domingo, 27 de novembro de 2022

VERDADES ESCRITAS PARA VOCÊ

Eu precisava escrever uma verdade para você saber... você é minha história de amor e eu sinto tanto a sua falta que dói, não tem nada que eu queira mais na vida do que te fazer sorrir.

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

POEMA REVELADO


Meus motivos, você sabe...

Quando escrevo não há outro motivo, é só para chamar sua atenção, estou escrevendo para encher o pote da saudade, quero que derrame, transborde, inunde a vida, que volte, você sabe. Aproveito para escrever enquanto não consigo falar, acho que você gosta até mais de ouvir do que quando escrevo e preste atenção, quando eu puder falar será só para arrancar do seu rosto um sorriso, dos seus olhos aquele brilho, ter sua atenção, dizer ao mundo que é só para você (paradigma). As palavras escritas ou faladas ganharam mais sentido, a vida, o tempo, presença, ausência, tudo o que da gosto ganhou tonalidades intensas, detalhes que só posso contar de perto, junto com aquelas histórias antigas, agora também tem novas que vou incluir narrativas, algumas exageradas, disso você também sabe. O motivo é, você sabe... 

segunda-feira, 29 de agosto de 2022

POEMA REVELADO

EU SOU BREGA, ME PERMITA


Eu queria te dizer tanta coisa,  

a principal delas é que amo você,

as outras tem o mesmo sentido, 

com outras tonalidades. 


O resumo será o mesmo, o sentido também, 

as conotações não, essas tem diferenças, 

porque cada dito que "te amo" tem um tempo, espaço, momento,

mas ao fundo, levam ao mesmo lugar, neste amor pronunciável e gritado.


Tão brega e clichê,

sejamos assim, 

com sua permissão,

eu amo você.



Poema escrito há muito tempo à Baunilha

quinta-feira, 14 de julho de 2022

Poesia para eternizar

 Amor que serena, termina?


Amor que serena, termina?

começa? que nova 

velhice o espera para viver?

qual fulgor? Amor surgindo

de si mesmo a si mesmo sendo

também memória de si

comendo

de si, que velha

sombra chupará sua nuca? Oh pestes

que visitaram meu país

atacaram se foram

alheias como o vento


Amor que serena, termina?


Juan Gelman


segunda-feira, 20 de julho de 2020

Em festa, os testes chegaram...

Ainda não consegui ficar contente com as vacinas que serão testadas no Brasil já a partir desta semana vindos da China, França e da universidade Oxford na Inglaterra. Não muito tempo atrás eram usados países da África para testes de vacina e medicamentos. A Etiópia na África Oriental durante décadas foi o maior laboratório mundial de testes em humanos, o primeiro passo de testes em humanos de qualquer medicamento em primeiro passava por lá, antes ou por vezes sem passar até mesmo pelo polêmico testes em animais considero uma ação desumana, anti-humana, racista e hoje viramos o epicentro disso.

segunda-feira, 18 de maio de 2020

Poemas que me inspiram

Pneumotórax


Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.
A vida inteira que podia ter sido e que não foi.
Tosse, tosse, tosse.

Mandou chamar o médico:

- Diga trinta e três.
- Trinta e três... trinta e três... trinta e três...
- Respire



---------------------------------------------

- O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.
- Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?
- Não.


  A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.



Manoel Bandeira, 1930

Poemas que me inspiram

Cântico negro

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!

José Régio, 1926

terça-feira, 29 de outubro de 2019

O que significa Ernesto Araujo?

Ernesto Araújo é uma vergonha para a diplomacia brasileira, independente do posicionamento político ou inclinação econômica, todo Itamaraty e a política externa das Forças Armadas relevam suas sandices por pragmatismo e sobrevivência, afinal uma crise interna explodiria todos dentro do governo ou o próprio governo. Pequeno, venal e medíocre, inferior ao cargo que ocupa, busca sempre o conflito e o descrédito de quem ele julga ser "inimigo", torna-se infenso do mundo e louvaminheiro Yankee. Seus antecessores desde a monarquia presaram por bom diálogo, equilíbrio e respeito a Soberania de Estado, somos reconhecidos (ou eramos) por essa postura diplomática. Ernesto Araújo é venal em suas opiniões e se sente confortável em pronunciá-las, não merece mais que algumas linhas de texto para ser criticado, de bom mesmo ainda não teve nada, só prejuízos financeiros e escândalos pitorescos na APEX, seu legado é proporcional.

