sábado, 7 de dezembro de 2013
Sábado, 30 de novembro de 2013.
domingo, 6 de outubro de 2013
2014 começa aqui.
5) O PSOL é outro partido que poderá também dar seu recado nesta eleição, com a escolha de Marina o PSOL poderá finalmente firmar uma aliança forte no cenário nacional, ratificando os passo de Marina e Eduardo Campos, consolidando assim uma chapa orgânica de centro-esquerda, reorganizando politicamente parte do Campo Democrático e Popular. Ou, poderá assim como o PPS, optar por uma chapa própria sem alianças, mantendo o racha dos partidos de esquerda.
6) Neste cenário o PSB e a Marina entregaram um importante presente ao Partido dos Trabalhadores, meu e da Presidenta Dilma. A grande oportunidade de afinar o discurso, apresentar ao país uma pauta mais desenvolvimentista, com uma agenda política clara progressista e de esquerda, repactuando nacionalmente com suas principais bandeiras socialistas. E após as eleições, se conseguir reeditar suas últimas vitórias, poderemos ver uma repactuação dos partidos da esquerda brasileira no último mandato da Presidenta, o que possibilitará ao Partido dos Trabalhadores e o Governo Federal enfrentar reformas que diariamente são refutadas pelo congresso atual, para além de reencontrar seu eleitorado. Ou, poderá acirrar a disputa eleitoral a ponto de se distanciar destes partidos e novamente se tornar refém da relação congressual com os partidos nanicos atrasando um pouco mais as reformas que o Brasil precisa enfrentar.
7) De tudo, o que também poderá acontecer é, caso o PSB compreenda a necessidade de ampliar a aliança para fortalecer seus palanques nos Estados, nada melhor do que priorizar o Distrito Federal, aonde a ex-Senadora teve mais votos e possivelmente maior apoio entre parlamentares. Nada mais óbvio do que uma candidatura ao Senado para ter uma sobrevida de mais 8 anos no cenário político, já que uma nova derrota fragilizaria muito seus planos futuros ou quem sabe até mesmo um plano mais ousado, lançando Marina a candidata ao palácio do Buriti, correndo o risco de ver sua candidatura ser rejeitada por um eleitorado cansado de forasteiros, porém, um palanque que cairá formidável na imprensa nacional possibilitando divulgar a parceria projetando Eduardo Campos para além do Nordeste aonde Lula é Rei.
É importante lembrar que Marina Silva e Eduardo Campos são ex-Ministros do Governo Lula. Marina perdeu espaço no Governo e no Partido com o fortalecimento de Dilma e decidiu construir sua própria trajetória partidária, Eduardo Campos se manteve na base de apoio do Governo durante os 11 anos de Governo PT, até o fim do prazo de filiações deste ano de 2013 na oportunidade de disputar as eleições presidenciais. Sinal de que o Governo deu certo e projetou importantes quadros para a política nacional.
terça-feira, 9 de julho de 2013
DAR SENTIDO A ESSA REBELDIA, É O MAIOR ENSINAMENTO DE 68
França Maio de 1968
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| Greve Geral em maio de 68 na Praça da Liberdade em Paris, França |
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| Passeata dos Cem Mil na Cinelândia, Rio de Janeiro |
A discussão sobre sexo nas salas de aula, o avanço da moda que era reflexo da rebeldia daquela geração, o uso da pílula anticoncepcional, que provocava mudanças no comportamento da mulher brasileira, o uso da maconha pela classe média alta, muitas vezes até como posicionamento político e ideológica, a referência e necessidade de leitura de autores que tinham uma visão revolucionária como: Karl Marx, Feud, Satrer, Guevara e etc.
No cinema, no teatro, na poesia e na música, essa geração conseguiu mostrar seus talentos, pensamentos e buscar o conflito com o arcaico e o retrogrado. O surgimento da Tropicália é uma das mais importantes manifestações culturais dessa juventude, pois ela nasce através de uma imensa necessidade de expressar, através da arte, o momento que o Brasil vivia. Enfim era uma geração eufórica, avançada, criativa e com muita sede de cultura em todas as áreas da vida.
