quinta-feira, 27 de junho de 2013

O maior #FlashMob do mundo

Invertendo a lógica de analises e compreensões sobre as manifestações deste mês de junho de 2013 nas ruas de todo o Brasil, o que produzimos de fato foi uma das maiores ações de mídia social do mundo, as características dos manifestos deixaram evidente o reflexo das ferramentes digitais no dia a dia da sociedade conectada ao twitter, facebook e usuários de celulares smarts phone. De uma forma mais simples, menos teórica, do ponto de vista político o que se produziu no país neste mês de Junho foi uma grande ação viral, que no Wikipedia seu significado é chamado de  Flash Mobs - são aglomerações instantâneas de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social. O brasileiro inovou na manifestação e utilizou da nova linguagem como ferramenta de mobilização política, mais ágil, prática, simples e inovadora que resultou em uma multiplicação avassaladora contagiando inclusive não usuários das redes sociais. Normalmente os Flash Mobs constroem uma temática para sua ação determinada, nem sempre com valores ou significados muito profundos, a maioria são ações com características irônicas que dão sentido a alguma rebeldia ou protesto, é comum ver um grupo de pessoas de pijamas na rua em plena luz do dia, ou subindo e descendo escadas rolantes de shopings centers, ou se fantasiando de algum anime e por ai vai, o que não deixou de acontecer nas #marchadovinagre #marchadasvadias marcha #acordaBrasil #VemPraRua, essa última notadamente copiada da propaganda da Fiat.

O conglomerado de pessoas nas ruas se unificaram entorno de uma ação determinada, o protesto, com um palavra de ordem que unifica a sociedade, a insatisfação, que no geral atinge a maioria dos cidadãos de formas e maneiras distintas, como ficou característico nas bandeiras que entoaram as ruas #contracorrupção, pela #ReformaPolítica, #abaixoaPec37, por melhores condições na #saúde, #TarifaZero e #PasseLivre no caso do transporte público, por preços mais acessíveis para o #PS4 que ainda será lançado no Brasil, pela #Paz, religiosas, #contrahomofobia, #pelofimdosutiãsembojo, bandeiras sérias, irônicas, controversas que deram o tom do que foram as manifestações pelo Brasil. Pessoas de todos os lugares engrossaram os gritos de mudança com motivos, ideias e reivindicações distintas e como todo Flash Mob a tendência natural é a dispersão. O que chamou a atenção da grande imprensa, de analistas políticos, sociólogos, parlamentares e executivos foi a proporção avassaladora de pessoas que engrossaram o caldo dos protestos na sua totalidade marcados pela internet, agendados no facebook divulgados e registrados pelo twitter, instagram, mobli, blogs e páginas de vídeos ao vivo. A grande maioria dos analistas sucumbiram no erro, não souberam o que estava acontecendo e estão perdidos ainda no meio de tanta informação, as constantes falhas nas informações e a dificuldade de compreender a influência das mídias livres e o quanto se democratizou a informação pela internet deixou evidente o despreparo geral de quem opera a informação no modelo antigo e a dificuldade em renovar e adequar a uma possível nova era da tecnologia da informação.

O saldo foi muito positivo para o país, colocou a necessidade de democratização dos meios de comunicação, incluiu na agenda da comunicação social a importância das mídias livres e as redes sociais, mostrou pra população a importância de manifestar, de fazer política, fortaleceu a agenda da Reforma Política, incluiu o crime de corrupção na lista de crimes hediondos, decretou ao menos na câmara a destinação de 75% dos Royaltes do Petróleo para educação e 25% para saúde como já defendia a Presidenta Dilma, ampliou o debate do Passe Livre Estudantil na pauta do Congresso Nacional e do Governo Federal, ligou um alerta vermelho aos partidos políticos e a necessidade de repensar sua estrutura atual e deixou claro que a opção dos que foram as ruas é por mais Estado. O saldo negativo talvez seja mais profundo e caricato do que muitos perceberam, o vazio e a superficialidade das propostas e opiniões da população, a reprodução automática e cartesiana das informações pelos manifestantes, a fragilidade das instituições políticas, a manipulação descarada da informação pelos meios de comunicação, o baixo nível da disputa política, o envelhecimento das lideranças políticas do país e talvez um dos piores dados o alto índice de criminalidade, marginalidade, intolerância e a arrogância por parte de uma parcela específica da sociedade. No espetáculo das ruas o maior resultado foi do povo brasileiro!

