domingo, 3 de setembro de 2017

Saúde no DF: complexidade no debate


Texto publicado no blog Brasília em On

 

 

A saúde no Distrito Federal não é tema simples de se debater. Vários fatores precisam ser levados em consideração: o tamanho populacional crescente, a recepção obrigatória de cidadãos de outros Estados e de diversos municípios em nossos hospitais, o aumento dos acidentes de trânsito, envelhecimento da população local, o alto custo operacional e de recursos humanos. Todos essesfatores são preponderantes e afetam, direta e indiretamente, a gestão da saúde pública na Capitale, de fato, é preciso considerar suas nuances. 

Outros fatores importantes também se somam a mesma avaliação tais como:recursos destinados,todos os anos, oriundos do Fundo Constitucional, a arrecadação local tributária e fiscal, incentivos e isenções aplicadaao sistema de saúde, a estrutura predial, em toda a Capital Federal, construída ao longo dos anos. Tudo isso, precisa ser considerado para debatermos o momento atual pela qual passa a saúde no Distrito Federal e, o que o atual governo ou qualquer outro campo político que se coloque como alternativa ao que está posto, propõem de melhorias, para a população. Todas as propostas devem ser bem observadas e analisadas.

Para o exercício de 2017foram destinados, para o Governo do Distrito Federal, R$ 13,2 bilhões do Fundo Constitucional. Destes, R$ 3,4 bilhões para a saúde. Em arrecadações local (impostos e taxas), o GDF arrecadou R$ 14,3 bilhões ,no exercício de 2016. Se compararmos com o município de Belo Horizonte, que teve uma arrecadação  de R$ 3,3 bilhões, no mesmo período e, destes R$ 1,2 bilhões destinados à saúde. No entanto, Belo Horizontepossui população registrada de 2.375.151(dois milhões trezentos e setenta e cinco mil e cento e cinquenta e um) habitantes e, o Distrito Federal 2.570.160 (dois milhões quinhentos e setenta mil e cento e sessenta). Portanto, falamosde uma arrecadação global 10 vezes maior que um município, praticamente, do mesmo tamanho populacional, com desafios e complexidades tão conflitantes quanto a realidade do Distrito Federal. 

No entorno de Belo Horizonte, como no DF, existem regiões metropolitanas, distritos, municípiosque consomem a economia local, os aparelhos públicos e assistenciais disponíveis, a segurança e a estrutura do sistema de saúde, tal qual a realidade que enfrentamos aqui talvez, com situações ainda mais diversas tratando-se de um Estado do tamanho de Minas Gerais e com a quantidade de cidades em volta de Belo Horizonte.

Os desafios para gerir o Distrito Federal não são menores, mas, é desproporcional a vantagem que exercemos sobre as diversas capitais e metrópoles do nosso território. Isso, sem contar a vantagem que exercemos sobre vários Estados em termos de arrecadação e benefícios de Governo.  Uso Belo Horizonte como parâmetro por ter características populacionais e territoriais próximas de nossa cidade. 

Os anúncios de falência da saúde pública precisam ser melhor observados. Se chegamos a este nível de fragilidade, precisamos saber o por quê e, como chegamos a isso? E quais os métodos, decisões e ordens foram tomadas para solucionar o problema? Todas as opções e possibilidades foram exauridas? Por quê só temos à frente no horizonte a privatização do aparelho público e o que de fato soluciona privatizar a saúde? 

Me incomoda, profundamente, o debate sobre a gestão do recurso público e da administração pública ser realizado de forma tão rasa,  simplesmente com a mudança para a iniciativa privada. Afinal, de que serve o ingresso por processo seletivo ou concurso público de milhares de profissionais se, ao assumirem suas funções, são tão questionados e nenhum resultado positivo trazem à população e à gestão governamental? 

Será que existe um número expressivo de profissionais no mercado, competentes e àdisposição do Estado, totalmente independentes da estrutura estatal, capazes de trazer à público a solução de todos estes problemas a ponto de modificarem. Profundamente. o modelo de gestão e administração e, iniciarmos uma nova era da gestão da saúde do País? Se for assim, não há o que dizer ou questionar! Porém, a realidade é outra. No mundo real, a iniciativa privada recorre aosservidores da carreira pública. São, exatamente,esse servidores que conhecem o funcionamento da estrutura hospitalar e da gestão de Estado, reconhecidos profissionalmente e recrutados por qualquer Organização Social ou empresa privada. 