E da mesma forma que na França o Brasil vivia em clima de tensão pelo comando militar presidencial que imperava nos dois países. Aqui, quatro anos depois do Golpe Militar, os governantes continuaram com o regime ditatorial, só que de forma mais dura e brutal, censura cultural e de direitos, cassações políticas, torturas, exílio e repressão eram as características principais da política brasileira. Os estudantes e trabalhadores sindicalizados tiveram cassada por lei à participação nas questões políticas e vedada qualquer organização de manifestação. Diante de tanta repressão e perseguição, a indignação tomou conta e estudantes, trabalhadores, intelectuais, artistas e diversos setores da sociedade sentiram a necessidade de criar um movimento de resistência que lutaria contra tudo isso.
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| Velório de Edson Luiz Lima, morto com um tiro no peito |
Como na França o endurecimento do Governo com a repressão militar e o uso excessivo da força policial foram o estopim social para ascender a inconformidade e o desejo de mudança, no Brasil o fato que marcou a ascendência popular foi a morte do estudante Edson Luiz Lima Souto que chocou todo o país. Durante o seu enterro houveram várias demonstrações de indignação com o sistema que pairava na sociedade brasileira, milhares de pessoas revoltadas se reuniram em frente à Assembleia Legislativa para prestar a última homenagem e o último adeus a Edson Luis.
A situação era difícil para os estudantes e trabalhadores, à repressão contra os movimentos estudantil e sindical era implacável, um exemplo deste fato foi o chamada “sexta-feira sangrenta”, estudantes, trabalhadores, membros de partidos e grupos de esquerda juntamente com boa parte da sociedade civil, enfrentaram a polícia. Esse enfrentamento resultou em mortos e feridos, entre eles um soldado da Polícia Militar. Nesta “sexta-feira sangrenta”, o Rio era reflexo do movimento "Maio de 68" que acontecia em Paris.
A violência só aumentava, e os movimentos de esquerda, naquela altura já clandestinos não se rendiam. Os estudantes, com o apoio da classe média e moradores do Centro e da Zona Sul do Rio de Janeiro conseguiram organizar uma das maiores passeatas registradas até então no país durante aquele período. A Cinelândia foi tomada com mais de cem mil pessoas, registrando assim a simbólica “Passeata dos Cem Mil”, a maior demonstração de luta e resistência social contra a Ditadura Militar.
Com a repressão instaurada pela Ditadura, o uso da força militar e policial, a inteligência do Estado sendo utilizada como instrumento para desmobilizar e desconstruir os grupos organizados, a contraiformação pautando as ações do Estado nas rádios, que subsidiariamente, na grande imprensa, conseguia falsamente implantar informações errôneas, taxando como terroristas aqueles que lutavam pela liberdade de expressão e pela democracia, sendo estas as táticas utilizadas pelo comando do Governo Francês para fragilizar e desnutrir o movimento grevista, assim também no Brasil os movimentos de esquerda, estudantil, os trabalhadores organizados, aos poucos perderam força e em 13 de dezembro de 68, durante o governo do general Costa e Silva, foi estabelecido o Ato Institucional Número 5 (AI5). Esse ato legitimava a censura prévia a todos os meios de comunicação e controlava rigorosamente qualquer produção cultural. O Ato Institucional Número 5 se estendeu até 1978 e foi o período mais rigoroso da história política do Brasil.
Brasil 2013
Nos últimos anos, as rebeliões populares no mundo árabe, em países da América Latina e em partes da Europa, mostram um novo acordar e ressurgir de indignação da sociedade e principalmente da juventude, protagonista das maiores manifestações populares deste novo século. No mundo afora, jovens que sonham e buscam liberdade, direitos, queda de planos econômicos, dão o tom de rebeldia contra o velho mundo ocupando espaços públicos como as praças e ruas, entregando um recado claro ao sistema, com gritos, faixas, cartazes e camisetas. Evidente se torna a necessidade de retomar por parte do povo os Direitos e as Negações. No Brasil tivemos a geração da resistência à ditadura e àquela da transição democrática, seguida pela que resistiu ao neoliberalismo dos anos 90 e a geração de hoje, que busca aperfeiçoamento do instrumento democrático, um convívio mais harmônico com a cidade e o meio ambiente, o fim dos preconceitos, e, em geral, melhor qualidade de vida.