Wikipedia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Flash_mob 

domingo, 16 de junho de 2013

Resposta a um amigo!

Não meu amigo, não sou mais inteligente do que isso, eu sou ignorante e vou te responder porque sou assim! 

O Brasil não é perfeito, não é a maior potência mundial nem muito menos o país com o maior índice de 
desenvolvimento humano, muito menos o mais desenvolvido, temos problemas graves de infra-estrutura em todas as áreas principalmente na educação e eu sou filho dessa educação burra, limitada, frágil, incompleta e descartável, eu sou filho da insegurança crescente, do desaforo, do palavrão, sou filho da economia pequena, fraca, quebrada, em crise, filho de um país censurado, medíocre aonde as pessoas lutam pelos seus umbigos, pelos seus próprios sonhos e desejos e por mais nada, fui criado por uma sociedade hipócrita que mente, esconde, cria subterfúgios e situações para se dar bem, que sobe encima dos outros pra ficar no lugar mais alto, sou filho do jeitinho, dos 10% que hoje viraram 30% e amanhã será 40%, sou fruto de uma comunidade que mata por dinheiro pequeno, por tênis, celular, mata porquê não tem dinheiro pra dar, mata porquê esbarrou, falou, olhou, apontou, mata porquê bateu o carro, uma comunidade que deu preço a vida e ela só vale 30 reais ou menos, sou filho da mentira e da ilusão dos que são sozinhos mas sua arrogância faz falar por todos, sou filho do pai que exige respeito e fidelidade mas trai a mulher com a empregada e não quer pagar a ela o FGTS, sou filho de uma cidade que poucos, tem muito e muitos tem pouco, e o pouco que tem se não votar em quem tem muito, perde tudo! Sou ignorante é inevitável porém eu luto pra mudar e isso só se faz com o tempo, determinação, projeto, com vontade não defendo a Dilma ou o Zé Dirceu por serem semi-Deuses faço isso por eles representarem um projeto de transformação de um país podre, abençoado por Deus e bonito por natureza que enaltece o arrogante falido e julga o pobre de nome limpo! Eu amo esse país e por isso luto por ele, não com vaias ou aplausos, mas, com o pouco que posso contribuir.


Não sei quantos do Nordeste, do Norte, do Sul eu conheço sei que são poucos não posso falar por eles, falo por mim!

segunda-feira, 10 de junho de 2013

OS ENSINAMENTOS DO BRASIL E A CRISE ECONÔMICA GLOBAL.


MONOPOLIZAÇÃO, FINANCEIRIZAÇÃO E DESEMPREGO ESTRUTURAL, CRISES DAS REPRESENTAÇÕES POLÍTICAS e A CRISE AMBIENTAL REVELA A FALÊNCIA DOS MODELOS ECONÔMICOS.


O Brasil mesmo que de longe, observa a manifestação mais drástica e prolongada da“crise de novo tipo do sistema capitalista mundial”. Uma crise estrutural e global, que se manifesta de forma naturalmente desigual, mas que se combina, entrelaçando todo o sistema mundial de produção de mercadorias.

Seus sintomas se apresentaram há algumas décadas e da periferia mundial, desenvolveu-se em direção ao centro do capitalismo mundial. Suas causas principais localizam-se no prolongado processo de acumulação de capital combinado com a elevação progressiva da potência científica e tecnológica dos meios de produção multiplicada, sobretudo após a revolução científica e tecnológica que se expressou na explosão da informática, da química fina, da robótica e etc.


Uma parcela cada vez maior do capital acumulado foi se deslocando para a especulação financeira, convertendo-se em capital fictício, já que não poderia ser reinvestida diretamente no sistema produtivo, sob pena de levar ao colapso o sistema de produção de mercadorias. Assim, duas marcas preponderantes do capital monopolizado e financeirizado – a financeirização e o desemprego– nunca foram bolhas ou desequilíbrio conjuntural. Então, desde meados da década de 1970, transformaram-se em elementos estruturais de uma crise potencial de superprodução permanente e de exclusão continuada da força de trabalho humano do processo de produção. Vários (episódios) prenunciaram uma “débâcle” acentuada da economia mundial, entre as quais o altíssimo nível de desemprego nos países desenvolvidos, os crescentes déficits orçamentários, a crise das “pontocom”, as crises da Rússia, México, Argentina e Tigres asiáticos, dentre tantos exemplos.


