressão e criminalização dos movimentos sociais.

A prisão ilegal do líder Guilherme Boulos simboliza esse grande retrocesso conservador. A democracia está sendo desmontada em seus direitos legais e sofre uma ofensiva de perseguição dos seus líderes sociais. É inaceitável que se criminalize quem buscava uma solução, sem conflitos e violência, na ocupação de terra especulativa que abrigava 700 famílias  mais de três mil pessoas. Essas pessoas sem teto estavam sendo ameaçadas de despejo e abandono social do Estado.

O maior crime que se comete contra a democracia é tentar calar e reprimir quem luta por direitos justos e garantidos constitucionalmente. A linguagem da violência do estado repressor é o prenúncio da morte das liberdades democráticas.

É preciso resistir ao retrocesso nos direitos sociais e lutar pelo oxigênio da democracia que é a liberdade de se manifestar, resistir às injustiças e respeitar os movimentos sociais em suas reivindicações democráticas.

O direito à moradia é um direito garantido por nossa Constituição Cidadã.










quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Banco Central abre mão da técnica para aderir à especulação financeira

Banco Central abre mão da técnica para aderir à especulação financeira, esse foi o recado do dia ao reduzir a taxa de juros Selic para 13%, desconsiderou totalmente o aumento gradual dos últimos dois meses em 0,30% e apostou nas notícias positivas dos jornais para inflar o mercado e alavancar em curto prazo o Papel da Dívida Brasil, pode ser uma medida de retomada ou pode ser a ampliação do buraco negro à que estamos sendo puxados, a sensação de início é de melhora do humor econômico, mas, no médio e longo prazo sem o resultado real de investimentos incorporados ao mercado qualitativa e quantitativamente o que o Banco Central começa a produzir é uma bolha financeira ao estilo do que vivemos no mercado imobiliário. Henrique Meireles trouxe a agenda econômica nacional para o seu ringue aonde se tornou referência mundial, mercado especulativo, exatamente o mercado que levou o mundo a sua depressão econômica em 2008, porém, os resultados no curto prazo enriqueceram muitos conglomerados. A crítica é simples, se existe uma política de controle da inflação com a manutenção da taxa de juros, os indicadores desta vez disseram "A" e o Banco Central brasileiro respondeu com "M", ou mudou-se a política econômica de forma substancial para um modelo superficial ou se antecipou resultado para segurar a inflação!