É preciso negarmos a nós mesmos, viventes do atual modelo político, para fazermos uma autocrítica e uma análise realista do momento político e social que vivemos, importante também avaliar qual tem sido nossa contribuição para sua melhoria ou estagnação, as contradições e contemporizações deste modelo político e o reflexo disso na sociedade durante anos. O povo que foi às ruas proporcionou um significado às suas próprias insatisfações clamando por sinceridade, honestidade, ética, compromisso, cumprimentos de promessas, palavras e acordos. Estes temas, pautados de Norte a Sul do país, apresentavam como mérito de conduta em todas as mobilizações, a insatisfação geral, questionando a representatividade das esferas de poder e representação social. Obviamente, parte de toda inquietude é manipulada por informações de interesses, que conflitam com a realidade. Sobre este assunto, é importante observar que à disputa de poder passa pela gestão da informação e pelo novo modelo de comunicação social por parte das redes. Mas, antes de dar qualquer sentido aos atos que tomaram as ruas do país é necessário conectar esta parcela da juventude na luta por uma política mais global.
13 de Junho de 2013
| Tomada do Congresso Nacional em Brasília, Marcha do Vinagre |
Embora não possamos antever a configuração do movimento que a rebeldia latente da juventude promete eclodir, podemos apostar que será um movimento de caráter juvenil e popular, autônomo em relação às instituições e corporações que não se adequarem a este momento, e, com fortes traços culturais. O recado das ruas tem sido claro, e com a ampliação de direitos, a democratização do acesso a universidade, o crescimento da economia interna e externa, o poder de compra, e, a ascensão das classes sociais atingimos um outro patamar de estrutura social, obviamente, aumenta-se o nível de exigência por parte da população. A cobrança é consequência do crescimento e da evolução econômico social do país.
Todos os componentes desta estrutura política - partidos, sindicatos, organizações sociais, movimentos organizados e a esquerda -, dentro desta esfera de disputa de poder, precisa produzir um novo ambiente de diálogo, atualizando e avançando em novas propostas de modelo de gestão de Estado e organização social. O espaço de disputa social é contínuo, assim também é a evolução da comunidade com a chegada de novas tecnologias e o acesso prático à informação, condutor geracional. Mais do que nos prepararmos, devemos disputar a hegemonia do senso comum, no sentido de conduzi-los para uma política mais ampla. Porém é necessário rever nossas posições e propostas, zerar nossas bandeiras observando o que já foi alcançado e apontado, nos norteando para o avanço.
Partido, Governo e Movimentos Sociais
O PT e o Governo possuem condições objetivas para dialogar com os jovens a partir de suas bandeiras e seu projeto de país, mas, para isso, principalmente o Partido dos Trabalhadores, precisa ir além das sinalizações e congressos, precisa efetivamente ampliar seus interlocutores e atores políticos, possibilitando construir novas pontes de diálogos com esta nova geração, renovando sua linguagem e seu modelo de gestão interno, ampliando seu lastro social, construindo um ambiente de interação com a comunidade, convocando-a e convidando-a à participar dos fóruns de debate e escolha de seus candidatos, assumindo como prioritários temas como os ecológicos, os culturais, os das redes alternativas, os da libertação nos comportamentos sexuais, em um novo modelo de gestão urbana, entre outros. Falar aos jovens, mas acima de tudo ouvi-los, recepcionando de forma madura e conexa suas reivindicações, tanto para dentro do partido quanto para fora, tanto para dentro do governo, quanto o governo fazer dessa escuta ferramente de comunicação social e resposta de gestão para fora. Devemos ter a consciência de que os que foram as ruas são a ponte do futuro, do novo e que só construiremos esse futuro de forma sensata colocando-os em primeiro plano ou teremos um futuro triste, opaco, sem a alegria, sonhos e utopia, até que eles se levantem e busquem a luz, por si só, mas, se assim for, não teremos aprendido com o ano de 1968. Tão Longe e tão perto!