Fernando Neto
Ex Secretário de Estado do GDF

terça-feira, 11 de setembro de 2018

Nota rápida sobre o PSDB e as eleições 2018

Disso só penso o quanto os Tucanos devem estar arrancando as penas de arrependimento de terem se guiado pelas aventuras de Aécio Neves e companhia, potencializado perseguições e injustiças contra Lula e capitaneado com Michel Temer a ruptura democrática do pacto social e político da nossa Constituição Federal de 1988 como fizeram. O PSDB até aqui são os maiores derrotados destas eleições, lhes resta tentar manter uma bancada representativa que seja! Porém, tudo isso piora a condição de governabilidade seja quem for o vencedor principalmente se for do campo progressista, será uma sopa de letras pior que dos anos anteriores. O PT fará uma grande bancada, importante, mas, o centro e a direita se dissolverá entre lunáticos, extremistas e negociadores em sua maioria e este será o nosso congresso, o nosso centrão 2019, apertem os cintos! Fica o ensinamento para o futuro, toda ação irresponsável na política gera consequências futuras, desequilíbrio, extremismos, escuridão, abrem-se o portal do hospício para alguns “baterem palma pra doido” (dito popular).

Nota rápida sobre Jair Bolsonaro e o ataque em Juiz de Fora

A hora é de denunciar a violência e se posicionar contra qualquer manifestação que minimamente sugira isso! Jair Bolsonaro erra ao pregar a violência, o armamento, o insulto, mesmo assim ninguém tem o direito de agredir outra pessoa, seja quem for. O respeito e o bom senso precisam ser pregados acima de tudo nessas eleições, ao risco de perdermos o pouco de democracia que ainda buscamos resgatar neste sufrágio. Torço para que se reestabelecer rapidamente e mude seu comportamento agressivo pelo bem das vidas que escolheram se envolver nestas eleições. #LulaLivre #LulaPresidente #LulaHaddadManuela

sábado, 12 de maio de 2018

Tática sobre o Ciro 2018

Ciro Gomes é um progressista e desenvolvimentista por suas posições econômicas, observando suas orientações políticas e o arco amplo de alianças que ele já esteve e defendeu demonstra ser um conservador em nosso meio, não o considero do nosso campo, uma simples área de influência que não saberemos se continuará nesta orientação até o virar da página. Prefiro não me enganar com essa figura, desde 1998 tenta derrotar o PT e se transformar uma alternativa ao Lula, sem perder o elo de relacionamento conosco, é hábil na manutenção do seu grotão, usa o Ceará como instrumento de força para pressionar algumas viradas e justificar alianças, não é atoa o aceno do PP, PR e DEM, se for oportuno para ele, se debruçará em uma aliança de centro e centro direita, esticando a corda com o PDT sabendo que se for ele para o segundo turno com a direita iremos apoiá-lo, por óbvio e coerência, não por projeto ou manutenção de projeto! A grande imprensa sabe disso e já o aponta e estimula sua candidatura como à possível e viável candidatura de esquerda e ele sabe surfar com os jornais, vem forçando um isolamento do PT para uma candidatura solo não só pelas notas de jornais, mas, nos bastidores também! Temos força eleitoral, influência, certo poder político e estamos subestimando as articulações, o importante é ter serenidade e saber contrapor os movimentos, sem isolar o Ciro, mas, lutando para recuperar alguns aliados que sinalizam por agendas pragmáticas, conosco, sem euforia ou histerismo eles ganham mais, precisamos avançar!


