sábado, 20 de janeiro de 2018

MÁRCIO CATUNDA LANÇA ETERNIDADE HUMANA EM BRASÍLIA



O poeta, contista e ensaísta Márcio Catunda lança livro de poesia Eternidade Humana (Thesaurus) em Brasília, nesta quinta-feira, 25/01/2018 no Carpe Diem (CLS 104), às 19h.

O livro reúne 63 poemas nos quais o autor homenageia, entre outros, poetas como Homero, Horário, Castro Alves, Cruz e Sousa, Fernando Pessoa, filósofos como Sócrates, Sêneca e Giordano Bruno, e personalidades históricas como Francisco de Assis e Mahatma Gandhi.

“Não é um livro de biografias”, revela Márcio Catunda. “São homenagens que a alguns personagens que considero iluminados na história humana”.


De acordo com Marcus Vinicius Quiroga, Eternidade Humana “é uma obra cujo projeto exigiu talento e fôlego, duas qualidades do poeta Márcio Catunda”.


Para Alex Bueno, o 48º livro de Márcio Catunda reúne 63 “Retratos que compõem a eternidade humana, pois são retratos, de fato, os poemas deste livro”.


Flávio Amparo, “Márcio Catunda, em Eternidade Humana, defronta-se com as matizes do poético, de modo a conceder-nos um desfile dos séculos”.


Gilberto Mendonça Teles assegura: “Márcio Catunda, em Eternidade Humana, retorna Tema clássico de heróis. São temas extraídos de biografias. A obra poética de Márcio Catunda é uma das mais ricas da atualidade”.



SERVIÇO
Eternidade Humana (poesia).
Carpe Diem, CLS 104, fone (61) 3329.8768. Das 19h às 21h.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

TE QUIERO Mario Benedetti




TE QUIERO
Mario Benedetti

Tus manos son mi caricia
mis acordes cotidianos
te quiero porque tus manos
trabajan por la justicia


     si te quiero es porque sos
     mi amor mi cómplice y todo
     y en la calle codo a codo
     somos mucho más que dos

tus ojos son mi conjuro
contra la mala jornada
te quiero por tu mirada
que mira y siembra futuro

tu boca que es tuya y mía
tu boca no se equivoca
te quiero porque tu boca
sabe gritar rebeldía

     si te quiero es porque sos
     mi amor mi cómplice y todo
     y en la calle codo a codo
     somos mucho más que dos

y por tu rostro sincero
y tu paso vagabundo
y tu llanto por el mundo
porque sos pueblo te quiero

y porque amor no es aureola
ni cándida moraleja
y porque somos pareja
que sabe que no está sola

te quiero en mi paraíso
es decir que en mi país
la gente viva feliz
aunque no tenga permiso

     si te quiero es porque sos
     mi amor mi cómplice y todo
     y en la calle codo a codo
     somos mucho más que dos.

TE QUERO
Mario Benedetti

Tuas mãos são minha carícia
meus acordes diários
Amo suas mãos porque elas
trabalham para a justiça

     se te amo, é porque você é o
     meu amor, meu cúmplice de tudo
     e na rua, lado a lado
     nós somos muito mais do que dois

teus olhos são meu feitiço
contra o dia ruim
Eu te amo por sua visão
que olha e semeia futuro

tua boca que é sua e minha
tua boca não está errada
amo sua boca porque
ela sabe como gritar a rebeldia

     se eu te amo, é porque você é o
     meu amor, meu cúmplice de tudo
     e na rua, lado a lado
     nós somos muito mais do que dois

e no teu rosto sincero
e no passo vagabundo
você está chorando pelo mundo
e porque és gente eu te amo

e porque o amor não é um áurea
nenhuma moral ingênua
e porque somos um casal
quem sabe que não está sozinha

Eu te amo no meu paraíso
isto é, no meu país
pessoas felizes vivem
mesmo que você não tenha permissão

     se eu te amo, é porque você é o
     meu amor, meu cúmplice de tudo
     e na rua, lado a lado
     nós somos muito mais do que dois

Tradução: Fátima de Deus (janeiro/2018)

domingo, 7 de janeiro de 2018

Gravação Video de Apoio a Lula #eleiçaosemlulaéfraude







Dia 08/01/2018 (segunda-feira), das 18h às 21h, na Praça dos Três Poderes em Brasília o Núcleo de Defesa da Democracia - NDD Margarida Alves gravará um vídeo em de apoio a LULA

Contamos com vocês! Venham vestido com a camiseta de Lula ou vermelha, traga suas bandeiras, cartazes, instrumentos musicais, seu amor e sua solidariedade. 

https://www.facebook.com/NucleoemDefesadaDemocracia/photos/gm.153334978722876/1707580209285080/?type=3

terça-feira, 19 de dezembro de 2017

Dirceu propõe mobilização nacional em defesa de Lula no dia 24




O ex-ministro José Dirceu, que recentemente defendeu a criação de comitês no País em defesa da candidatura do ex-presidente Lula, faz uma convocação agora para que a população se mobilize no dia 24 de janeiro.