Não me importam os seus atos Eu não sou mais um desesperado Se ando por ruas quase escuras As ruas passam...."
Este texto não busca analisar o comportamento social e o reflexo das manifestações na sociedade brasileira, estas análises somente serão possíveis e cabíveis de compreensão com o passar dos anos. Contudo, os que foram para as ruas em todo o país, marcharam uníssonos, rebeldes, contextualizados e descontextualizados, com verdades naturais e verdades criadas, com suas bandeiras de luta e de rua, bem como com bandeiras compradas e manipuladas, cantaram e entoaram como se estivessem acordando verdadeiramente um Gigante sonolento, adormecido, que acordará atordoado e sonolento, sem rumo, sem prumo, saindo de casa atabalhoado, convocado pelos amigos e inimigos, sem ler o recado que sua mãe, a Pátria Amada, gentilmente deixou grudada em sua geladeira, que enquanto ele dormia, a vida corria, sem paradas e com muitas jornadas.
Texto de Fernando Neto e Pedro Del Castro
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| Fernando Neto |
| Pedro Del Castro |
quinta-feira, 27 de junho de 2013
O maior #FlashMob do mundo
O saldo foi muito positivo para o país, colocou a necessidade de democratização dos meios de comunicação, incluiu na agenda da comunicação social a importância das mídias livres e as redes sociais, mostrou pra população a importância de manifestar, de fazer política, fortaleceu a agenda da Reforma Política, incluiu o crime de corrupção na lista de crimes hediondos, decretou ao menos na câmara a destinação de 75% dos Royaltes do Petróleo para educação e 25% para saúde como já defendia a Presidenta Dilma, ampliou o debate do Passe Livre Estudantil na pauta do Congresso Nacional e do Governo Federal, ligou um alerta vermelho aos partidos políticos e a necessidade de repensar sua estrutura atual e deixou claro que a opção dos que foram as ruas é por mais Estado. O saldo negativo talvez seja mais profundo e caricato do que muitos perceberam, o vazio e a superficialidade das propostas e opiniões da população, a reprodução automática e cartesiana das informações pelos manifestantes, a fragilidade das instituições políticas, a manipulação descarada da informação pelos meios de comunicação, o baixo nível da disputa política, o envelhecimento das lideranças políticas do país e talvez um dos piores dados o alto índice de criminalidade, marginalidade, intolerância e a arrogância por parte de uma parcela específica da sociedade. No espetáculo das ruas o maior resultado foi do povo brasileiro!
Wikipedia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Flash_mob
domingo, 16 de junho de 2013
Resposta a um amigo!
O Brasil não é perfeito, não é a maior potência mundial nem muito menos o país com o maior índice de desenvolvimento humano, muito menos o mais desenvolvido, temos problemas graves de infra-estrutura em todas as áreas principalmente na educação e eu sou filho dessa educação burra, limitada, frágil, incompleta e descartável, eu sou filho da insegurança crescente, do desaforo, do palavrão, sou filho da economia pequena, fraca, quebrada, em crise, filho de um país censurado, medíocre aonde as pessoas lutam pelos seus umbigos, pelos seus próprios sonhos e desejos e por mais nada, fui criado por uma sociedade hipócrita que mente, esconde, cria subterfúgios e situações para se dar bem, que sobe encima dos outros pra ficar no lugar mais alto, sou filho do jeitinho, dos 10% que hoje viraram 30% e amanhã será 40%, sou fruto de uma comunidade que mata por dinheiro pequeno, por tênis, celular, mata porquê não tem dinheiro pra dar, mata porquê esbarrou, falou, olhou, apontou, mata porquê bateu o carro, uma comunidade que deu preço a vida e ela só vale 30 reais ou menos, sou filho da mentira e da ilusão dos que são sozinhos mas sua arrogância faz falar por todos, sou filho do pai que exige respeito e fidelidade mas trai a mulher com a empregada e não quer pagar a ela o FGTS, sou filho de uma cidade que poucos, tem muito e muitos tem pouco, e o pouco que tem se não votar em quem tem muito, perde tudo! Sou ignorante é inevitável porém eu luto pra mudar e isso só se faz com o tempo, determinação, projeto, com vontade não defendo a Dilma ou o Zé Dirceu por serem semi-Deuses faço isso por eles representarem um projeto de transformação de um país podre, abençoado por Deus e bonito por natureza que enaltece o arrogante falido e julga o pobre de nome limpo! Eu amo esse país e por isso luto por ele, não com vaias ou aplausos, mas, com o pouco que posso contribuir.