Fernando Neto

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Esquerda, olhando para frente

Esquerda, olhando pra frente, rumo a um novo jeito de caminhar –
Por: Fernando Neto –
A principal tarefa não é disputar as eleições, isso faremos no automático com Lula candidato ou cabo eleitoral. Importante é a disputa de poder no médio e longo prazo, pois só assim restabeleceremos o equilíbrio social e político. O próximo período será de reorganizar a esquerda nacional, definir e redefinir um campo político que construa nova maioria e a hegemonize, acumule ações táticas e decisões estratégicas, dirija a retomada da esquerda ao Governo e dispute o poder real.
A esquerda precisa se realinhar na disputa de classes, compreender o crescimento dos postos de trabalho do setor de serviços e a redução da classe operária clássica, o avanço das micro e pequenas empresas como alternativa real de força de trabalho, o retorno do trabalho informal, dos novos modelos de economia cooperativa, o avanço das tecnologias de serviço, do desemprego em grande escala e o impacto real da reforma trabalhista para o movimento sindical organizado e em nossa sociedade nos próximos períodos, sem contar o efeito que poderemos sofrer com a reforma previdenciária, o desmonte do Estado e a venda de ativos e riquezas naturais patrocinados pelo atual governo, congresso e o judiciário em conluio.
Para isso é necessário um núcleo dirigente capaz de pautar as lutas e disputas reais, que mobilize a sociedade, supere as divergências tendenciais e de campos políticos, dialogue cotidianamente com a militância de esquerda, os movimentos sociais, com a classe artística, cultural e intelectual do país, com as igrejas católica e protestante, expressões religiosas de matrizes africanas, espiritualistas, kardecista e etc., se relacione com as bases e com o povo, com as diversas camadas da sociedade, em diálogo constante com as forças políticas e, que definitivamente produza uma nova leitura do país.
Atualizar nossa agenda de lutas, programa e projeto redefinindo bandeiras, tática e estratégia na disputa de classes e no enfretamento com o setor rentista financeiro, a grande mídia e as alas mais conservadoras do Congresso que não hesitam e não hesitarão em produzir condições de ruptura institucional para retomada do controle do Estado e da exploração das riquezas naturais do país a qualquer tempo.
É preciso coesão, unidade e relação de confiança entre os dirigentes e militantes dessa esquerda, respeitar a história de luta dos que a constroem desde a luta contra a ditadura militar, redemocratização e a juventude desta geração, carregada de novas percepções e sensibilidade de luta para compreender essa sociedade do século XXI, pré e pós Governos Populares e Democráticos.
É indispensável respeitar e conhecer a história política do país e da esquerda, para produzirmos uma leitura real de cenário, com resposta e ação eficazes contra o avanço conservador, sectário e radicalizado da direita no país e na sociedade. Em outros momentos da história mundial a falta de estratégia e de direção do campo de esquerda, a falta de unidade em um programa que unificasse a luta dos trabalhadores “se repetiu como tragédia e como farsa”.
Que fique claro: não é sugerido nenhuma refundação do Partido dos Trabalhadores, sua extinção ou alcova. Que existem novas frentes de luta se formando, organismos sociais e de classes, novos contextos em curso é fato não se pode negá-los, mas, não é possível negar outra realidade, o petismo e o PT são maiores do que sua burocracia interna, CNPJ, seus dirigentes, correntes e suas disputas.
A forma como foi organizada sua fundação é o resultado de anos de luta, todo esse acúmulo contra as injustiças sociais e pelos direitos da classe trabalhadora e pela liberdade do povo, articulado intrinsicamente com os movimentos sociais, sindicais, organismos internacionais, agrupamentos clandestinos e de resistência a ditadura, em conjunto com parte da intelectualidade, artistas, campesinos e cidadãos de diversas camadas da sociedade e classe social, projetados por todo o território brasileiro, culminou em seu ato de fundação, em 10 de fevereiro de 1980, no simbólico Colégio Sion.
A vida e o crescimento deste partido irradiou e enraizou uma ideia no consciente coletivo e popular aonde tudo o que é vermelho, de esquerda, de rebeldia, de luta, povo ou massa que envolvem este país se faz referência ao PT, mesmo sendo outra organização à frente, isso precisa ser compreendido de forma mais clara, sincera e profunda. Só existirá outro partido de esquerda com capacidade de luta real, se o PT criar, se o PT quiser ou se o PT efetivamente rachar e não com simples cisões pontuais, por pautas de interesses coletivo ou individual.
O que precisamos perceber de movimento real é o que hoje não se organiza em nomenclaturas, não se limita a organizações partidárias ou instituições sociais, existe um movimento social e eleitoral silencioso, descrente da esquerda nacional, que espera um resgate da luta real e que represente a agenda progressista, nacionalista e desenvolvimentista de um novo Brasil, com atualização das bandeiras de lutas e de um projeto de país consistente ou algo novo que se forme a partir de uma hecatombe.
Não atoa os votos brancos, nulos e abstenções são crescentes e de certa forma nos atingem, não eleitoralmente contra a direita durante o sufrágio, mas, durante o decorrer da história, no cotidiano, nas criticas constantes e contundentes. Somos perseguidos pelos nossos acertos, porém, chegamos onde estamos por conta de nossos erros, táticos e estratégicos, pela nossa falta de comando, de programa e de leitura de país, erros constantes de comunicação e nenhuma inteligência organizacional.
Não atualizamos o programa ao povo brasileiro, não atualizamos as bandeiras de “um país para todos” ou produzimos tecnologia social, econômica que coubesse esta nova sociedade inclusa tecnologicamente, com acesso cada vez maior as universidades e ao ensino superior, comunicação digital e todos outros acertos que construímos em anos de gestões petistas.
Por certo, é preciso repactuar a esquerda, construir unidade de programa entre expoentes, partidos e movimentos sociais organizados, redefinir seus campos e uma nova hegemonia política que nos lidere em tempos de guerra, crise e golpe, permitindo avançar na sociedade para além de nós mesmos, sinais de que é possível conquistar novos corações e mentes tem se provado ser possível no decorrer deste período de combate ao golpe e de defesa da democracia e do Direito de Lula ser Candidato.
Como o avanço das reformas e da destruição de nosso patrimônio nacional será ainda mais real, precisamos estar preparados para um período longo de lutas e de acumulo de força social.



quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Entrevista concedida ao Brasília em On

A informação dada ao Blog de um integrante que participou do Governo de Transição nos meses derradeiros de 2014 diverge do que defende o chefe da Casa Civil atual, Sérgio Sampaio.
Sampaio, em entrevista na manhã desta quarta-feira (para a BandNews, disse que o governo de Agnelo Queiroz tinha acesso de todas as notificações sobre problemas em viadutos, incluindo o que desabou ontem no Setor Bancário Sul.
Porém, o chefe da Casa Civil afirma que a atual gestão não tinha conhecimento dos apontamentos e alertas do Tribunal de Contas no início do governo. Mas não é bem isso que um ex-membro do governo petista afirma.
Ex-secretário no governo Agnelo, Fernando Neto participou do governo de transição e garante que a informação dos problemas no viaduto desabado foi repassada especificamente para a atual gestão.
O chefe da Casa Civil, Sergio Sampaio, disse que a gestão de Agnelo Queiroz tinha disponível todos os alertas, mas que essa gestão não teve conhecimento. Isso é verdade?
É impossível. E é muito delicado por parte do atual chefe da Casa Civil, secretaria mais importante do governo fazer uma afirmação dessa. São documentos públicos, relatório do TCDF que tramita pelas secretarias responsáveis por obras de infraestrutura do DF, e além de ter sido apresentado no governo de transição (Agnelo para Rollemberg), todos os órgãos têm acesso a essas informações e acompanham diariamente. Se o atual governo não tinha essa informação em mãos, é por pura incompetência.
Se foi dado essa informação, porque o governo não tomou providências? Qual a sua opinião?
Decisão de governo e negligência de informação. O governo Rodrigo Rollemberg tem feito opções. Prefere fazer compra de 400 novos radares e deixa hospitais sem raio-X A administração do Guará, no inicio do seu governo, trocou todo o meio-fio do Guará II, que estavam em bom estado e já haviam sido trocados em gestões anteriores. Iniciaram uma reforma no espaço Renato Russo, não concluiu a reforma e o espaço não estava nas mesmas condições do viaduto. Erro de decisão, simplesmente isso.
Mas podemos imputar culpa ao governo de Agnelo Queiroz também, já que não se fez as manutenções nos locais apontados pelo relatório do TCDF, não?
Não, porque o governo Agnelo iniciou as obras e as reformas que estavam apontadas pelo relatório. Algumas foram concluídas e as outras foram deixadas para o atual governo dar continuidade. A reforma da ponte do Bragueto foi feita, a reforma da Ponte das Garças, a reforma das pontes que descem a lateral do Conic e Teatro Nacional foram feitas, inclusive parou o centro da cidade durante essas reformas. Só não foram concluídas todas porque o governo não foi reeleito, se tivesse sido reeleito teria concluído todas as obras.