https://www.brasil247.com/pt/247/brasil/332849/Dirceu-prop%C3%B5e-mobiliza%C3%A7%C3%A3o-nacional-em-defesa-de-Lula-no-dia-24.htm

Nesta data, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), que fica em Porto Alegre, julgará o recurso de Lula, já condenado em primeira instância pelo juiz Sergio Moro a 9 anos e meio de prisão no caso do triplex do Guarujá.
Estreando como colunista no site Nocaute, do jornalista e escritor Fernando Morais, Dirceu destaca em vídeo: "Todos sabemos que não há provas, que Lula é inocente, e que se trata do uso, do pior uso da Justiça para cometer uma injustiça histórica: tirar da lista de candidatos em 2018 o candidato que vencerá as eleições".
"Vamos nos mobilizar desde já, com vigílias, caminhadas, passeatas por todo Brasil. Não só no dia 24. E vamos protestar, nos manifestar em todas as capitais, em frente aos tribunais federais regionais, nas cinco capitais onde eles têm sede. E em Porto Alegre, mas de forma pacífica, organizada. Não vamos aceitar provocações", afirma ainda.

Assista:
 https://www.youtube.com/watch?time_continue=6&v=f5ElKLoikvg

terça-feira, 28 de novembro de 2017

BOULOS NÃO É ESSA “COCA-COLA” TODA

Gosto do Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto, mas falta muita coisa pra querer ser Presidente de um dos países mais complexos do mundo: nosso querido, amado, salve, salve, Brasil. Falta-lhe experiência, tutano, provas de fogo. Falta se impregnar de Brasil. São Paulo é grande, mas é muito pouco!
Seu movimento, o MTST, é quase uma subsidiária da CUT. Boulos flerta com o PSOL e com a intelectualidade artística. Quer alçar outros voos, mas não tem muita consistência. Ainda. Carece do apoio logístico e financeiro daqueles que têm mais tempo de estrada que ele.
Uma espécie de Stédile urbano, Boulos quer, articula e se mexe para tornar-se o herdeiro dos votos de Lula, caso seja inviabilizado. Uma manobra legítima, mas arriscada para um líder em formação e pertencente a um movimento com pouca autonomia financeira. Um deslize agora e pode se inviabilizar para o resto da vida.
O próximo Presidente da República terá que desfazer todas as maldades desse governo: Devolver o PRÉ-SAL aos brasileiros, desfazer o que foi feito com a CLT, retirar bases estrangeiras de solo brasileiro; e ainda “desreformar” a Previdência. E, além disso, fazer o Brasil crescer, gerar riquezas e diminuir as desigualdades. Tarefa hercúlea. Será que ele está preparado pra isso? Será que terá estofo pra jogar o grande jogo?
Um quadro político não se faz em fast foods. Não são instantâneos, nem surgem a todo o momento. Um quadro político é uma mistura de talento, liderança, conhecimento, influência, experiência e vivência. Além do fator sorte. É fruto de uma alquimia que não surge do nada, nem do acaso. Talvez, esteja escrito nas estrelas!
E as complexidades do Brasil? País sob golpe. Com esse gigantismo todo, com desigualdades seculares. Enormes distorções econômicas, educacionais, deficiências estruturais e infraestruturais. Possuidor de uma elite apátrida, egoísta, desumana, sexista e racista. Com um campo manchado por sangue de inocentes. Com cidades repletas de bolsões de misérias das mais diversas. Economia baseada em commodities e em franca desindustrialização. Fora o Grande Irmão do Norte nos sabotando e não nos permitindo o direito à liberdade que tanto apregoa.
Boulos é um quadro a se investir e orientar. Pode ser uma grande promessa do campo progressista, mas hoje ele “não é essa Coca-cola toda”. Falta maturação, talvez maturidade. Mas certamente maior compreensão da natureza complexa do país. Espero que cresça e apareça. O Brasil precisa de novas gerações de líderes políticos no nosso campo de esquerda.
Que Boulos seja um bom marinheiro e compreenda o lancinante movimento das ondas da política e se prepare para estar entre os grandes. Por agora, faço votos que seja um pregador da unidade das esquerdas, uma vez que transita entre boa parte das forças políticas do campo e tem, aparentemente, uma autêntica liderança. Não vá pelo canto da sereia... Mas esteja à altura da missão. Boa sorte!

Rafael Galvão
Ex Subsecretário de Trabalho do DF
Ex Coordenador-Geral do PROJOVEM TRABALHADOR - MTE
Ex Diretor Nacional de Qualificação - MTE

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

Moro concede entrevista a Globo e...

