terça-feira, 15 de setembro de 2015

Sobre a medida de suspender os concursos públicos temporariamente

A decisão de suspender os concursos está atrelada ao corte do abono de permanência, a ideia é finalizar o benefício, estimular a aposentadoria natural, reorganizar as carreiras e diminuir o impacto da Previdência Social. O nome disso se chama planejamento de médio prazo, quando reativar as contratações em 1 ano e meio vai ter mais vaga que gente pra concorrer! 

P.S.: o problema central continua o mesmo a dificuldade do Governo de se comunicar e dizer o sentido das coisas.

domingo, 5 de julho de 2015

Apoio à Grécia e ao seu povo

Por meio de Plebiscito a maioria da população Grega disse "não" aos cumprimentos econômicos da dívida com a União Européia, a aprovação radical do pleito traz autonomia ao País, porém, apesar da ousadia do novo governo grego acompanhado e respaldada pela maioria de sua população, muito ainda precisa ser feito e acompanhado. Inicialmente o reflexo na bolsa de valores e a retração de investimentos em parte da União Européia será sentida de pronto o que ocasionará retração mundial com efeitos nítidos, principalmente em relação aos países emergentes e em desenvolvimento com obrigações parecidas. 

Mundialmente viveremos um desequilíbrio sentido em diversas proporções, de toda forma é preciso respeitar a decisão da Grécia e apoiar sua retomada econômica, tarefa árdua para sua equipe econômica, levando em consideração as limitações territoriais e de expansão comercial, a Grécia possui poucos recursos econômicos e pouca margem de recuperação ou de ampliação de investimento, a aposta do novo governo deverá ser mais ousada do que o próprio "não" dito no Plebiscito. Anos a fio o país viveu refém das decisões da União Européia e o pagamento eterno de suas dívidas em juros eram o maior freio para o desenvolvimento social dos gregos.

A decisão é complexa e manda um recado ao velho modelo econômico europeu e mundial, será determinante apoio diplomático e uma reorganização de mercados estrangeiros que apoiem a Grécia neste momento. O Brasil pode cumprir papel determinante com o crédito monetário internacional que possui, e na próxima reunião do G20 em París na cúpula dos maiores países do mundo aonde lideraremos os acordos relacionados ao meio ambiente, também teremos a oportunidade de apontarmos solidariedade ao momento vivido pela Grécia e propormos à UE novos acordos de mercado que beneficiem o país, ou proposições diretas aproveitando os simplórios acordos diplomáticos que possuímos com a Grécia, é o melhor momento para expandir mercado e dar recado ao mundo.

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Má Fé, Mediocridade ou Covardia do "novo" GDF

Má fé, mediocridade ou covardia só existem essas três explicações para o conjunto de ações propostos pelo novo governo do Distrito Federal encabeçado pelo senhor governador Rodrigo Rollemberg. Justo na primeira década do novo milênio com a Lei 8.666 consolidada e já com indicativos de discussão de avanços e atualizações de suas diretrizes, modalidades da administração pública sendo experimentadas na lógica de organizar melhor a gestão do Estado, órgãos de controle e fiscalização em plena atividade, a sociedade cobrando de seus gestores melhores gastos e maior efetividade dos serviços público, cursos por todo o país de Gestão Pública lotando os acentos das universidades e faculdades com força total principalmente nas instituições de ensino superior da nossa cidade, e com a própria sociedade inspirando em diversos segmentos novos modelos de organização social formais e informais, um país inteiro em ebulição com debates acalorados no mundo político. Foi este o cenário escolhido pelo núcleo pensante que governa o Distrito Federal, apresentar um conjunto de ações que privatiza e concede à iniciativa privada gerir e explorar empresas públicas, algumas autarquias, espaços públicos de convívio social, lazer e entretenimento. E o que sobre ao Governo administrar? No início do primeiro bimestre já estava clara a estratégia do Governo de entregar a CEB e a CAESB ao setor privado, mais claro ainda e sedutor era vender o BRB a qualquer instituição financeira disponível, leia-se BMG no caso, mas, entregar o Parque da Cidade e a Torre de TV para exploração comercial é o fim do caminho, o Zoológico considero menos nefasto, mesmo assim sintoma de uma gestão preguiçosa e sem compromisso com o bem público.