sábado, 20 de janeiro de 2018

MÁRCIO CATUNDA LANÇA ETERNIDADE HUMANA EM BRASÍLIA



O poeta, contista e ensaísta Márcio Catunda lança livro de poesia Eternidade Humana (Thesaurus) em Brasília, nesta quinta-feira, 25/01/2018 no Carpe Diem (CLS 104), às 19h.

O livro reúne 63 poemas nos quais o autor homenageia, entre outros, poetas como Homero, Horário, Castro Alves, Cruz e Sousa, Fernando Pessoa, filósofos como Sócrates, Sêneca e Giordano Bruno, e personalidades históricas como Francisco de Assis e Mahatma Gandhi.

“Não é um livro de biografias”, revela Márcio Catunda. “São homenagens que a alguns personagens que considero iluminados na história humana”.


De acordo com Marcus Vinicius Quiroga, Eternidade Humana “é uma obra cujo projeto exigiu talento e fôlego, duas qualidades do poeta Márcio Catunda”.


Para Alex Bueno, o 48º livro de Márcio Catunda reúne 63 “Retratos que compõem a eternidade humana, pois são retratos, de fato, os poemas deste livro”.


Flávio Amparo, “Márcio Catunda, em Eternidade Humana, defronta-se com as matizes do poético, de modo a conceder-nos um desfile dos séculos”.


Gilberto Mendonça Teles assegura: “Márcio Catunda, em Eternidade Humana, retorna Tema clássico de heróis. São temas extraídos de biografias. A obra poética de Márcio Catunda é uma das mais ricas da atualidade”.



SERVIÇO
Eternidade Humana (poesia).
Carpe Diem, CLS 104, fone (61) 3329.8768. Das 19h às 21h.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

TE QUIERO Mario Benedetti




TE QUIERO
Mario Benedetti

Tus manos son mi caricia
mis acordes cotidianos
te quiero porque tus manos
trabajan por la justicia


     si te quiero es porque sos
     mi amor mi cómplice y todo
     y en la calle codo a codo
     somos mucho más que dos

tus ojos son mi conjuro
contra la mala jornada
te quiero por tu mirada
que mira y siembra futuro

tu boca que es tuya y mía
tu boca no se equivoca
te quiero porque tu boca
sabe gritar rebeldía

     si te quiero es porque sos
     mi amor mi cómplice y todo
     y en la calle codo a codo
     somos mucho más que dos

y por tu rostro sincero
y tu paso vagabundo
y tu llanto por el mundo
porque sos pueblo te quiero

y porque amor no es aureola
ni cándida moraleja
y porque somos pareja
que sabe que no está sola

te quiero en mi paraíso
es decir que en mi país
la gente viva feliz
aunque no tenga permiso

     si te quiero es porque sos
     mi amor mi cómplice y todo
     y en la calle codo a codo
     somos mucho más que dos.