***(DÉBÂCLE termo econômico) s.f. Palavra francesa. Mudança brusca que acarreta desordem ou ruína financeira.

/ Derrota; desastre, ruína, ruptura dos gelos; mau resultado, derrocada, ruína, colapso, falência.***


Cada nova tentativa das classes dominantes demandou enormes esforços, desgastes políticos, queimas fabulosas de capital, alcançando somente alívios efêmeros, aos quais se seguiram o retorno dos sintomas e de um quadro geral ainda mais agravado. Os custos humanos ambientais e econômicos foram elevadíssimos e não é difícil prever que o metabolismo do monstro em agonia consumirá ainda mais sacrifícios na tentativa de recuperar-se. Entretanto, parece que com a eclosão da crise mundial inaugurada em 2008, com a quebra do Banco Lemann Brothers, chegamos ao tempo em que a crise pode assumir a forma da existência do próprio capital. Suas manifestações se alternam em ciclos cada vez mais fugazes se confundindo numa relação de essência e aparência.


Vale lembrar que o Brasil nadou contra essa maré, o modelo econômico adotado pelos governos Lula e Dilma conseguiu muito mais do que sobreviver em meio à crise. Com Lula e Dilma, conseguimos ensinar ao mundo o que fazer e como fazer para prosperar em meio a tais dificuldades, ou seja, enquanto o mundo quebra, o Brasil gera emprego e renda, estimula o consumo interno e hoje caminha para o fim da extrema pobreza.


Taxa de desemprego em alguns países: Espanha 25%, França 10%, E.U.A 8,2% e Brasil 4,4%. A crise ambiental é o maior impasse do capitalismo em sua atual crise econômica global. A escassez de energia, água potável, terras cultiváveis e todo tipo de recursos naturais renováveis se soma às mudanças climáticas e aos impactos imprevisíveis da acelerada extinção de grande número de animais e de vegetais responsáveis pela manutenção de elos preciosos da cadeia alimentar.

Diante de um quadro tão grave, os governantes dos países reunidos na COP 15 se declararam incapazes de constituir um fundo com irrisórios 100 bilhões de dólares para combater os efeitos mais emergentes das catastróficas mudanças climáticas previstas pelo IPCC (Painel Intergovernamental do Clima). O Brasil mais uma vez acerta em sua posição de cobrar a fatura dos países mais ricos, já que os mesmos são os que mais poluem e fazem isso por muito tempo.

Ao redor do mundo, grandes empresas alardeiam políticas de sustentabilidade, ocultando que, em última instância, a incontornável necessidade de expansão permanente da produção e consumo de mercadorias reduz seu discurso ambientalista à mera propaganda.

A depredação do meio ambiente também reflete a divisão internacional do trabalho, com a exportação para o terceiro mundo das indústrias intensivas em consumo energético e de materiais, bem como emissoras de grandes volumes de poluentes. Esse processo possibilita uma compatibilização da agenda ambiental com a dinâmica do desenvolvimento do capitalismo nos países centrais, cujo crescimento econômico é cada vez mais alicerçado na tecnologia da informação, nos serviços financeiros e na pesquisa científica, com a consequente desmaterialização da produção. Aos países periféricos ou emergentes cabe a produção industrial pesada e altamente poluente. Essa dinâmica revela a total incompatibilidade entre qualquer agenda ambiental séria e o ciclo de desenvolvimento nos países periféricos.

Diferentemente e distante dessa dinâmica, o Brasil se torna a grande pérola mundial, com a grande concentração de águas e riquezas naturais, o que cabe a nós, é simplesmente defender essas grandes riquezas e cobrar do mundo soluções para a defesa da vida e do meio ambiente em todo mundo.