Não sei quantos do Nordeste, do Norte, do Sul eu conheço sei que são poucos não posso falar por eles, falo por mim!
segunda-feira, 10 de junho de 2013
OS ENSINAMENTOS DO BRASIL E A CRISE ECONÔMICA GLOBAL.
O Brasil mesmo que de longe, observa a manifestação mais drástica e prolongada da“crise de novo tipo do sistema capitalista mundial”. Uma crise estrutural e global, que se manifesta de forma naturalmente desigual, mas que se combina, entrelaçando todo o sistema mundial de produção de mercadorias.
Seus sintomas se apresentaram há algumas décadas e da periferia mundial, desenvolveu-se em direção ao centro do capitalismo mundial. Suas causas principais localizam-se no prolongado processo de acumulação de capital combinado com a elevação progressiva da potência científica e tecnológica dos meios de produção multiplicada, sobretudo após a revolução científica e tecnológica que se expressou na explosão da informática, da química fina, da robótica e etc.
Uma parcela cada vez maior do capital acumulado foi se deslocando para a especulação financeira, convertendo-se em capital fictício, já que não poderia ser reinvestida diretamente no sistema produtivo, sob pena de levar ao colapso o sistema de produção de mercadorias. Assim, duas marcas preponderantes do capital monopolizado e financeirizado – a financeirização e o desemprego– nunca foram bolhas ou desequilíbrio conjuntural. Então, desde meados da década de 1970, transformaram-se em elementos estruturais de uma crise potencial de superprodução permanente e de exclusão continuada da força de trabalho humano do processo de produção. Vários (episódios) prenunciaram uma “débâcle” acentuada da economia mundial, entre as quais o altíssimo nível de desemprego nos países desenvolvidos, os crescentes déficits orçamentários, a crise das “pontocom”, as crises da Rússia, México, Argentina e Tigres asiáticos, dentre tantos exemplos.
***(DÉBÂCLE termo econômico) s.f. Palavra francesa. Mudança brusca que acarreta desordem ou ruína financeira.
/ Derrota; desastre, ruína, ruptura dos gelos; mau resultado, derrocada, ruína, colapso, falência.***
Cada nova tentativa das classes dominantes demandou enormes esforços, desgastes políticos, queimas fabulosas de capital, alcançando somente alívios efêmeros, aos quais se seguiram o retorno dos sintomas e de um quadro geral ainda mais agravado. Os custos humanos ambientais e econômicos foram elevadíssimos e não é difícil prever que o metabolismo do monstro em agonia consumirá ainda mais sacrifícios na tentativa de recuperar-se. Entretanto, parece que com a eclosão da crise mundial inaugurada em 2008, com a quebra do Banco Lemann Brothers, chegamos ao tempo em que a crise pode assumir a forma da existência do próprio capital. Suas manifestações se alternam em ciclos cada vez mais fugazes se confundindo numa relação de essência e aparência.
Vale lembrar que o Brasil nadou contra essa maré, o modelo econômico adotado pelos governos Lula e Dilma conseguiu muito mais do que sobreviver em meio à crise. Com Lula e Dilma, conseguimos ensinar ao mundo o que fazer e como fazer para prosperar em meio a tais dificuldades, ou seja, enquanto o mundo quebra, o Brasil gera emprego e renda, estimula o consumo interno e hoje caminha para o fim da extrema pobreza.