TE QUERO
Mario Benedetti

Tuas mãos são minha carícia
meus acordes diários
Amo suas mãos porque elas
trabalham para a justiça

     se te amo, é porque você é o
     meu amor, meu cúmplice de tudo
     e na rua, lado a lado
     nós somos muito mais do que dois

teus olhos são meu feitiço
contra o dia ruim
Eu te amo por sua visão
que olha e semeia futuro

tua boca que é sua e minha
tua boca não está errada
amo sua boca porque
ela sabe como gritar a rebeldia

     se eu te amo, é porque você é o
     meu amor, meu cúmplice de tudo
     e na rua, lado a lado
     nós somos muito mais do que dois

e no teu rosto sincero
e no passo vagabundo
você está chorando pelo mundo
e porque és gente eu te amo

e porque o amor não é um áurea
nenhuma moral ingênua
e porque somos um casal
quem sabe que não está sozinha

Eu te amo no meu paraíso
isto é, no meu país
pessoas felizes vivem
mesmo que você não tenha permissão

     se eu te amo, é porque você é o
     meu amor, meu cúmplice de tudo
     e na rua, lado a lado
     nós somos muito mais do que dois

Tradução: Fátima de Deus (janeiro/2018)

domingo, 7 de janeiro de 2018

Gravação Video de Apoio a Lula #eleiçaosemlulaéfraude







Dia 08/01/2018 (segunda-feira), das 18h às 21h, na Praça dos Três Poderes em Brasília o Núcleo de Defesa da Democracia - NDD Margarida Alves gravará um vídeo em de apoio a LULA

Contamos com vocês! Venham vestido com a camiseta de Lula ou vermelha, traga suas bandeiras, cartazes, instrumentos musicais, seu amor e sua solidariedade. 

https://www.facebook.com/NucleoemDefesadaDemocracia/photos/gm.153334978722876/1707580209285080/?type=3

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Dirceu propõe mobilização nacional em defesa de Lula no dia 24




O ex-ministro José Dirceu, que recentemente defendeu a criação de comitês no País em defesa da candidatura do ex-presidente Lula, faz uma convocação agora para que a população se mobilize no dia 24 de janeiro.

https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/332849/Dirceu-prop%C3%B5e-mobiliza%C3%A7%C3%A3o-nacional-em-defesa-de-Lula-no-dia-24.htm

Nesta data, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que fica em Porto Alegre, julgará o recurso de Lula, já condenado em primeira instância pelo juiz Sergio Moro a 9 anos e meio de prisão no caso do triplex do Guarujá.
Estreando como colunista no site Nocaute, do jornalista e escritor Fernando Morais, Dirceu destaca em vídeo: "Todos sabemos que não há provas, que Lula é inocente, e que se trata do uso, do pior uso da Justiça para cometer uma injustiça histórica: tirar da lista de candidatos em 2018 o candidato que vencerá as eleições".
"Vamos nos mobilizar desde já, com vigílias, caminhadas, passeatas por todo Brasil. Não só no dia 24. E vamos protestar, nos manifestar em todas as capitais, em frente aos tribunais federais regionais, nas cinco capitais onde eles têm sede. E em Porto Alegre, mas de forma pacífica, organizada. Não vamos aceitar provocações", afirma ainda.