O recurso destinado à administração tem a mesma origem, a mesma função e exercerá o mesmo fim - não haverá “dinheiro novo” ou “dinheiro limpo”. Os órgãos de controle e fiscalização cumprirão o mesmo papel que cumprem quando o gestor do recurso é o Estado. De fato, o que altera ou muda caso a ementa seja verdadeira? Nada, muito menos a celeridade nas contratações diretas.

O que acontece, hoje, no Distrito Federal precisa ser dito de forma mais clara e objetiva. Temos um problema real de recursos humanos e na gestão da coisa pública na Capital. Problema ainda maior encontramos nos planos de governo de cada mandatário eleito em um passado próximo. Talvez,nas últimas décadas, com exceções pontuais de gestões, em momentos diversos,, citamos os governos de Aimé Lamaison, de 1979 a 1982, onde  Jofran Frejat era o Secretário de Saúde ou o governo de José Aparecido, de 1985 a 1988,(tanto tempo que já não fazem mais parte da memória da cidade)Nenhum outro período foi relevante para a saúde pública do DF. No máximo vivemos um período maior de estabilidade durante o governo Agnelo, de 2011 a 2014, reconhecido inclusive, pelos cidadãos usuários do serviço público e dos servidores do quadro. 

É preciso saber que não gastamos um único centavo de recurso com instalação ou locação de imóvel. Temos postos de saúde, UPA`s e hospitais distribuídos por todas as partes, cidades satélites e diversas regiões administrativas, ou seja, aparelho público e estrutura física prontos, em condições de funcionamento, com cobertura de atendimento em todos os pontos do quadrado.

Nossa arrecadação, em uma conta simples,daria para investirmos neste último ano, R$ 1.283,97(um mil, duzentos e oitenta e três reais e noventa e sete centavos), por cidadão. Óbvio que este não é ocálculo, no máximo uma provocação. Preponderante é compreender como 40% dos servidores de carreira estão exercendo função em outras atividades ou cumprindo alguma dispensa ou liberação de suas funções a ponto de 36% do quadro de cirurgiõesgerais do HRAN, um dos principais hospitais da cidade. Esses profissionais, estão cumprindo função em outros órgãos ou departamentos incluindo ocupação pública em outros Estados, Municípios ou na estrutura pública do Governo Federal, desviados de suas funções de origem.

Vale salientar que, em pleno século XXI, não adequamos a administração hoteleira hospitalar, nãoinformatizamos todo o sistema de atendimento ao público, temos dificuldades na implementação deCPD, praticamente inexiste comunicação entre as diversas áreas da rede pública hospitalar, cobramosdos servidores uma exclusividade desnecessária, junto com uma carga horária inoperante e umagestão pública de compras que não condiz com a realidade do mercado, muito menos com anecessidade real do sistema de saúde, não pagamos fornecedores que prestam serviços necessários para o funcionamento de um hospital como caldeiras ou até mesmo de lavanderia e higienização dos materiais usados no dia a dia.

Vivemos um modelo administrativo ultrapassado e com pouca ousadia para mudar o rumo. Aresposta mais prática para qualquer dificuldade é entregar à outro a sua própria responsabilidade e, de fato, nada mudará, mesmo privatizando todo osistema se a mudança não for de concepção, de cultura, de modelo de gestão. Privatizar o sistema de saúde do DF está longe de ser a melhor opção, pelo contrário, é ampliar o erro e o tamanho do buraco que nos encontramos mantendo os mesmo vícios e desvios. Pobre daquele que imagina que a política e o poder público também não interferirá nacomposição empresarial, na tomada de decisão, na indicação funcional, na aquisição de materiais ou produtos de consumo.


Fernando Neto

Ex Secretário de Juventude do GDF



https://www.brasiliaemon.com.br/single-post/2017/08/29/ARTIGO-Saúde-no-DF-complexidade-no-debate



quarta-feira, 2 de agosto de 2017

QUEM AVISA AMIGO É...


Cartaxo de Arruda Jr., Memorialista, Diretor do Sindicato MOVA-SE e 
Fátima de Deus, Professora, Secretária-Geral do PT/Brasília.


Dos argumentos em defesa do Temer sobre a denuncia de crime comum cometido por ele, conhecidas por todos através de estarrecedoras gravações, filmagens e fotografias cuja autorização para prosseguimento das investigações pelo Supremo Tribunal Federal será votado pelo Congresso Nacional, o que deixa qualquer um perplexo é o argumento de que permitir investigar Temer é atitude antipatriótica. 