Taxa de desemprego em alguns países: Espanha 25%, França 10%, E.U.A 8,2% e Brasil 4,4%. A crise ambiental é o maior impasse do capitalismo em sua atual crise econômica global. A escassez de energia, água potável, terras cultiváveis e todo tipo de recursos naturais renováveis se soma às mudanças climáticas e aos impactos imprevisíveis da acelerada extinção de grande número de animais e de vegetais responsáveis pela manutenção de elos preciosos da cadeia alimentar.
Diante de um quadro tão grave, os governantes dos países reunidos na COP 15 se declararam incapazes de constituir um fundo com irrisórios 100 bilhões de dólares para combater os efeitos mais emergentes das catastróficas mudanças climáticas previstas pelo IPCC (Painel Intergovernamental do Clima). O Brasil mais uma vez acerta em sua posição de cobrar a fatura dos países mais ricos, já que os mesmos são os que mais poluem e fazem isso por muito tempo.
Ao redor do mundo, grandes empresas alardeiam políticas de sustentabilidade, ocultando que, em última instância, a incontornável necessidade de expansão permanente da produção e consumo de mercadorias reduz seu discurso ambientalista à mera propaganda.
A depredação do meio ambiente também reflete a divisão internacional do trabalho, com a exportação para o terceiro mundo das indústrias intensivas em consumo energético e de materiais, bem como emissoras de grandes volumes de poluentes. Esse processo possibilita uma compatibilização da agenda ambiental com a dinâmica do desenvolvimento do capitalismo nos países centrais, cujo crescimento econômico é cada vez mais alicerçado na tecnologia da informação, nos serviços financeiros e na pesquisa científica, com a consequente desmaterialização da produção. Aos países periféricos ou emergentes cabe a produção industrial pesada e altamente poluente. Essa dinâmica revela a total incompatibilidade entre qualquer agenda ambiental séria e o ciclo de desenvolvimento nos países periféricos.
Diferentemente e distante dessa dinâmica, o Brasil se torna a grande pérola mundial, com a grande concentração de águas e riquezas naturais, o que cabe a nós, é simplesmente defender essas grandes riquezas e cobrar do mundo soluções para a defesa da vida e do meio ambiente em todo mundo.
Outro grave elemento da“crise estrutural de novo tipo do sistema capitalista” é a erosão da credibilidade e da legitimidade social das instituições de representação política e organização da vida comunitária que compõem o Estado moderno. Nas últimas décadas, governos aumentaram crescentemente e regressivamente a arrecadação de impostos para cumprir seus compromissos com os grandes capitalistas, enquanto buscaram todas as formas possíveis para se desonerar dos compromissos com a maioria da população. Os países (principalmente da Europa) assumem cada vez mais o seu papel de sustentáculo, inclusive financeiro, das grandes corporações.
Por outro lado, o fato de desfazerem-se dos compromissos sociais afasta a maioria da população dos compromissos com esses Estados, caminho oposto ao adotado por nossa nação, que nos últimos 10 anos, colocam com eficácia políticas de desenvolvimentos sociais e, com isso, as ótimas avaliações dos governos Lula e Dilma, que alcançaram recordes de prestigio popular.
Por outro lado, está aí à causa das crescentes abstenções nos processos eleitorais nos resto do mundo e a razão do desprestígio cada vez maior dos representantes políticos junto aos representados e sua sociedade.
Com isso, a Política Externa Brasileira adotada por Lula e Dilma é, sem dúvida alguma, uma das manifestações mais fraternas e solidaria para com a humanidade. Além de seguir construindo a harmonia na América Latina e Caribe, ela segue também, ajudando na materialização da integração Latino Americana. O apoio a Maduro nas eleições da Venezuela, só reforça ainda mais que o Brasil tem lado e um programa ideológico bem definido.
Além disso, a vinda da Copa do Mundo, das Olimpíadas, além de hoje termos um Brasileiro à frente da OMC, a cadeira (que quase esta vindo) no comitê de segurança da ONU, as premiações de Lula mundo a fora (inclusive a sua coluna no New York Times), entre tantos outros elementos, só mostram a importância e o papel protagonista do Brasil para o mundo.
Pedro de Deus Del Castro é assessor da Secretaria de Estado de Governo do DF (SEGOV-DF) e assessor do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do DF (CDES-DF)