Sérgio Moro concede entrevista e defende a divulgação ilegal dos áudios Lula/Dilma. É obrigação política de Moro defender seu crime, afinal, os partidos de direita, a grande mídia, os setores mais conservadores do país, setores liberais do judiciário, a maçonaria, alguns partidos de esquerda, alienados, boa parte da classe média, os desinformados, todos fizeram política com o "erro" que o Moro cometeu em nome da transparência e do interesse nacional.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Programa Escola sem Partido


 
Artigo de Maria Francisca Pinheiro Coelho, professora do Departamento de Sociologia da UnB, para o Correio Braziliense


O Programa Escola sem Partido, tão em voga ultimamente, se constitui, ao contrário do que propaga, na defesa de uma Escola com Partido, conservadora e autoritária, que anula o caráter crítico inerente à atividade educacional. Os dois projetos de lei, o do Deputado Izalci Lucas Ferreira (PSDB/DF), n. 867/2015, e o do Senador Magno Malta (PR/ES), n. 193/2016, são idênticos no conteúdo e na forma. Supondo que as escolas atualmente são espaços de pregação político-ideológica da esquerda, propõem o controle do ensino por uma visão autoritária oposta ao direito inalienável da liberdade de expressão. A leitura desses projetos rememora o apelo da marcha da Família com Deus pela liberdade, anterior ao golpe militar de 1964.

A Marcha da Família com Deus pela Liberdade foi o nome comum de uma série de manifestações públicas ocorridas no período que antecedeu e sucedeu ao golpe, articuladas por setores contrários às ações populares democráticas. O golpe veio para interromper esse processo e com promessa de brevidade. Os militares permaneceram no poder por 21 anos, perseguindo, torturando e matando muitos daqueles que protestavam contra o status quo, cujas vítimas foram principalmente jovens estudantes.

É fundamental conhecer esses dois projetos, visitar o site do Programa e ouvir os fundamentos dos seus defensores. A proposta Escola sem Partido não possui parâmetro de comparação com as leis em vigor no País sobre a educação, embora afirme estar em conformidade com o Capítulo da Educação, da Cultura e do Desporto da Constituição Brasileira, elaborada no contexto participativo e democrático da Assembleia Nacional Constituinte de 1987-1988. Entre os princípios da Carta Constitucional estão o da liberdade da convivência entre escola pública e particular, liberdade de aprender e ensinar, pluralismo de ideias e concepções pedagógicas. Sem dúvida os tempos eram outros e os tempos têm sua própria linguagem. E aqueles foram marcados pelo espírito de luta, mas também da tolerância, esperança e democracia, valores predominantes na época.

Em seu ensaio A ciência como vocação, o sociólogo alemão Max Weber definiu de forma lapidar que a instituição de ensino não é um espaço de demagogos e profetas. Referia-se aos políticos e religiosos. Ambos, para Weber, pelas suas próprias atividades, defendem modelos e crenças, visando convencer seguidores. Já a profissão do professor, ao contrário, é a de desenvolver nos alunos a capacidade de reflexão própria e de formação de um pensamento crítico. A única verdade da ciência é o pensamento lógico ou factual. No site do Programa Escola sem Partido há uma referência a Max Weber, que mais confunde do que explica seu pensamento e sua defesa da ética da responsabilidade.

O professor tem a liberdade de cátedra, que significa a autonomia na transmissão e produção do conhecimento. O pensamento, como o véu de Penélope, tecido e desfeito a cada dia, é sempre reflexivo.  Para a ciência, uma evidência não passa de uma hipótese causal, sujeita a um processo de desconstrução. A pluralidade do conhecimento não pode ser controlada nem vigiada por qualquer sistema sob pena de acabar com a profissão do professor.

Os dois projetos do Programa Escola sem Partido propugnam pela sua incorporação à Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei no. 9.394, de 20 dezembro de 1996. Constituem, se aprovados, uma repressão à carreira do professor, retirando-lhe sua autonomia e liberdade. Sugerem que se coloquem cartazes nas portas das salas de aulas e nas salas dos professores determinando o que o professor pode e não pode fazer. Recomendam até o tamanho das letras dos cartazes.

Reivindicam um telefone público para registros de denúncias anônimas dos alunos contra os professores. São propostas de natureza persecutória de uma escola vigiada e punitiva. Constroem uma imagem do professor como um profissional mal intencionado, sem ética, que se aproveita da “audiência cativa dos alunos”, expressão usada várias vezes, para inculcar ideologias. Enfim, são projetos que agridem não somente o papel do professor, mas a democracia brasileira e o Parlamento Nacional.

O senador Magno Malta está em seu segundo mandato, é pastor evangélico e pertence a duas grandes frentes parlamentares do Congresso Nacional: a Frente Parlamentar Evangélica, com 199 parlamentares, e a Frente Paramentar Mista da Agropecuária, com 222. O deputado Izalci está em seu terceiro mandato, pertence a essas duas frentes e também à Frente Parlamentar de Segurança Pública, constituída somente de deputados, com 240 integrantes, a maior frente parlamentar do Congresso Nacional. Os parlamentares podem participar de mais de uma Frente. Essas três Frentes juntas constituem a bancada da bíblia, do boi e da bala, o grupo majoritário do Congresso Nacional, que possui mais afinidades entre si do que os partidos políticos. O Programa Escola sem Partido retrata com perfeição o perfil desse grupo, que desconhece os princípios da tolerância e da promoção da liberdade do outro como orientadores de um Estado democrático.

Correio Braziliense. Brasília, segunda-feira, 13 de novembro. Opinião, página 9