Outro grave elemento da“crise estrutural de novo tipo do sistema capitalista” é a erosão da credibilidade e da legitimidade social das instituições de representação política e organização da vida comunitária que compõem o Estado moderno. Nas últimas décadas, governos aumentaram crescentemente e regressivamente a arrecadação de impostos para cumprir seus compromissos com os grandes capitalistas, enquanto buscaram todas as formas possíveis para se desonerar dos compromissos com a maioria da população. Os países (principalmente da Europa) assumem cada vez mais o seu papel de sustentáculo, inclusive financeiro, das grandes corporações.

Por outro lado, o fato de desfazerem-se dos compromissos sociais afasta a maioria da população dos compromissos com esses Estados, caminho oposto ao adotado por nossa nação, que nos últimos 10 anos, colocam com eficácia políticas de desenvolvimentos sociais e, com isso, as ótimas avaliações dos governos Lula e Dilma, que alcançaram recordes de prestigio popular.


Por outro lado, está aí à causa das crescentes abstenções nos processos eleitorais nos resto do mundo e a razão do desprestígio cada vez maior dos representantes políticos junto aos representados e sua sociedade.

Com isso, a Política Externa Brasileira adotada por Lula e Dilma é, sem dúvida alguma, uma das manifestações mais fraternas e solidaria para com a humanidade. Além de seguir construindo a harmonia na América Latina e Caribe, ela segue também, ajudando na materialização da integração Latino Americana. O apoio a Maduro nas eleições da Venezuela, só reforça ainda mais que o Brasil tem lado e um programa ideológico bem definido.

Além disso, a vinda da Copa do Mundo, das Olimpíadas, além de hoje termos um Brasileiro à frente da OMC, a cadeira (que quase esta vindo) no comitê de segurança da ONU, as premiações de Lula mundo a fora (inclusive a sua coluna no New York Times), entre tantos outros elementos, só mostram a importância e o papel protagonista do Brasil para o mundo.


Pedro de Deus Del Castro é assessor da Secretaria de Estado de Governo do DF (SEGOV-DF) e assessor do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do DF (CDES-DF)

sexta-feira, 7 de junho de 2013

DIREITOS HUMANOS Coetrae participa de reunião com Governador


Direitos Humanos - Coetrae Participa de Reunião com Governador

Com objetivo de tratar de assuntos administrativos e técnicos, reuniram-se no final da manhã de ontem (05.06), no Palácio Paiaguás, membros da Comissão Estadual de Erradicação do Trabalho Escravo (Coetrae), o Secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos, Luiz Antônio Pôssas de Carvalho, o Secretário Adjunto de Direitos Humanos, Valdemir Pascoal e o Governador do Estado de Mato Grosso, Silval Barbosa.

 Em busca de melhorias no desenvolvimento de suas ações, a Comissão apresentou reivindicações ao Governador, que se prontificou em verificar uma a uma e, dentro das possibilidades, atende-las na maior brevidade possível. 

Dentre as reivindicações da comissão estavam: a validade e a legalidade do cadastro de empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas a de escravos (lista suja do trabalho escravo divulgada pelo ministério do trabalho e emprego), a autonomia e uma estrutura administrativa que permita o funcionamento permanente da comissão, a execução de ações já aprovadas, transparência na gestão do Fundo de Erradicação do Trabalho Escravo (Fete), implantação do plano estadual de erradicação do trabalho escravo.

 O secretário Luiz Antônio agradeceu ao Governador por tê-lo recebido com os membros da Coetrae e colocou-se a disposição para contribuir em todas as execuções de projetos e decisões da Comissão.

Valdemir Pascoal 
Secretário Adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos do Estado do Mato Grosso

sexta-feira, 24 de maio de 2013

A Luta da Juventude começa a adotar nova roupagem e crescerá

Hoje esta mais do que claro para todas as forças políticas que a juventude é uma prioridade organizativa. É perceptível a volta de sua inquietude questionadora que, ainda de forma embrionária, se manifesta uma rejeição incipiente às formas dominantes de viver. Como vanguarda minoritária, isoladamente, se insurgem contra a polícia, o extermínio de jovens, a criminalização da maconha,  o machismo, o poder coronelista em alguns pontos do país, e aos partidos mais retrogradas.