Assista:
 https://www.youtube.com/watch?time_continue=6&v=f5ElKLoikvg

terça-feira, 28 de novembro de 2017

BOULOS NÃO É ESSA “COCA-COLA” TODA

Gosto do Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, mas falta muita coisa pra querer ser Presidente de um dos países mais complexos do mundo: nosso querido, amado, salve, salve, Brasil. Falta-lhe experiência, tutano, provas de fogo. Falta se impregnar de Brasil. São Paulo é grande, mas é muito pouco!
Seu movimento, o MTST, é quase uma subsidiária da CUT. Boulos flerta com o PSOL e com a intelectualidade artística. Quer alçar outros voos, mas não tem muita consistência. Ainda. Carece do apoio logístico e financeiro daqueles que têm mais tempo de estrada que ele.
Uma espécie de Stédile urbano, Boulos quer, articula e se mexe para tornar-se o herdeiro dos votos de Lula, caso seja inviabilizado. Uma manobra legítima, mas arriscada para um líder em formação e pertencente a um movimento com pouca autonomia financeira. Um deslize agora e pode se inviabilizar para o resto da vida.
O próximo Presidente da República terá que desfazer todas as maldades desse governo: Devolver o PRÉ-SAL aos brasileiros, desfazer o que foi feito com a CLT, retirar bases estrangeiras de solo brasileiro; e ainda “desreformar” a Previdência. E, além disso, fazer o Brasil crescer, gerar riquezas e diminuir as desigualdades. Tarefa hercúlea. Será que ele está preparado pra isso? Será que terá estofo pra jogar o grande jogo?
Um quadro político não se faz em fast foods. Não são instantâneos, nem surgem a todo o momento. Um quadro político é uma mistura de talento, liderança, conhecimento, influência, experiência e vivência. Além do fator sorte. É fruto de uma alquimia que não surge do nada, nem do acaso. Talvez, esteja escrito nas estrelas!
E as complexidades do Brasil? País sob golpe. Com esse gigantismo todo, com desigualdades seculares. Enormes distorções econômicas, educacionais, deficiências estruturais e infraestruturais. Possuidor de uma elite apátrida, egoísta, desumana, sexista e racista. Com um campo manchado por sangue de inocentes. Com cidades repletas de bolsões de misérias das mais diversas. Economia baseada em commodities e em franca desindustrialização. Fora o Grande Irmão do Norte nos sabotando e não nos permitindo o direito à liberdade que tanto apregoa.
Boulos é um quadro a se investir e orientar. Pode ser uma grande promessa do campo progressista, mas hoje ele “não é essa Coca-cola toda”. Falta maturação, talvez maturidade. Mas certamente maior compreensão da natureza complexa do país. Espero que cresça e apareça. O Brasil precisa de novas gerações de líderes políticos no nosso campo de esquerda.
Que Boulos seja um bom marinheiro e compreenda o lancinante movimento das ondas da política e se prepare para estar entre os grandes. Por agora, faço votos que seja um pregador da unidade das esquerdas, uma vez que transita entre boa parte das forças políticas do campo e tem, aparentemente, uma autêntica liderança. Não vá pelo canto da sereia... Mas esteja à altura da missão. Boa sorte!

Rafael Galvão
Ex Subsecretário de Trabalho do DF
Ex Coordenador-Geral do PROJOVEM TRABALHADOR - MTE
Ex Diretor Nacional de Qualificação - MTE

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Moro concede entrevista a Globo e...

Sérgio Moro concede entrevista e defende a divulgação ilegal dos áudios Lula/Dilma. É obrigação política de Moro defender seu crime, afinal, os partidos de direita, a grande mídia, os setores mais conservadores do país, setores liberais do judiciário, a maçonaria, alguns partidos de esquerda, alienados, boa parte da classe média, os desinformados, todos fizeram política com o "erro" que o Moro cometeu em nome da transparência e do interesse nacional.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Programa Escola sem Partido


 
Artigo de Maria Francisca Pinheiro Coelho, professora do Departamento de Sociologia da UnB, para o Correio Braziliense


O Programa Escola sem Partido, tão em voga ultimamente, se constitui, ao contrário do que propaga, na defesa de uma Escola com Partido, conservadora e autoritária, que anula o caráter crítico inerente à atividade educacional. Os dois projetos de lei, o do Deputado Izalci Lucas Ferreira (PSDB/DF), n. 867/2015, e o do Senador Magno Malta (PR/ES), n. 193/2016, são idênticos no conteúdo e na forma. Supondo que as escolas atualmente são espaços de pregação político-ideológica da esquerda, propõem o controle do ensino por uma visão autoritária oposta ao direito inalienável da liberdade de expressão. A leitura desses projetos rememora o apelo da marcha da Família com Deus pela liberdade, anterior ao golpe militar de 1964.