Ora bolas,  antipatriótico é o crime de lesa pátria cometido por ele quando entrega as reservas do pré-sal as multinacionais por um preço ínfimo onde um barril de petróleo é mais barato que uma garrafa de refrigerante. Além de reservas indígenas e minerais... 

Nada disso estava prevista no programa eleito democraticamente por mais de 54 milhões de brasileiros, a chapa que ele fazia parte indicado pelo PMDB,  assim como também não estava previsto o fim dos direitos trabalhistas conquistados a quase um século nem tampouco a extinção da previdência social.

Junto a tudo isso causa espanto também a maneira imoral que o governo do ilegítimo Temer vem comprando os votos em troca da liberação de emendas tento extrapolando todos os limites ao anistiar mais de dez bilhões devidos de impostos para a bancada dos ruralistas e  seu  agronegócio através de medida provisória.Estarrecedor, acontece uma verdadeira avalanche em todas as frentes para manter esse criminoso na frente do governo brasileiro. 

Fiquem certos de uma coisa caros parlamentares  o povo pode ter até memória curta, mas os que estão nas ruas e redes sociais estão agendando a partir de  hoje até as próximas eleições lembrar constantemente ao povo brasileiro como votara cada um de seus parlamentares que ousarem defender o usurpador golpista Michel Temer neste dia 2 de agosto e em outras votações de mais crimes cometidos que serão denunciados pela procuradoria Geral da União. 

Quem avisa amigo é...

quinta-feira, 27 de julho de 2017

Mentiras, mentiras a serviço de que?


Cartaxo de Arruda Jr., Memorialista, Diretor do Sindicato MOVA-SE e 
Fátima de Deus, Professora, Secretária-Geral do PT/Brasília.

A divulgação da mentira dizendo que o filho do Lula é dono de uma Ferrari de ouro não é uma coisa à toa, é mau-caratismo explicito, e mais, muito mais que isso...  Porque fica claro, existe um propósito continuar a destruir Lula e sua família.

Já inventaram que Lulinha era dono da Friboi e só quanto estourou o escândalo da JBS ficou claro, cristalino que ele não tinha nada a ver como essa empresa, o próprio dono da Friboi afirmou que só conhecia o Lulinha através de fotos da internet.

Espalharam aos quatro cantos que era dono de um avião e só depois de revelado o prefixo  é que a verdade veio a tona, a aeronave pertencia a Eike Batista, então a coisa aliviou. 

Também a boataria comeu solta afirmando que ele era dono de um latifúndio em São Paulo, mas a foto da casa principal mostrou que ali funciona a Escola Agrícola de Piracicaba e as fotos do interior da residência na verdade eram de um museu europeu...

Essa persistência em caluniarem e espalharem toda essa sujeira tem razão de ser, eles contrataram em todo o Brasil um exercito de robôs na internet  para compartilharem as mentiras a exaustão e ainda contam com a ajuda de pessoas que sentem prazer em divulgar essas mentiras, uma forma de esconder suas corrupções e erros, bem ao estilo da propaganda nazifascista.

Não existe nenhum pudor em propalar essas inverdades, inventaram até uma fazenda que se estende do Acre a Sergipe!  A tal Ferrari que se encontrava escondida no Uruguai foi fotografada em plena Avenida de Monte Carlo na Europa e não em Montevidéu e pertence a um milionário árabe.   

Tudo pensado e executado milimetricamente para avacalhar  demonstrando que de fato os golpistas não primam pela verdade. O que importa é difamar,  dá munição e justificar  para encobrir os crimes que comete a (in)Justiça Brasileira, como por exemplo, as ações do juiz fora da lei da republiqueta de Curitiba Sergio Moro,  que toma os bens do grande líder do povo brasileiro Luiz Inácio Lula da  Silva adquiridos antes dele chegar a Presidência. 

Esse juizeco Moro manda tomar dez milhões do Lula e só encontra seiscentos e dois mil, pouco mais do que continha uma das malas destinadas ao Temer.  Seiscentos e dois mil resultado de uma vida toda de trabalho que começou aos 6 e 7 anos, é um quarto do valor que tem o filho do Temer em imóveis do alto de seus três anos...   

Achando pouco Moro toma também nove milhões da previdência privada dos filhos e netos do Lula e dos funcionários da L.I.L.S. que organiza suas palestras e eventos de Lula pelo mundo. Tudo legal e devidamente declarado. 

Isso é terror. É por essas e por outras que contribuíram para a morte de Dona Marisa.

É mole ou quer mais?!