Será preciso um enorme trabalho político para dar sentido a essa rebeldia volátil e conectar esta parcela da juventude na luta por uma política mais global e devemos atuar firmemente no Movimento Estudantil e nas lutas da juventude como um todo.

Embora não possamos antever a configuração do movimento que a rebeldia latente da juventude promete eclodir, podemos apostar que será um movimento de caráter juvenil e popular, autônomo em relação às instituições e corporações que não se adequarem a este momento e com fortes traços culturais. Mais do que estar preparado,devemos ajudar a pari-los e disputar sua hegemonia no sentido de conduzi-los para uma política mais ampla.

Faz-se urgente e necessário também, gestar um novo movimento que não seja só um ato de rebeldia com a cultura dominante, mas que consiga sim e muito, produzir algo novo, forte, tropical, democrático, ambiental, universal e humano, assim como a semana de arte moderna, a tropicália e outros representaram para suas respectivas gerações.

Por outro lado, a juventude no mundo é o setor que será mais agredida pela crise econômica mundial, e deve se preocupar e lutar contra as graves questões geopolíticas da atualidade, as ameaças à paz derivadas das políticas neocolonialistas e com as lutas dos povos e nações por um novo ordenamento econômico e político mundial.

No Brasil, os dez anos de governo PT caminhou na contra mão desse processo global, o Pró-Uni, a construção de novas universidades, as bolsas de estudo fora do Brasil etc., vai fazendo dessa juventude, numa escala de massas, a mais qualificada tecnicamente que o Brasil já teve. E se juntarmos isso, com a questão da grande criação de empregos que indiscutivelmente temos hoje, teremos um futuro mais nobre para essa nova geração.

Mas só isso não  basta, essa nova geração tem que lutar pelos seus direitos, direitos quais, que passam por lutas como a da Reforma Política e Eleitoral, Reforma Tributária e de lutas de natureza ambiental e de melhoramentos democráticos, principalmente na comunicação.

O PT esta no caminho certo, o PED, principalmente para a juventude, vai buscar uma perspectiva tática e estratégica, para essa geração seguir na consolidação de uma frente social e política de forças transformadoras e progressistas, defendendo o legado histórico do partido e o de Lula, que hoje estão sendo atacados por um setor coronelista, golpista e sem projeto.
A renovação de 20% suas cadeiras de direção para jovens, fortalecerá o papel de protagonista e dirigente, para que os novos quadros possam enfrentar esses desafios.

Neste quadro de gigantes desafios e responsabilidades,ainda temos de somar aos debates a questão de política de aliança e do processo eleitoral como um todo para 2014. Além de trilhar os caminhos de resistência à brutal ofensiva conservadora hoje em curso. E seguir na luta por mais Direitos aos Trabalhadores e conquistando mais avanços na pauta de Direitos Humanos, de defesa da soberania nacional e da paz.

Essa é uma tarefa irrecusável e inadiável das forças consequentes em sua opção política, para que possamosassim, seguir mais dez anos na construção de um Brasil onde a justiça social, a fraternidade e a solidariedade não sejam meros conceitos e sonhos e, sim, realidade e vida.
 



Pedro de Deus Del Castro

 

terça-feira, 21 de maio de 2013

Do novo ao novo - Cap. II


"O nome de Padilha é apoiado principalmente pela militância ávida por renovação de ideias, programas, propostas novas, de uma cara nova para o PT..." (Blog do Zé Dirceu) neste caso, o Ministro da Saúde Alexandre Padilha simboliza e simplifica um momento político brasileiro que exige do Estado Político uma reflexão e compreensão do que se configura a palavra de ordem do início deste novo século, “renovação”, como Fernando Haddad (PT) em São Paulo, Eduardo Leite (PSDB) em Pelotas – RS, entre vários outros em todo Brasil. É esperado e ansiado por grande parte da população um novo ambiente político, com ideias e comportamentos condizentes com o Brasil que queremos, ficou nítido nestas últimas eleições municipais o recado das urnas e é necessário analisarmos as vitórias e derrotas como reflexo de uma aspiração social comparativa à evolução e o crescimento sócio econômico, sócio cultural e os indicadores sociais referentes a gênero e idade da população brasileira. Vivemos em um novo momento político e econômico e é necessário que todos avaliem assim, concordando com a aplicabilidade do projeto nacional ou não. Grupos mais conservadores ou que sofrem grande influência do mercado podem ser contrários às políticas e a forma como o Estado é conduzido, mas, não podem negar a exposição global e a influência do Estado brasileiro na atualidade, muito menos negar a força e a inclinação do mercado interno para o fortalecimento do país. Tudo isso reflete diretamente no cotidiano do brasileiro em diversas escalas e em cada uma delas, velhas práticas e modelos de gestão, não se encaixam mais no perfil do brasileiro.