Só vejo três alternativas má fé na decisão de conceder e privatizar, tendo por trás interesses escusos e maquiados, que nunca serão revelados ao grande público por bom embasamento e justificativas que ludibriam e embriagam a opinião pública, beneficiando poucos empresários com condições de captação e investimento para "comprar" os bens sociais da cidade; Mediocridade na decisão de conceder e privatizar, considerando o grupo de gestores sem compromisso com o bem público, se sentem na leve escolha de não se comprometerem com a gestão, regras, limitações, dificuldades, situações do cotidiano e buscam uma saída prática e pequena para soluções maiores, depredam patrimônio público no exercício da função que lhes foi concedida, decisões pequenas e de curto prazo que vão gerar consequências no longo prazo, já que no mundo inteiro se discute melhorias nos modelos de Gestão da Coisa Pública, meia dúzia de intelectuais de botecos decidem que a melhor saída é não ter compromisso; ou covardia, gestores frágeis, que buscam saídas rápidas para dar respostas à perguntas que eles ainda não encontraram, decisões fragmentadas com uma máscara de centralização da gestão em um único núcleo diretivo para reduzir qualquer decisão de contratação que fuja de suas rédias, mais uma vez errado e equivocado centralizar decisão quando todos governos, empresas e grandes corporações dizem descentralizem decisão e gestão.

Concessões são modelos de gestão? Sim! Mas, devem e precisam ser debatidos à exaustão, principalmente sua aplicabilidade e modelo, explorar comercialmente parque de convívio social, pontos turísticos que acumulam no seu ambiente entretenimento e lazer é sintoma de gestão contaminada, má vontade, brincadeira de adolescente ou nenhuma experiência de governo. O caminho para ampliar arrecadação da Capital segue uma regra padrão investimento local, fortalecimento da infra estrutura de negócios ou industria e melhoria na gestão da fazenda pública, qualquer plano fora deste tripé cheira manobra ou falta de visão de Estado.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

Sobre o tal fim da reeleição

Reeleição é um instituto e precisa ser analisado dessa forma, o seu fim, na minha opinião sugere:

Potencializar o modelo parlamentarista dentro de um modelo ainda presidencialista, servirá para assombrar a República Presidencial, o chefe do executivo perderá força e aos poucos fragilizaria a relação constituinte entre os 3 poderes desequilibrando o modelo atual, tornaria o poder executivo refém dos entendimentos com o parlamento em todas as instâncias e se você acha que hoje existe barganha, mudando a regra dessa forma, vocês assistirão o pior dos homens no poder!

terça-feira, 26 de maio de 2015

Reflexão sobre o P.E.D para o 5º congresso do PT

Não existe caminho a ser percorrido pelo Partido dos Trabalhadores que
não passe pelo fortalecimento de suas instituições, instâncias e de
sua estrutura político partidário. O Partido é hoje uma das poucas
instituições políticas, talvez a única do país, com condições reais de
apontar novos rumos ao debate político nacional, pela opção feita de
sermos um partido de massa, com participação política plural, de
organização interna em constante movimento e com bandeiras que definem
quem somos e de que lado estamos neste mundo. É este o caminho que
devemos trilhar para combater a crise de institucionalidade e a notada
falência de representatividade política agudizada nos últimos anos,
demonstrada principalmente pelas manifestações de Junho de 2013,
reproduzidas em conflitos de rua e nos estádios durante a Copa do
Mundo de 2014, além das manifestações convocadas por movimentos
radicalizados de parte da sociedade em 2015.


Cada um destes momentos serve de termômetro para evidenciar o óbvio, a
crise de representatividade política que hoje se tornou prerrogativa
de questionamento às instituições públicas. Um dos maiores riscos que
corremos ao Estado Democrático de Direito em nosso país e que precisa
ser combatido de forma clara em defesa da soberania nacional,
principalmente com o fortalecimento de nossas instituições. A fórmula
mais eficaz de combatermos a crise de representatividade política,
oxigenando e reorganizando o partido, transita pelo fortalecimento e
aprimoramento dos instrumentos e dispositivos partidários que já
dispomos, como exemplo, a participação efetiva do conjunto dos
militantes, a democracia interna que construímos ao longo dos anos,
passando pela contínua ampliação do diálogo e o debate com a sociedade
e os movimentos sociais. Somente um partido com estruturas sólidas e
mecanismos reais de diálogo e organização social e partidária é capaz
de avançar politicamente neste cenário.


O horizonte demonstra que o fortalecimento interno e o aprimoramento
de nossos mecanismos de participação e de discussão são o remédio para
combatermos a desconfiança e a crise de representatividade política
acumulada no país. Não existe patrimônio mais representativo que nossa
democracia interna, bandeira defendida e estimulada pela nossa
militância como argumento de contraposição, que nos distingue dos
demais, e é esta a primeira resposta que o 5º congresso do Partido dos
Trabalhadores precisa dar ao conjunto de nossa militância,
fortalecendo e instrumentalizando nossa maior riqueza e patrimônio.


Somos responsáveis por uma riqueza anônima, uma massa atacada e
desrespeitada cotidianamente, filiados, filiadas e simpatizantes,
pessoas comuns que acreditam em um projeto de país e lutam por nossas
bandeiras, sofrem com ataques e se solidarizam nas injustiças. Cada um
destes homens e mulheres esperam uma resposta, um argumento, um sonho
para empunhar sua voz, penhorando sua palavra em nossa defesa,
avalizando nossos projetos. O maior desafio deste congresso é
reencontrar o caminho que nos leva ao pertencimento deste projeto
vitorioso e transformador, que necessita continuamente de
aprimoramento e aperfeiçoamento.