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi o nome comum de uma série de manifestações públicas ocorridas no período que antecedeu e sucedeu ao golpe, articuladas por setores contrários às ações populares democráticas. O golpe veio para interromper esse processo e com promessa de brevidade. Os militares permaneceram no poder por 21 anos, perseguindo, torturando e matando muitos daqueles que protestavam contra o status quo, cujas vítimas foram principalmente jovens estudantes.

É fundamental conhecer esses dois projetos, visitar o site do Programa e ouvir os fundamentos dos seus defensores. A proposta Escola sem Partido não possui parâmetro de comparação com as leis em vigor no País sobre a educação, embora afirme estar em conformidade com o Capítulo da Educação, da Cultura e do Desporto da Constituição Brasileira, elaborada no contexto participativo e democrático da Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988. Entre os princípios da Carta Constitucional estão o da liberdade da convivência entre escola pública e particular, liberdade de aprender e ensinar, pluralismo de ideias e concepções pedagógicas. Sem dúvida os tempos eram outros e os tempos têm sua própria linguagem. E aqueles foram marcados pelo espírito de luta, mas também da tolerância, esperança e democracia, valores predominantes na época.

Em seu ensaio A ciência como vocação, o sociólogo alemão Max Weber definiu de forma lapidar que a instituição de ensino não é um espaço de demagogos e profetas. Referia-se aos políticos e religiosos. Ambos, para Weber, pelas suas próprias atividades, defendem modelos e crenças, visando convencer seguidores. Já a profissão do professor, ao contrário, é a de desenvolver nos alunos a capacidade de reflexão própria e de formação de um pensamento crítico. A única verdade da ciência é o pensamento lógico ou factual. No site do Programa Escola sem Partido há uma referência a Max Weber, que mais confunde do que explica seu pensamento e sua defesa da ética da responsabilidade.

O professor tem a liberdade de cátedra, que significa a autonomia na transmissão e produção do conhecimento. O pensamento, como o véu de Penélope, tecido e desfeito a cada dia, é sempre reflexivo.  Para a ciência, uma evidência não passa de uma hipótese causal, sujeita a um processo de desconstrução. A pluralidade do conhecimento não pode ser controlada nem vigiada por qualquer sistema sob pena de acabar com a profissão do professor.

Os dois projetos do Programa Escola sem Partido propugnam pela sua incorporação à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei no. 9.394, de 20 dezembro de 1996. Constituem, se aprovados, uma repressão à carreira do professor, retirando-lhe sua autonomia e liberdade. Sugerem que se coloquem cartazes nas portas das salas de aulas e nas salas dos professores determinando o que o professor pode e não pode fazer. Recomendam até o tamanho das letras dos cartazes.

Reivindicam um telefone público para registros de denúncias anônimas dos alunos contra os professores. São propostas de natureza persecutória de uma escola vigiada e punitiva. Constroem uma imagem do professor como um profissional mal intencionado, sem ética, que se aproveita da “audiência cativa dos alunos”, expressão usada várias vezes, para inculcar ideologias. Enfim, são projetos que agridem não somente o papel do professor, mas a democracia brasileira e o Parlamento Nacional.

O senador Magno Malta está em seu segundo mandato, é pastor evangélico e pertence a duas grandes frentes parlamentares do Congresso Nacional: a Frente Parlamentar Evangélica, com 199 parlamentares, e a Frente Paramentar Mista da Agropecuária, com 222. O deputado Izalci está em seu terceiro mandato, pertence a essas duas frentes e também à Frente Parlamentar de Segurança Pública, constituída somente de deputados, com 240 integrantes, a maior frente parlamentar do Congresso Nacional. Os parlamentares podem participar de mais de uma Frente. Essas três Frentes juntas constituem a bancada da bíblia, do boi e da bala, o grupo majoritário do Congresso Nacional, que possui mais afinidades entre si do que os partidos políticos. O Programa Escola sem Partido retrata com perfeição o perfil desse grupo, que desconhece os princípios da tolerância e da promoção da liberdade do outro como orientadores de um Estado democrático.

Correio Braziliense. Brasília, segunda-feira, 13 de novembro. Opinião, página 9