Neste texto não direciono o arco de reflexão a questões ideológicas tão somente, a percepção do novo vem do cotidiano, não é uma necessidade de partidos de esquerda, centro ou de direita, é uma necessidade política do país que vai além das bandeiras pré-definidas, nada do que se propõem hoje é diferente do que se discutiu ao menos nos últimos 20 anos. Reitero a palavra “novo” como afirmação de um contexto de produção teórico e de comportamento, elevando o sentido a compreensões de estrutura social da pratica do fazer, ser e propor. A necessidade de mudar do povo brasileiro não vem da ideia de se construir algo totalmente original ou exclusivo, é preciso perceber as insatisfações ligadas ao cumprimento de regras simples, de comportamento social e educacional. As maiores críticas foram transformadas em votos característicos do discurso ou o que o voto cria de efeito prático no resultado final da eleição, não cabem apontamentos ou analise de cada mandato ou voto neste contexto especificamente, e sim uma reflexão macro sobre a mudança de comportamento da sociedade brasileira em vários âmbitos e aspectos, obviamente, compreendendo as variações regionais e a interferência da grande mídia e o impacto causado pelas mídias alternativas, o poder de influência dessas ferramentas e o quanto a sociedade é influenciada por elas. Uma grande dicotomia assola uma massa descontente e sem poder de analise mais profunda da nova classe média, ao mesmo tempo em que se nega a política se vive dela, desde o custo da energia ao valor do custo do transporte público, são decisões e valores reflexos de conceitos da política acrescentados de conteúdo econômico ou de planejamento governamental, mas, no fim a soma dos tributos, impostos e juros aplicados ao mercado capital ou não, sofrem diretamente influência política interna e externa.  

Este conceito comum sobre a política e quem a pratica no país caiu em descrédito, os partidos políticos que não envelheceram e perderam o diálogo com a sociedade, envelheceram suas lideranças e perderam base social ou nunca existiram de fato dentro de uma estrutura político-partidária que contribua de alguma forma para a vida pública do país, as exceções neste caso também entram no grupo de partidos que vem envelhecendo e precisam se renovar. Por conta disso, o discurso apartidário toma dois sentidos dispare, o primeiro é o afastamento da sociedade e o desinteresse pela vida pública, o segundo é a manobra estratégica de reduzir o papel do partido, transformando figuras e personificando o debate ampliando o papel dos pequenos partidos. Os dois sentidos são maléficos do ponto de vista democrático, não constroem ou melhoram o bem estar social, muito menos contribuem para mudar qualquer ordem política que seja, serve somente para benefício individual de quem replica a ideia ou de um grupo específico que ganha com o enfraquecimento das estruturas partidárias sólidas. Neste sentido, o que seria natural se tornou diferente, e costumes e práticas de cidadania comuns a todos se tornaram feitos e bandeiras políticas, tudo isso na conta do empobrecimento do debate político, da superficialidade dos discursos e da pauta criminal dos jornais quando se referem à política; transformou-se ética, coerência, honestidade em bandeiras políticas. Estrategicamente, orquestrado por grupos econômicos ou não o fato é, temas que deveriam ser naturais e comuns na sociedade acabam ocupando o espaço de grandes debates da nação que deveriam ser prioridade da agenda nacional (reforma tributária, 100% do Pré-Sal para educação, reforma política, maioridade penal, união homoafetiva, etc.).  