Não seremos perdoados pela história se recuarmos um milímetro na
defesa ampla e irrestrita do direito á participação política. O
momento não permite ao conjunto do partido nenhum recuo ou espavorir
frente às cobranças que nos são feitas. O máximo sintoma que devemos
combater gera a oportunidade de radicalizarmos no aprofundamento da
relação com a sociedade, convidando-a viver as experiências exitosas
do debate interno acumulados em decisões congressuais, fóruns,
setoriais, afirmações democráticas e coletivas. Não devemos temer os
desafios postos à frente.


Abrir as portas à sociedade, talvez, seja o grande passo para uma
reorganização política e partidária, reencontrando neste caminho novos
modelos de organização partidário e social, ampliando o diálogo com
comunidades, bairros, movimentos sociais e populares, igrejas,
religiões de matrizes africanas, sindicatos, quais sejam os modelos de
organização urbana, rural e demais movimentos da sociedade civil.
Radicalizar a relação com a sociedade é um desafio de aprofundamento
do nosso ambiente político. A hora é de aprimorarmos estes mecanismos
de participação, delinear e definir instrumentos legais que orientem e
responsabilizam nossos atos. É tempo de apresentarmos ao Brasil o
Partido dos Trabalhadores cada vez mais forte e sólido como
instituição e instrumento de luta do povo brasileiro. É necessário
avançarmos para um pacto geracional que pense no fortalecimento do
Partido para os próximos 35 anos, e que prepare a geração seguinte
para o mesmo desafio, somente assim poderemos propor à esquerda e aos
movimentos sociais brasileiros os rumos que devemos percorrer no
caminho de novas conquistas e vitórias. Neste projeto, o espaço que
devemos ocupar na sociedade inclina-se para o diálogo constante e cada
vez mais aprofundado pois somente um partido com identidade social, de
relações de base, comunitárias, inserido dentro do cotidiano e do
convívio social, compreendendo a comunidade local, regional e seus
desafios e legado é capaz de traduzir e protagonizar suas bandeiras.

Não sou simplesmente defensor de nossa “Democracia Petista”,
significada pelo que temos de instituto, instrumento real de
organização partidário que é o P.E.D., defendo o aprofundamento desse
instrumento a partir de sua ampliação, o utilizando como ferramenta de
diálogo político e social capaz de instrumentalizar o partido à nossas
lutas e desafios. Qualquer que seja a proposta contrária, que não
aponte para dar acesso e condição ampla à participação totalitária de
nossos filiados significa recuo, e fadando um legado ao isolamento
político, no momento exato onde a sociedade, nossos militantes e a
humanidade reivindica mais participação. Avançar neste ponto da
história pactua com a ampliação do debate em todas as instâncias,
abrindo nossas portas para o diálogo direto, franco e legitimo,
condicionando nossa militância a um exercício didático e diário de
organização social e comunitário. Somente assim teremos condições de
recuperar a credibilidade, conquistar novos corações, reencontrar
nossas bases, estimular os sonhos de um país e de uma sociedade mais
justa e igualitária, e mais, dialogarmos francamente com nossa
militância e com a toda sociedade brasileira. Por que recuar se
podemos avançar?

domingo, 24 de maio de 2015

Sobre Silas Malafaia

Eu sou cristão, protestante, evangélico, crente o que quiserem chamar e me sinto envergonhado, constrito, embaraçado de ver o comportamento do Pastor Silas Malafaia e os que o seguem nas redes e meios de comunicação em geral: seu comportamento escandaliza, constrange e julga pessoas à quem deveríamos amar e levar a palavra e sua atitude só afasta e enoja as pessoas em relação ao evangelho, torço profundamente para que em geral saibam distinguir a palavra de Deus dos homens, a pregação deveria gerar consciência!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Reflexões impróprias para quem não pode pensar livremente

- EUA e Cuba rediscutem relação comercial e embargos;
- Presidente da França, François Hollande, viaja com sua comitiva e passa três dias em Cuba para estabelecer relacionamento comercial;
- Vladimir Putin, Presidente da Rússia, convida Cuba para participar do desfile comemorativo dos 70 anos da derrota do Nazismo, durante os dois dias o convite para celebrar acordos de cooperação militar;
- Xi Jinpin, Presidente da China, envia comitiva esta semana para discutir tratados e acordos entre a Grande Muralha e a ideológica ilha das Américas.

E a oposição brasileira, parte da sociedade, a imprensa e seus replicadores criticaram o Brasil por ser investidor e gestor contratual do maior porto em profundidade da América Latina, somos hoje o primeiro país a estabelecer contratualmente relações com a namoradinha do mundo.

Sabe de nada inocente!