**http://institutolula.org/uploads/relatoriopalestraslils20160323.pdf

terça-feira, 25 de julho de 2017

O Ensaio Sobre a Cegueira Brasileira

Em seu antológico livro Ensaio Sobre a Cegueira, o autodidata José Saramago, celebrado  Nobel de Literatura – O único em língua portuguesa, diga-se de passagem – relata a  história de um homem que sofre um súbito ataque de cegueira  que, logo em seguida, se torna uma epidemia sem controle. Quase todos se infectam.

Fazendo uma transposição à atual realidade brasileira da “pós-verdade” onde mais vale a versão, de preferência oficial, dos fatos do que os fatos propriamente ditos, vivemos uma espécie de “Ensaio Sobre a cegueira” à brasileira.

Desde que se desencadearam as artimanhas golpistas, logo após  a eleição de Dilma Rousseff, em 2014, culminando em seu impeachment  em 2016, e chegando  aos dias de hoje, vivemos uma espécie de uma esquizofrenia letárgica. Ao mesmo tempo em que vemos vultos e assombrações imaginárias não nos apercebemos daquelas que são reais. Isso associada a um sentimento de impotência e imobilidade espantosa. Um misto de cegueira coletiva e apatia mórbida.

Sobre o Brasil, nesse breve período de Governo Temer,  se desencadearam sobre o país todas as sortes de infortúnios.  De perdas de direitos, quebras institucionais e desequilíbrios sociais que podem nos levar à beira do abismo.

As duas maiores vítimas foram os trabalhadores e a Classe Média, aliada de primeira hora do Golpe,que  agora se queda desamparada e mal paga. Logo ela, a Classe Média, a porta-estandarte do moralismo meia-boca dos suburbanos que jantam em restaurantes chiques e contam moedas para colocar um litro de gasolina em seus carros comprados em prestações infinitas.

Ela foi às ruas em nome da “moral e dos bons costumes”, destilando ódio e preconceito, mas de fato, agindo segundo sua legítima crença de que o país pudesse mudar para melhor. Ledo engano! Como mudar para melhor se utilizando de uma quebra institucional? Como fazer a coisa certa atuando da forma errada? Seria como acabar com a febre através do óbito do paciente.

Será que vamos permitir que o Brasil perca o fio da História? Será que, em nome da moralidade, vamos nos permitir sermos governados por ladrões sádicos e sórdidos? Até quando vamos ser vítimas de nós mesmos e desses carniceiros do dinheiro público? Não devemos permanecer nessa caverna em que nos colocaram.

Assim como no livro de Saramago, parece que o governo nos colocou num sanatório e estamos alienados de que a cidade é só escombros, cadáveres e detritos. Faço alusão ao desmonte do Estado Brasileiro, aos direitos do trabalhador, à venda do Pré-Sal e a liquidação da PETROBRAS. Me refiro a degradação moral de um governo das malas de propinas presidenciais, dos aumentos de impostos em meio ao perdão de dívidas bilionárias de banqueiros mais que gananciosos. Aumento dos combustíveis e do custo de vida.

Voltar, em um ano de governo, ao mapa da fome e sede no mundo não deve orgulhar nenhum brasileiro consciente e lúcido. Fruto de um governo irresponsável na gestão, corrupto em sua moral, perverso na condução das políticas públicas. Preconceituoso e incompetente por natureza.

Precisamos libertar nosso país dessa cegueira, antes que nos reste, assim como os personagens do livro do ilustre Nobel de literatura, vivermos por instinto num mundo onde somente o mais forte tem vez. Onde a desesperança seja nossa mãe e a opressão, nossa madrinha.  DESPERTA BRASIL!

 

“Que o governo do povo, para o povo e pelo povo não pereça sob a face da Terra”

Linconl  

 


RAFAEL GALVÃO

Homem simples do povo

 

 

domingo, 2 de julho de 2017

90º Ato em Defesa da Democracia do Núcleo em Defesa da Democracia








Nesta segunda o NDD Núcleo em Defesa da Democracia realiza o 90º Ato em Defesa da Democracia, vigílias na Praça dos Três Poderes das 18h às 21h.

Venham todos, tragam suas bandeiras, faixas, cartazes, tambores, bolo, chocolate e o que mais quiser...

 

http://fernandonsneto.blogspot.com.br/2017/06/pequena-grande-historia-do-ndd.html

 http://blogoosfero.cc/luiz-muller/blog/pequena-grande-historia-do-ndd-nucleo-de-defesa-da-democracia

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