No resumo geral é a população que esta ávida por renovação de ideias, programas, propostas novas, e caras novas para os partidos políticos brasileiros, quem tiver condições de alcançar este patamar sai à frente dos outros. Vejo nos dois maiores partidos do país condições estruturais para conquistar este espaço, tanto o PT quanto o PSDB desfrutam de base social e instrumentos internos que podem traçar um caminho sólido, de renovação em âmbito nacional. É claro que existem variações dentro de todo este contexto, a ideia central não é traçar as divergências ou convergências que afluem em qualquer paradoxo e sim concentrar a analise de forma difusa, possibilitando uma analise contínua do ambiente social, econômico e político, de forma ampliada não atendo como regra a realidade geral a partir de nossa própria realidade de vida, limitando assim o campo de visão, não permitindo ver para além dos muros de nosso próprio convívio social. Se buscarmos uma linha clara de diálogo e de interesses consensuais na agenda nacional, poderemos clarear o ambiente e seguir na construção de um país forte, competitivo, moderno e sólido. Importante é todos terem a dimensão de que o Brasil é maior que o nosso individualismo e interesses pessoais.


 Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) os dados referentes

Número de candidatos e prefeitos eleitos por faixa etária
Faixa etária
Candidatos
Eleitos
Até 25 anos
151
(1%)
44
(0,79%)
Entre 26 e 45 anos
5.665 (37,44%)
2.147 (38,95%)
Entre 46 e 65 anos
8.510 (56,25%)
3.061 (55,53%)
Acima de 65 anos
801
(5,29%)
206
(4,71%)
Fonte: Tribunal Superior Eleitoral (TSE)

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O PAPEL DA EDUCAÇÃO NA DIMINUIÇÃO DA CRIMINALIDADE ENTRE MENORES

Um tema que atualmente toma conta dos debates políticos e que tem
defensores e opositores é a redução da maioridade penal. Como educador
que deixar uma reflexão sobre o assunto.

Sobre o assunto me posiciono favorável ao tema, pois acredito que a
falta de punições à altura tem contribuído para o aumento da
criminalidade entre menores, mas, e esse é um “MAS” bem maiúsculo,
essa não é nem de longe a principal ou a melhor solução.

Vários estudos comprovam que a falta de interesse das crianças na
escola, a evasão escolar, a falta de condições de frequentar as aulas
e o fraco desempenho favorecem a criança para que entre na criminalidade. Nem vou entrar em outros méritos como a pobreza e a desestruturação familiar.

O que fazer? É necessário, urgentemente, repensar nossas políticas públicas na educação. São necessários novos métodos e novas metodologias para tornar nossas salas de aulas mais atrativas, mais interessantes e mais cativantes. O ensino puro e simples já se mostra ultrapassado diante uma população juvenil mais pensante e crítica.

É preciso criar meios para evitar gastos de bilhões anuais com a criminalidade e suas consequências e aplicar os recursos em novas políticas educacionais.

Somente a título de exemplo em como a educação, não somente a escola, mas a formação como um todo pode contribuir para a diminuição da criminalidade. Sou Diretor de uma instituição que ministra cursos preparatórios para alunos do ensino fundamental e médio para que eles possam tentar o ingresso nas academias militares. As aulas acontecem todos os dias, no contraturno do colégio e aos sábados temos aulas de educação física. É incrível ver como a autoestima deles muda quando vestem a camiseta do curso, quando estão na sala de aula conhecendo as peculiaridades de cada academia militar e ver nos rostos a esperança de que um dia viverão dias melhores. É claro que nosso curso é pago, mas o que quero ressaltar é que temos condições de levar nossos
jovens, através da educação e da formação, a sonhar mais alto do que somente fazer sucesso com um “lek lek lek” (nada contra ou a favor de quem canta ou gosta).

Temos que formar nossos jovens para que a curiosidade deles seja alimentada com aquilo que os levará além.

De outro lado, quando olho da janela da minha sala para a praça do relógio no centro de Taguatinga, vejo dezenas de jovens sem perspectiva e sem sonhos, entregando seu futuro às drogas e à criminalidade.

A educação não é a salvação da lavoura, mas com certeza é um belo início para minorar o crescente problema social que temos vivido.



Prof. Charlie Rangel

Graduado em Administração de Empresas e Teologia

Especialista em Gestão Escolar e Auditoria